sábado, 31 de outubro de 2015

Niterói joga o Código de Trânsito Brasileiro no lixo


Ontem assisti um veículo da NitTrans (Niterói Transporte e Trânsito), pertencente à Prefeitura de Niterói, RJ, cometer duas infrações de trânsito em menos de 5 minutos.

Primeiro, este veículo não respeitou a placa de PARE no cruzamento da Av. Almirante Tamandaré com a avenida de acesso a Camboinhas, quase provocando um acidente.

Depois, menos de um quilômetro adiante, fez uma manobra perigosa mudando de faixa e quase provocando outro acidente, no sinal de trânsito da Av. Almirante Tamandaré esquina com rua Manoel Pacheco de Carvalho.

Um pouco mais adiante, constatei outra infração ao CTB: o veículo da Prefeitura de Niterói está emplacado no município do Rio de Janeiro.


Bom, me disseram que durante muitos anos o prefeito de Niterói morava em Miami.

Parece que, agora, a prefeitura de Niterói mudou-se para o Rio de Janeiro. Será que a causa é a crescente violência na cidade?

Só para lembrar:

CTB - Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997

Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
Art. 120. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-reboque, deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, no Município de domicílio ou residência de seu proprietário, na forma da lei.
§ 1º Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal somente registrarão veículos oficiais de propriedade da administração direta, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de qualquer um dos poderes, com indicação expressa, por pintura nas portas, do nome, sigla ou logotipo do órgão ou entidade em cujo nome o veículo será registrado, excetuando-se os veículos de representação e os previstos no art. 116.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Uma revenda Indian Motorcycles em 1921


Um grupo de motociclistas posam com suas Indians em frente à loja Keegan, Mattern & Gaffney em Watertown, New York, nesta foto de 1921.

A loja era bem diversificada, vendendo equipamentos esportivos, ferragens, armas e peças para automóveis e motocicletas. A loja foi inaugurada em 1919 como revenda da Indian Motorcycles, mas fechou 3 anos depois.

Muitas revendas da marca fecharam no início dos anos 1920 como resultado da decisão da Indian Motorcycles de produzir motocicletas só para uso militar, limitando drasticamente a disponibilidade de modelos para uso civil. 

Com isto, a Indian perdeu a liderança no mercado americano para a Harley-Davidson, posição que a Motor Company mantem até hoje. 

A Indian Motorcycles faliu em 1953 e retornou ao mercado a partir de 2011, quando a marca foi comprada pela Polaris Industries.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Rodovia Pres. Dutra: a mais congestionada do Sudeste

Rodovia Presidente Dutra: BR-116, entre Rio de Janeiro e São Paulo
Os trechos rodoviários mais saturados do Sudeste estão concentrados na Rodovia Presidente Dutra, o trecho da BR-116 entre Rio de Janeiro e São Paulo. 

Tráfego congestionado: rotina na Via Dutra, na Baixada Fluminense.
O levantamento foi feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e mostra que, entre os dez trajetos com excesso de cargas, sete estão na estrada que liga as capitais mais desenvolvidas do país.

O quadro de sobrecarga se agrava nos perímetros urbanos e horários de pico, com volume de cargas transitando muito acima da capacidade da rodovia. Três dos trechos críticos estão na parcela paulista da rodovia.

O diagnóstico está no Projeto Sudeste Competitivo, elaborado pela CNI e por federações estaduais da região para mapear gargalos e mapear projetos que devem receber investimentos prioritários na infraestrutura de transportes.

O estudo identificou a BR-116, em toda sua extensão na região Sudeste, como um dos oito eixos logísticos prioritários, necessitando de aporte de R$ 6,4 bilhões até 2020.

A Dutra, como é coloquialmente chamada, foi construída em meados dos anos 1940 e inaugurada pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra em janeiro de 1951, o primeiro presidente eleito democráticamente depois de 15 anos da ditadura de Getúlio Vargas. Era uma rodovia em pista simples, duplicada unicamente no trecho entre Guarulhos e São Paulo e em parte da Baixada Fluminense.


Em 1964 começou a duplicação total da rodovia, que foi concluída em 1967, durante o governo do Presidente Humberto de Alencar Castello Branco. Durante quase 30 anos nenhum investimento significativo foi feito na rodovia, que apresentava péssimas condições de trânsito quando foi privatizada em março de1996. 

Duplicação da Rodovia Pres. Dutra em 1965.
O volume de tráfego na Dutra foi parcialmente aliviado a partir dos anos 1970, com a construção e ampliação da SP-70 Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, pelo governo do Estado de São Paulo.

SP-70 - Rodovia Ayrton Senna - Carvalho Pinto
Não existe nenhum projeto federal de ampliação ou triplicação da Via Dutra.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Navio é arrastado pelo Furacão Patricia, no México

O M/V "Llanitos" encalhado no litoral do México.
O M/V Los Llanitos, um graneleiro mexicano de 71.000 toneladas de porte-bruto encalhou e está em perigo de se partir em dois, depois de ter sido arrastado de sua posição de fundeio pelos fortes ventos do Furacão Patricia. O navio tem uma tripulação de 27 pessoas.

