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quarta-feira, 28 de abril de 2021

A pandemia está prejudicando o aeromodelismo?

 

N/M "Cap San Juan", da Hamburg Sud.
Desde meados de 2020 o histerismo que acompanha a pandemia do coronavirus começou a impactar a logística internacional.

90% de tudo o que é produzido e comercializado neste planeta é transportado por navios nos oceanos, lagos, rios e canais navegáveis.

A Marinha Mercante mundial transporta mais de 11 bilhões de toneladas, todos os anos. Os valores gerados na navegação chegam a mais de 14 trilhões de dólares anualmente!

Mais de 50.000 navios, registrados sob as bandeiras de 150 nações e operados por mais de um milhão de tripulantes executam esta missão.

Estes números são de 2019 e, claro, foram fortemente atingidos pela recessão causada pela maneira atrapalhada com que a maioria dos países do mundo vem conduzindo esta emergência sanitária.

Mesmo assim, a projeção é de aumento considerável para os próximos anos.

Mas o que está acontecendo hoje, depois de um ano do Covid-19?

Não há espaço nos navios! Não há containers em número suficiente para atender a demanda!

Quando os países pararam suas indústrias, fecharam seu comércio e colocaram todo mundo (ou uma boa parte dele) dentro de casa, as companhias de navegação começaram a desativar sua frota. Encomendas de novos navios e novos containers foram canceladas. Tripulações dispensadas.

Quando a economia mundial começou a recuperar-se, no final de 2020, a logística sentiu o resultado da loucura.

Um gargalo comercial originado do surto de COVID-19 fez com que as empresas americanas aguardassem ansiosamente por produtos da Ásia - enquanto na costa da Califórnia, dezenas de navios porta-container estão ancorados, incapazes de descarregar sua carga.

A pandemia tem causado estragos na cadeia de abastecimento desde o início de 2020, quando forçou o fechamento de fábricas em toda a China. As sementes dos problemas atuais foram plantadas em março passado, quando os americanos ficaram em casa e mudaram drasticamente seus hábitos de compra - em vez de roupas, eles compraram eletrônicos, equipamentos de ginástica e produtos de reforma. As empresas americanas responderam inundando as fábricas asiáticas reabertas com pedidos, levando a uma reação em cadeia de congestionamento e obstáculos nos portos e centros de carga em todo o país quando as mercadorias começaram a chegar”.(Associated Press, março 2021)

Aqui no Brasil, se você tem um container para exportar, é melhor ter paciência; só há espaço disponível nos navios a partir de junho!!

Porta-container da Maersk no terminal Yangshan Deepwater Port, Shanghai.

Mas como isto tem afetado o aeromodelismo?

Da mesma maneira que tem afetado todo o resto: escassez e aumento de preço!

Há falta de baterias para aeromodelismo. Os kits desapareceram do mercado.

Grandes empresas que comercializam produtos para aeromodelistas, como a Horizon Hobby e Tower Hobbies dos EUA, têm produtos que estão fora de estoque há meses.

Site da Horizon Hobby - servos Spektrum

Um bom exemplo é o novo kit da Hangar 9 - OV-10 Bronco 30ccARF – anunciado em novembro de 2020 e com previsão de disponibilidade para entrega a partir junho de 2021!!!!

Faça uma busca no YouTube e os únicos Broncos que aparecem lá são os construídos pelo próprio pessoal da Horizon nos EUA e na Europa.

Mesmo nos sites chineses alguns produtos levam semanas em “back order”.

O distribuidor da Graupner nos EUA, Control Hobbies, não tem um servo, ao menos, para venda. A fábrica não recebe os chips empregados na sua fabricação e a melhor expectativa é que voltem a ser comercializados no final do ano, somente.

Vamos esperar para ver o acontece.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Tempos desesperadores para os marinheiros presos pela pandemia

O Capitão de Longo Curso Jens Boysen em Hamburgo, em frente ao "Emma Maersk", um
dos maiores navios do mundo.
Hamburgo, Alemanha, 9 de julho de 2020.

O Comandante Jens Boysen desembarcou de um dos maiores navios porta-contêineres do mundo nesta quinta-feira, após 167 dias no mar. Durante este tempo ele atuou não apenas como capitão, mas também como médico, dentista, conselheiro psicológico e diretor de entretenimento para sua estressada tripulação.

Quase 200.000 marinheiros como Boysen estão presos a bordo de navios mercantes em todo o mundo, alguns por mais de um ano, porque as restrições de viagens devido ao coronavírus tornam quase impossível o rodízio das tripulações, de acordo com um relatório da Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU que controla as atividades marítimas no mundo.