O navio estava ancorado perto da costa de Colima, no litoral do Pacífico, no México, aguardando a passagem do furacão. Mas suas âncoras não foram suficientes para aguentar o navio, acossado por ventos de 265 km/h, e foi jogado nas pedras do litoral, dia 23/10/2015.

Uma declaração das autoridades ambientais do México informam que o navio está em sério risco de mais avarias, mas somente uma pequena quantidade de óleo derramou no mar. Dezenove tripulantes foram retirados do navio por helicópteros e os demais 8 tripulantes ficaram a bordo para participar das operações de salvatagem.



O Furacão Patrícia, o mais violento da história, atingiu a costa Pacífica do México no sexta-feira, dia 23/10, ao sul de Puerto Vallarta. Surpreendentemente, o furacão diminui rapidamente de intensidade ao atingir o continente, provocando muito menos estragos do que o previsto, desfazendo-se ao encontrar com o terreno montanhoso da região.

Atualização em 30/10/2015: as autoridades mexicanas informaram que o salvamento do navio não é factível. Desta forma os tanques de combustível serão esvaziados e o navio, que está sem carga, será afundado no local para transformar-se em um recife artificial.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A maior revenda H-D do mundo já está aberta


A maior revenda Harley-Davidson do mundo ficou pronta e já está funcionando.

A inauguração oficial será no sábado, dia 7 de novembro de 2015.


A bandeira americana é içada na nova revenda, pela primeira vez.
A Harley-Davidson of Scottsdale tem dois andares e 13.600 m² de área construída, além de mais 10.000 m² de estacionamento aberto. 

Estacionamento da revenda.
A nova revenda é cerca de 30% maior que a Harley-Davidson de Daytona Beach (10.100 m²) e da Red Rock Harley-Davidson de Las Vegas (9.680 m²), consideradas as maiores concessionárias H-D, até então.


Sala de tatuagem e piercing.
Capela para casamentos.
Além de todas as facilidades dedicadas aos clientes da Motor Company, a revenda é também um grande ponto de encontro e entretenimento, com uma área de tatuagem e piercing, capela para casamentos, um cinema, fliperama e uma filial da Leather & Lace Boutique.

A festa de inauguração, aberta e gratuita para qualquer pessoa que tenha carteira de habilitação para conduzir motocicletas, contará com um show da banda Doobie Brothers, e a presença do ator Kim Coats, o Tig da série “Sons of Anarchy”, entre outros.


Quem não tiver habilitação para motocicletas também poderá participar, mas através de uma doação de US$20 para o Hospital Infantil de Phoenix.

Endereço da nova revenda H-D: Harley-Davidson of Scottsdale, 15656 N Hayden Rd,
Scottsdale, Arizona.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Curitibanos Harley & Custom - 21/11/2015




O Curitibanos Harley & Custom Encontro será realizado na cidade de Curitibanos, SC, no dia 21 de novembro de 2015.

O evento não tem taxa de inscrição e todas as atividades são por adesão, ou seja, você paga o que consome. 

Mais detalhes estarão disponíveis na página do encontro, no Facebook: https://www.facebook.com/events/960506833988128/ 

Harley-Davidson x Resto do Mundo: concorrência acirrada


Quando as empresas encaram redução de lucros e perda de fatia de mercado, reduzir preço é a reação típica para recuperar a posição. Mas a Harley-Davidson Motor Company pode ser tudo, menos típica.

O único fabricante de motocicletas em operação há mais de um século, sem interrupção, a H-D é uma das marcas mais reconhecidas do planeta. Mas está enfrentando uma concorrência forte e uma desvantajosa valorização do dólar. 

De acordo com a Motor Company, este não é o momento para reduzir preços, mesmo quando sua participação no valoroso mercado americano foi reduzida em 3,9% no último trimestre.

“Nós esperávamos alguma queda na participação de mercado, depois de ter crescido 13,4% nos últimos anos,” disse o CEO da Harley-Davidson, Matthew Levatich durante entrevista à imprensa especializada, esta semana.  “Nossa fatia de mercado foi severamente impactada nos últimos 12 meses, com a inclusão dos autociclos nos números considerados para análise,” disse ele. Autociclo é como a indústria e a imprensa tem se referido aos triciclos que são parte automóvel e parte motocicleta.

Slingshot, o autociclo produzido pela Polaris.
Autociclo produzido pela Elio Motors, de Phoeniz, Arizona.
A Harley-Davidson ainda domina o mercado para motocicletas acima de 600cc, mas seus rivais estão fazendo de tudo para tirar clientes da marca de Milwaukee.

A Polaris Industries, que fabrica as motocicletas Victory e Indian, por exemplo, está oferecendo motocicletas novas sem pagamento de entrada, garantia de cinco anos e crédito de US$1.500 para compra de acessórios. Segundo o fabricante, a estratégia está dando certo, pois suas vendas chegaram a US$160,4 milhões no terceiro trimestre, graças a fortes vendas das motocicletas Indian e Victory e do autociclo Slingshot.

Para comparação, o faturamento de Harley-Davidson foi de US$1,32 bilhão, no mesmo período.  
A Polaris tem ainda um longo caminho a percorrer!

“Basicamente o que a Polaris e outros fabricantes estão fazendo é reduzir os preços a um ponto tal que uma Harley-Davidson usada vale o mesmo do que uma de suas motocicletas, novas, “ comentou Brad Lamensdorf, da empresa de análise financeira AdvisorShares. Ele recomenda que a Motor Company deva ser mais agressiva nos preços, para enfrentar o ataque de seus concorrentes.

Mas a Harley-Davidson não está convencida disto. Ao contrário, a legendária marca continuará investindo em novos clientes e no desenvolvimento de novos produtos para manter sua liderança no multibilionário mercado americano de motocicletas.

O analista financeiro David MacGregor, da Longbow Research tem uma posição “neutra” ao analisar as ações da Polaris e da Harley-Davidson. Mas apoia a estratégia da Motor Company em não ceder aos apelos para descontos em preços.

“É definitivamente a estratégia correta evitar descontos e reduções de preços e concentrar-se no desenvolvimento de melhores produtos, com melhor qualidade e valor agregado,” disse ele em um artigo.

Para os acionistas da Harley-Davidson Motor Company, a estratégia está dando resultado. Apesar de redução no volume de motocicletas vendidas no terceiro trimestre de 2015, o lucro por ação não sofreu com isto, mantendo-se firme em US$0,69.

Os próximos trimestres mostrarão qual estratégia vai funcionar. 
Até lá, vai ser interessante ver a luta Harley-Davidson versus Indian Motorcycles.

Fiquem sintonizados.

Veja também: Indian vs. Harley

sábado, 24 de outubro de 2015

Marinheiro solitário e seu gato resgatados no Alaska

Emmanuel Wattecamps, no momento em que pula do seu veleiro para o navio Tor Viking. 
O navio de apoio a plataformas AHTS Tor Viking, de bandeira sueca, resgatou um marinheiro solitário e seu gato, que estavam à deriva num veleiro de 10m, nas águas geladas da Baía do Frio, Alaska.

O vídeo do resgate foi  feito a partir de um avião C-130 Hércules da Guarda Costeira dos EUA, que estava sobrevoando o local depois que o único tripulante do veleiro mandou um sinal de socorro, avisando que estava sem leme e sem velas e com o veleiro embarcando água. As condições de mar na ocasião eram de ventos de 74 km/h e ondas de 6m de altura (equivalente a um edifício de dois andares).

Por sorte a plataforma de perfuração da Shell - Polar Pioneer - estava próximo e enviou o seu navio de apoio Tor Viking para ajudar.

O Tor Viking, em operação nas águas geladas do Alaska.
A Guarda Costeira foi alertada quando o marinheiro solitário acionou o EPIRB (Emergency Position Indicating Radio Beacon ou Indicador de Posicionamento de Emergência). Como é procedimento padrão, a Guarda Costeira enviou o C-130 Hercules para o local indicado, ao mesmo tempo que avisou os navios que estavam nas proximidades, para que prestassem auxílio. 

C-130 Hercules, da Guarda Costeira dos Estados Unidos.
Um navio da Guarda Costeira e dois helicópteros MH-60 foram também enviados, mas não chegaram a entrar em ação, pois o único tripulante do veleiro já havia sido resgatado pelo Tor Viking.

No vídeo pode-se ver  o esforço do marinheiro solitário, conduzindo o seu gato de estimação dentro da jaqueta, até o momento em que consegue pular para o convés do Tor Viking.

video

Emmanuel Wattecamps, um francês de 28 anos, tinha saído do porto de Dutch Harbor, Alaska, no dia 15 de outubro, navegando solitário no seu veleiro La Chimere, com destino a San Diego, na Califórnia, acompanhado de seu gato de estimação.

Emmanuel Wattecamps publicou este selfie na sua página do Facebook, já
são e salvo a bordo do Tor Viking.
Ele navegou por dois dias em ventos calmos, mas as condições climáticas foram piorando até o ponto em que o pequeno veleiro de 10 m de comprimento foi atingido por uma onda, muito maior do que as que estavam em sua volta. Esta onda fez o veleiro emborcar,  por sorte voltando para sua posição original, mas com muita água dentro da embarcação.

O sistema elétrico do veleiro, cujo casco era de alumínio, entrou em curto. Devido aos fortes ventos ele tinha recolhido as velas e estava navegando com o motor de centro, que parou de funcionar. Tudo que estava dentro da cabina do veleiro ficou encharcado, inclusive o computador, cartas náuticas e outros materiais. A agulha giroscópica quebrou, o GPS passou a dar informações falhas e o leme fazia muito barulho, indicando que estava a ponto de romper-se.

Foto de Emmanuel Wattecamps a bordo do La Chimere.
Sua única saída foi acionar o EPIRB e aguardar para ser resgatado. Quatro horas depois o avião C-130 estava circulando sobre ele e o Tor Viking chegou.

Segundo Emmanuel, o comandante do Tor Viking, com muita habilidade, conseguiu se aproximar do veleiro e criar as condições para que ele pulasse a bordo. De qualquer forma o Tor Viking já havia passado um cabo, que Emmanuel amarrou na sua cintura, na eventualidade de cair na água, na tentativa de passar para o navio.

Não temos foto do gato.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Honda GL 1800 Gold Wing: recall

A Moto Honda da Amazônia está convocando os proprietários do modelo GL 1800 Gold Wing para recall

As unidades com os chassis abaixo devem ser levados, a partir de 7 de dezembro de 2015, a uma concessionária, para a substituição gratuita do cilindro mestre traseiro e do cilindro mestre secundário, ambos pertencentes ao sistema de freio. A campanha afeta 667 unidades.

Chassis envolvidos:

Ano/Modelo: 2006 a 2009
Chassis de 6A500003 a 9A800092
Produzidas de 03/08/2005 a 16/12/2008

Ano/Modelo: de 2010 a 2015
Chassis de AA900001 a FK300050
Produzidas de 17/02/2009 a 09/07/2015

Em algumas unidades poderá ocorrer a obstrução da passagem do fluído de freio. Como consequência, o freio traseiro ficará parcialmente acionado, causando resistência ao movimento da roda e superaquecimento no local com risco de incêndio, possíveis danos materiais e lesões graves aos ocupantes e/ou terceiros.

Harley-Davidson corta 250 postos de trabalho nos EUA

Motocicletas estacionadas no Museu Harley-Davidson em Milwaukee.
Com o resultado do terceiro trimestre de 2015 abaixo das expectativas e com as vendas globais em queda, a Harley-Davidson Motor Company anunciou o corte de 250 postos de trabalho nos EUA, como parte de um plano de reorganização.

O faturamento da empresa no trimestre foi de US$140,3 milhões, uma redução de 6,5% sobre o mesmo período do ano anterior. O lucro se manteve no mesmo patamar, equivalente a US$0,69 por ação.

As vendas globais de motocicletas da marca caíram 1,4% no período, com uma queda de 2,5% no mercado americano. As vendas internacionais tiveram uma retração de 0,9%.

Em comunicado à imprensa a Motor Company informou esperar custos adicionais de US$32 milhões no último trimestre do ano, principalmente com a indenização dos empregados que serão demitidos e com custos de relocação planejados.

O CEO da companhia, Matt Levatich, comentou que “o compromisso contínuo de ajustar a produção com a demanda e manter o ‘status premium’ da marca é prioridade para a Harley-Davidson.”

Um porta-voz da Motor Company informou que os cortes não afetarão os empregados das linhas de produção. 

Segundo ele “um programa de demissão voluntária e aposentadoria antecipada será oferecida a empregados que estejam dentro dos parâmetros determinados e deve estar concluído até o final do ano.”

A Harley-Davidson revisou, para baixo, a expectativa de vendas globais para 2015, prevendo vendas entre 265.000 e 270.000 motocicletas. A previsão anterior indicava um número entre 276.000 e 281.000 unidades vendidas em todo o mundo em 2015.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Indian Motorcycles tem nova linha de pintura

2015 Indiam Roadmaster
A Polaris Industries, fabricante das motocicletas da marca Victory e Indian, comprou as antigas instalações da Lehman Trikes em Spearfish, South Dakota, próximo de Sturgis.

Nestas instalações funcionará a nova linha de pintura das motocicletas, com inauguração prevista para os próximos meses.

A LehmanTrikes transferiu suas instalações para Garden Grove, ao sul de Los Angeles, recentemente.

A Polaris empregará cerca de 80 pessoas na nova linha de pintura, em 2 turnos.

As motocicletas Victory e Indian são montadas na planta instalada na cidade de Spirit Lake, Iowa, situada a cerca de 780km de distância. 

Os Brutos também Amam


Este é o título do filme americano de 1953 (Shane, no original), estrelado por Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin e Jack Palance. Recebeu o Oscar de melhor fotografia colorida e indicações para melhor ator coadjuvante (para Jack Palance), melhor diretor, melhor filme e melhor roteiro adaptado.

A história que menciono aqui é bem mais moderna e aconteceu há poucos meses, também nos Estados Unidos e também no oeste americano, já não mais violento e inexplorado. 

Mas, de certa forma, mostra as aventuras de um espécie de cowboy, pilotando uma Harley-Davidson no lugar de um valente cavalo.

Pat Doody é o protótipo do harleyro americano: barba, cabelos longos, tatuagens nos braços. Mas é só aparência: Doody é operário de uma metalúrgica na sua cidade.
E tem um coração aberto, como a maioria dos harleyros.

Pat Doody, de New Jersey e seu gatinho Party Cat.
Ele estava regressando para sua casa, no estado de New Jersey, depois de uma viagem costa-a-costa até a Califórnia. 

Numa parada para reabastecimento em Nevada, ele encontrou um filhote de gato abandonado, com várias queimaduras no corpo. Ao invés de seguir sua viagem sem se importar, Doody pegou o gatinho, colocando-o dentro da sua veste e o trouxe consigo para casa.

Party Cat estava bem machucado quando foi encontrado.

As feridas do gatinho foram cuidadas e cicatrizaram bem. Com o nome de Party Cat (gato festeiro), o pequeno pêlo curto americano acompanha seu novo dono nas viagens de motocicleta, no melhor e mais legítimo espirito harleyro.

Party Cat já está com as feridas curadas.
É ou não é uma história bonita?

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Vinhos e destilados: mais uma farra governista


O voraz apetite do governo, tirando dos cidadãos até o último centavo se deixarem continuar a farra, mostra que o Estado nada aprende.

A economia do país está caindo ladeira abaixo e, com isto, a arrecadação dos impostos. Mas, sem qualquer intenção de diminuir as despesas, o governo aumento os impostos de uma maneira, no mínimo, indecente.

Vejo o que está fazendo com os produtores de vinho do país. A partir de 1 de Dezembro, o Imposto sobre Produtos Industrializados, o famigerado IPI, cresce de modo exorbitante, atingindo percentual jamais tentado antes, nestepaiz.

Uma garrafa de vinho nacional, no valor de R$60, por exemplo, paga R$0,73 de IPI hoje. Se o governo aumentasse este imposto em 100% - o que já seria um absurdo - passaria a pagar R$1,46 de IPI.

Mas, não! A voracidade é arrasadora. A partir de dezembro, esta mesma garrafa de vinho pagará R$6,00 ou 821,92% a mais.

Isto mesmo, o governo federal aumenta um tributo em mais de OITOCENTOS POR CENTO.

Para quê? Para sustentar o governo mais corrupto da história brasileira!

Mas, hoje votamos para presidente, certo? Merecem!

Harley-Davidson: a aposta nas duas gerações


A Harley-Davidson tem construído motocicletas por mais de um século, sem interrupção, criando uma marca icônica que representa juventude e liberdade, mais do que qualquer outra marca.

Na última década a Motor Compay está focada em fazer a ligação entre a geração de leais clientes -  que caracterizou os nascidos na segunda metade do século XX - com novos fãs, nascidos nos finais do século passado.

Muita gente especulou que a mais conhecida marca de motocicletas do mundo poderia esquecer seus fiéis seguidores e concentrar sua atenção nos jovens da geração cibernética.

Ledo engano, deixou bem claro Mark-Hans Richer, Vice-presidente Senior e Gerente Global de Comunicação e Marketing da empresa de Milwaukee, durante o evento “Masters of Marketing” da Associação Nacional de Anunciantes, em Orlando, Flórida.

Na sua concepção, os jovens não tem o monopólio do que é “cool”, inovador ou em crescimento. As pessoas mais idosas estão em crescimento, disse ele, e são um fato. A decisão de procurar um ou outro mercado deve ser sempre uma proposta de soma, nunca de divisão.

“Crescer com os jovens ou crescer com os mais idosos é uma escolha falsa,” disse Richeter.”Os produtos podem ser ajustados, logomarcas serem modificadas, mas o espírito da marca não tem idade. Marcas podem crescer na direção de múltiplas gerações, simultaneamente. Pode ser feito. Nós estamos fazendo isto.”


Ele apontou as ações da Motor Company, como o lançamento da coleção Number One Skull e a Dark Customs, a linha de motocicleta concebida para os jovens adultos, assim como o patrocínio do Ultimate Fighting Championship e o seriado “Sons of Anarchy.” 

A Harley-Davidson tem uma marca indelével na cultura pop, com a participação na série de filmes do Capitão América e shows frequentados por jovens, nos EUA, como o festival South by Soutwest, onde os jovens podem fazer um test-ride nas motocicletas e conhecer de perto as máquinas produzidas pela companhia.

Inovações na marca Harley-Davidson, como o projeto LiveWire,  também faz parte integrante do esforço para atrair os jovens.

Entretanto, o foco nos mais vividos e experientes está longe de diminuir. Richter mencionou o último censo demográfico nos Estados Unidos que mostrou que mais de 100 milhões de americanos tem mais de 50 anos e este número deve alcançar 173 milhões de indivíduos na década de 2060.

Para acabar com o estereotipo de quem pilota uma Harley, a Motor Company lançou no início de 2015 a campanha publicitária “Roll Your Own”.

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Ele terminou sua apresentação dizendo que “hoje, mais do que nunca, jovens e veteranos são a base do universo Harley-Davidson. E continuarão a ser.”

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Taxa para turista em Floripa?

Ponte Hercílio Luz, Florianópolis, SC
Leio que a prefeitura de Florianópolis está estudando implantar uma taxa a ser cobrada aos veículos que visitam a cidade durante o verão.

Seria cópia do que já faz a pequena Bombinhas, também em Santa Catarina.

Um amigo costuma dizer que no Brasil só faltam cobrar pelo ar que se respira. Eu ria daquilo que achava que era piada. Não rio mais.

O tamanho do Estado (governos federal, estadual e municipal) parece não ter limite para crescer, ao contrário da economia. O custo, tampouco. Para sustentar este verdadeiro exército de burocratas (com a devida ressalva para os policiais, bombeiros, profissionais de saúde e professores, que nunca crescem na medida necessária) o estado faminto precisa de cada vez mais dinheiro. E vão buscá-lo onde se produz: na economia.


É a autofagia no seu melhor exemplo. O Estado está matando a galinha dos ovos de ouro. Está matando quem o alimenta. E, não em muito tempo, por mais que tributem a produção e o trabalho, o dinheiro não será suficiente. Aí, então, seremos mais uma Grécia, no mundo.

Respeito! Gratidão!


sábado, 17 de outubro de 2015

Eu aceno para outro motociclista, na estrada!


Cumprimentar o colega motociclista faz parte da maneira como eu piloto na estrada.  

A camaradagem e pilotar um veículo de duas rodas andam lado a lado. Eu procuro cumprimentar sempre, mesmo nas rodovias duplicadas, quando sei que o outro motociclista pode não estar prestando atenção em mim. E não importa a cor, marca ou modelo da sua motocicleta.

Mas tenho notado que os motociclistas cumprimentam menos, hoje em dia.  Às vezes eu ficava chateado com isto, achando que o outro piloto era mal educado e embarcava naquela coisa ridícula da “minha motocicleta é melhor que a sua”, tão em moda hoje em dia no Brasil, especialmente nas redes sociais.

Talvez ele seja um motociclista neófito, que chegou ao mundo das duas rodas há pouco tempo e não consegue entender, ainda, o espírito das estradas.

Talvez ele esteja concentrado nos seus pensamentos e na sua pilotagem e, ainda que aprecie meu gesto, não se sinta compelido a responder.

Mas, talvez, ele só sorrie e cumprimente o próximo motociclista que encontrar!


As pessoas estão cada vez mais conectadas, graças à Internet e ao mundo das redes sociais virtuais. 
Nós nos falamos o tempo todo, nem que seja com somente uma “curtida” na postagem, fotografia ou comentário do nosso amigo virtual. Mas não tem o mesmo efeito do cumprimento com a mão esquerda, mesmo que seja só estar com ela estendida ao lado da motocicleta, ao cruzar com um irmão da estrada.  Este pequeno gesto é uma declaração de amizade mais forte do que mil “curtidas”!

Não cumprimente esperando uma resposta, faça somente para mostrar que você se importa. Cumprimente por que você quer desejar-lhe uma boa viagem, com segurança. Cumprimente para mostrar sua solidariedade.


Quando eu cruzar com você na estrada, eu vou cumprimentar. Talvez seja o sinal de paz, talvez um aceno de mão ou o braço estendido ao lado da minha motocicleta. Ou talvez só levantar os dedos, com a mão ainda na manopla ou mesmo um aceno com o capacete, mas eu vou reconhecer você na estrada.


Se por acaso você me cumprimentar e eu não responder a tempo de você ver a resposta, saiba que eu apreciei o seu gesto e vou transmiti-lo para o próximo motociclista que eu cruzar no meu caminho!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sob chuva, atenção redobrada!


Em virtude do efeito El Niño, a região Sul terá uma primavera de muita chuva.

Assim, todo cuidado deve ser tomado ao rodar em pistas molhadas.

Lembre-se: segurança sempre deve vir em primeiro lugar!

Igualdade, desigualdade ou mais um cartório?

Óleo sobre tela de Tarsila do Amaral.
Negros, brancos, índios e mulatos, JUNTOS.
Leio a matéria sobre a ação de notificação extrajudicial da ONG Educafro, feita à Prefeitura de São Paulo, exigindo que 10% dos modelos da São Paulo Fashion Week sejam negros ou índios. Patético.

Estas entidades, certos políticos e “intelectuais” continuam batendo nesta tecla da exigência da igualdade (desnecessário, isto já está escrito na Constituição) para os negros, índios, mulatos, cafusos, mamelucos, homossexuais, transexuais, lésbicas, simpatizantes, etc.

A coisa é tão ridícula, que já há cotas nas universidades, nos concursos públicos e, não falta muito, vai ter caixa de banco e de supermercado exclusivos para estas “minorias”.

Tem idiota com mandato que quer criar uma lei para que os “brancos” paguem uma indenização para os “negros”, para compensar o que seus ancestrais sofreram durante a escravidão. Babaquice. Meus avós (tanto materno como paterno) chegaram ao Brasil no século 20. O que é que eu tenho a ver com o que aconteceu de 1500 até 1899?

No final, o que se quer é criar mais um “cartório”, onde não importa seu esforço, trabalho ou dedicação: a única coisa que vai contar é a cor da pele (às vezes nem isto), sua ou de seus ancestrais.

Fica fácil, não é mesmo?

Mas o Brasil continua sendo o país da fantasia, onde um montão de gente acha que dinheiro cai do céu e que o Estado tem que bancar todo mundo, sem se importar com o fato de que o Estado nada produz. Só toma dos poucos que ainda produzem.

O castigo é que o caos é democrático. Vai atingir a todos.

E todos ficaremos felizes na miséria compartilhada por muitos, sustentando a opulência de muitos poucos.

Mas a gente vota para presidente, não é mesmo? Merecem!

Fortuna do mar – a tragédia do S/S “El Faro”

S/S "El Faro", que naufragou no Triangulo das Bermudas, Atlântico Norte, em 1/10/2015
O cargueiro de bandeira americana “El Faro”, afundado pelo furacão Joaquin, estava navegando com quase sua velocidade máxima para o centro da tempestade, antes de ter perdido a propulsão em meio a ondas gigantescas e ventos brutais, de acordo com dados de rastreamento do navio.

Os dados obtidos pelos analistas suscita questões sobre a afirmação do armador de que o comandante do navio havia escolhido um “plano bem embasado” para contornar o Joaquin “com margem de segurança”, mas o plano foi frustrado pelo problema na máquina do navio. Isto leva a crer que, antes mesmo do navio ter perdido a propulsão, ele estava em águas tempestuosas que a maioria dos marinheiros preferem nunca ter que enfrentar. 

Depois de analisar os dados, Klaus Luhta,  presidente da Organização Internacional de Capitães, Oficiais de Náutica  e Práticos da Marinha Mercante, ficou em silêncio por um momento enquanto contemplava o que está sendo chamado como o pior desastre envolvendo um navio de bandeira americana em mais de 30 anos.

“Eu não sei o que ele estava pensando – “Eu não posso nem especular,” disse Luhta em entrevista a um canal de TV. “Ele se dirigiu direto para o trajeto do furacão”.

Enquanto a tomada de decisão do capitão do “El Faro” pode parecer inexplicável vista de fora, o Comandante Michael Davidson, formado pela Academia de Marinha Mercante do Maine, era um marinheiro experiente, acostumado a navegar nas regiões tormentosas do Atlântico Norte e não está claro quais os fatores que o teriam influenciado enquanto tentava salvar seu navio da calamidade.

O “El Faro” parou de se comunicar depois de informar, na madrugada do dia 1º de outubro, que havia perdido a propulsão, que a água do mar estava invadindo o navio e ele estava adernando. Não foi informada a razão da perda de propulsão.
Rumo de colisão com o furacão: como o “El Faro” encontrou o seu fim.
A rota do S/S "El Faro", conforme as transmissões de posição via satélite.
A rota alternativa seria passar entre Cuba e as Bahamas.  
Um porta-voz do armador do navio, TOTE Inc, Michael Hanson, não quis comentar, dizendo que a National Transportation Safety Board (NTSB), que está investigando o naufrágio, pediu que qualquer questão relacionada com o acidente fosse transmitida somente para eles.

Os dados de rastreamento do navio, que indicam o curso mais exato do “El Faro” nas 24 horas que antecederam o desastre, também mostram que, ao contrário de alguns relatórios, o navio não seguiu uma derrota normal.

Às 06:16h ET (hora leste dos Estados Unidos), do dia 30 de setembro, dez horas depois de ter saído de Jacksonville, Flórida, o navio começou a se desviar de sua rota usual para San Juan, Puerto Rico. Ele deveria costear a Flórida, passando próximo das Bahamas, mas seguiu um rumo que foi de encontro ao caminho da tempestade, de acordo com os dados obtidos nas transmissões de satélite do navio, usados para rastrear sua localização e velocidade.

Nessa noite, espremido contra a cadeia de ilhas a oeste, o “El Faro” foi encurralado pela tempestade e se deslocou mais para sudeste em rota de colisão com o furacão. 

S/S "El Faro"
O “El Faro” era um navio porta-container/roll on-roll off de 241 metros de comprimento, 16.000 toneladas de porte-bruto e tripulado por 28 oficiais e marinheiros americanos. Levava 5 mecânicos poloneses que faziam serviços de manutenção à bordo. Nesse ponto o navio ainda estava navegando com quase toda força adiante, cerca de 20 nós (36,6 km/h).

Rota de Fuga - Os comandantes que revisaram os dados disseram que na manhã de 30 de setembro, ainda ao norte das Bahamas, e a centenas de milhas da tempestade, Davidson ainda teve três boas opções: reduzir a velocidade, voltar com o navio ou mudar o rumo para oeste em direção à costa da Flórida. Ele tinha acesso à previsão do tempo, fornecida a pequenos intervalos de tempo pelo Centro Nacional de Furacões (NHC), dando a velocidade estimada, força e direção da tempestade.

O “El Faro”, por ocasião da tempestade tropical Erika, em 2 de agosto, adotou a rota costeando a Flórida quando estava indo em direção ao Caribe. A decisão de não adotar essa mesma rota em 30 de setembro não ficou clara. O capitão pode ter se preocupado em costear a Florida e ficar encurralado entre Cuba e as Bahamas com tempo ruim, disseram especialistas.

Como diminuíram as opções do “El Faro” - Por volta das 17:00h ET de 30 de novembro – nove horas depois de Joaquin ter sido elevado à condição de furacão categoria 5 – o navio passou pelo través do farol “Hole in the Wall”, onde existe uma passagem no arquipélago das Bahamas,  utilizada há séculos pelos marinheiros para escapar para oeste através das ilhas, em direção a Cuba. 
Mas, escapar por esta via seria prolongar a viagem e consumir mais combustível. Estes teriam sido os possíveis fatores que levaram o capitão a não utilizá-la.

Nesse ponto a previsão da NHC de que o furacão se aproximaria das Bahamas, antes de voltar para o norte, deixou Davidson sem opções viáveis, afirmam os profissionais do mar. O navio estava comprometido com um rumo para o sul, direto para a tempestade.

“Você deve sempre ter uma rota de fuga de emergência”, disse o Comandante Scott Futcher, um capitão de longo curso com 20 anos de experiência no mar. “Ele deveria ter ido mais ao sul. Somos ensinados de que você tem que ter uma saída, mesmo que você tenha que fazer um enorme círculo para fugir do furacão”.

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O vídeo acima mostra um navio enfrentando ondas de categoria 10. 
O "El Faro" enfrentou ondas de categoria 12 (Furacão)!

Os dados de rastreamento mostram que o navio de fato foi mais ao sul, desviando-se cerca de 100 milhas do seu curso normal, mas não foi o suficiente para escapar do Joaquin.

Não houve muita margem para manobra, disse John Konrad, capitão de longo curso e fundador do gCaptain, um site de notícias marítimas. “A seu bombordo (a leste) ele tinha o furacão Joaquin. A seu boreste (a oeste) existiam muitas ilhas. Ele estava cercado por todos os lados. A única opção que ele tinha era retornar (inverter o rumo 180°)."

Às 21:09h ET do dia 30 de setembro, a cerca de 200 milhas a noroeste da tempestade, o navio estava desenvolvendo 20 nós, muito próximo da sua velocidade máxima. O “El Faro” estava indo direto para a trilha do furacão prevista pela NHC, que passou a desenvolver ventos de 105 mph (170 km/h) e provocar ondas acima de 15 metros (categoria 12 - Furacão, na Escala Beaufort). 

Às 02:09h ET do dia 1º de outubro, o “El Faro” estava a apenas 50 milhas do olho do furacão Joaquin. Nesse ponto o navio ainda estava com uma velocidade de 17 nós, de acordo com dados de rastreamento do navio.

Enfrentando ventos violentos e altas ondas, às 03:56h ET a distância percorrida havia sido mínima. Sua velocidade  havia sido reduzida para 10.7 nós.

A companhia armadora informou que existem diferentes rotas comerciais de navegação utilizadas pelos seus navios para Porto Rico, que variam de acordo com as condições de tempo. A rota foi determinada pelo comandante Davidson sem envolvimento da sede da empresa (como deve ser!).

M/V "Azure Bay"
Ao contrário do “El Faro”, pelo menos um outro navio na área safou-se do Joaquin. O “Azure Bay”, um graneleiro da Pioneer Marine, baseada em Cingapura, estava navegando para o norte, passando por Cuba, em direção às Bahamas nas primeiras horas do dia 30 de setembro, quando seu capitão foi advertido que seu curso passaria a 150 milhas da influência do Joaquin. Ele decidiu, então, contornar Cuba pelo sul para “fugir da tempestade”, de acordo com um porta-voz da Pioneer Marine.

O que aconteceu nas primeiras horas do dia 1º de outubro, após ter sido perdido o contato com o “El Faro”, não é conhecido. Os investigadores da NTSB vão vasculhar a área e tentar localizar o Registrador de Dados de Viagem –VDR (a caixa preta do navio), para tentar juntar, algumas peças do quebra-cabeça.

O VDR (Voyage Data Recorder) grava várias informações do navio, incluindo rumo, velocidade, posição pelo GPS, regime das máquinas e gravação das conversas na ponte de comando, entre outros.

A Divisão de Mergulho e Salvatagem da Marinha dos EUA está encarregada de procurar os destroços do "El Faro" e recuperar o VDR.

Até o momento em que a Guarda Costeira dos EUA suspendeu as buscas, somente um corpo tinha sido localizado. Os demais continuam desaparecidos e presumivelmente mortos.

Atualização: o casco do S/S "El Faro" foi encontrado pela Marinha dos EUA no dia 31/10/2015, submerso em uma profundidade de 5.000m, 36 milhas a nordeste da Ilha Crooked, nas Bahamas, bem próximo da última posição transmitida pelo navio, antes de naufragar.

Veja também: minha experiência com o furacão Beulah, em 1967.