As tripulações, que vêm de todo o mundo para guarnecer seus navios, sofrem o estresse mental de não saber quando poderão voltar para casa ao fim de sua missão e a situação piorou com a falta de acesso a tratamento médico.

O Comandante Boysen, capitão do “Emma Maersk”, disse que dois tripulantes do navio foram acometidos com dor de dente, mas não tiveram permissão para deixar o navio.
"Recebi aconselhamento médico virtual e depois extrai os dentes", disse Boysen, parado no cais em Hamburgo depois de se despedir de sua tripulação. "Parecia quase uma situação de guerra", acrescentou.

A IMO chamou a situação de "crise humanitária" e instituições do setor marítimo alertaram para um aumento no número de suicídios por marinheiros.


Detalhes do "Emma Maersk"
  • Comprimento: 397 m
  • Boca: 56 m
  • Calado: 16 m
  • Altura dos porões: 30 m, equivalente a um edifício de 10 andares
  • Capacidade: 15.000 containers ou 157.000 toneladas
  • Propulsão: 1 motor Wartsila 14 cilindros, 109.000 HP + 5 geradores Caterpillar 8M32 gerando 40.000 HP
  • Velocidade máxima: 25,5 nós (47,2 km/h)
  • Tripulação: até 30 oficiais e marinheiros; normalmente opera com 15 tripulantes
Tão perto, porém tão longe

Boysen, que é cidadão alemão, finalmente deixou o navio em Hamburgo na quinta-feira, junto com dois outros tripulantes. 

Ele já poderia ter desembarcado em abril, quando o seu navio esteve atracado em Hamburgo.

"Eu senti que era meu dever como capitão não deixar o navio primeiro, mesmo que eu realmente quisesse ver minha família", disse Boysen, que vive com sua esposa e três filhos perto de Flensburg, no norte da Alemanha.
"Esse foi o meu ponto baixo em abril, estar em Hamburgo e permanecer no navio, embora eu pudesse ver a cidade tão perto", acrescentou.

Para manter o ânimo da equipe, ele organizou torneios de karaokê, bingo e outras atividades a bordo.

Cerca de 90% do comércio mundial é transportado por mar 

Boysen disse que as autoridades de imigração e a comunidade marítima deveriam concordar com isenções nas medidas de bloqueio para os marinheiros, a fim de garantir que as tripulações possam ser trocadas e as cadeias logísticas preservadas.

“O público realmente não entende o que fazemos no transporte de cargas. Fazemos parte de uma cadeia logística que não é visível para a maioria das pessoas, mas fornece a maioria das coisas de que elas precisam.”

Agora o capitão, que acumulou uma grande quantidade de férias, não tem intenção de tirar apenas uma folga; ele ficará de férias até o final do ano!
"Eu realmente preciso de uma pausa com minha família."

(Reportagem de Michael Hogan e Jacob Gronholt-Pedersen - Reuters)

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Petrobrás: novo mecanisco de reajuste de preços



Petrobrás aprovou mecanismo que pode manter preço da gasolina estável por até 15 dias nas refinarias. O mecanismo de proteção permite alterar a frequência dos reajustes diários do preço da gasolina no mercado interno, podendo até mantê-lo estável por curtos períodos de tempo.

A diretoria executiva da Petrobrás anunciou hoje que aprovou um mecanismo de proteção (hedge) complementar à política de preços da gasolina. O comunicado da empresa ao mercado explica que o mecanismo visa dar flexibilidade adicional à gestão da política de preços da gasolina e que a atual prática de reajustes diários continua sendo uma opção.

O mecanismo permite alterar a frequência dos reajustes diários do preço da gasolina no mercado interno podendo até mantê-lo estável por curtos períodos de tempo, podendo chegar a até 15 dias.

Segundo divulgado, a empresa identificou que era importante "trazer mecanismos financeiros de proteção para os momentos de volatilidade da gasolina e do câmbio". 

O novo mecanismo pode ser aplicado em momentos de volatilidade no mercado, mas os reajustes diários continuam como opção da companhia.

Ademais, os princípios de preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação, nível de participação no mercado, correlação com as variações do preço da gasolina no mercado internacional e a taxa de câmbio continuam em vigor.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Indian Motorcycles suspende operações no Brasil

Indian Roadmaster
A Indian Motorcycles chegou ao Brasil durante o Salão Duas Rodas 2015 prometendo uma forte participação no mercado. Menos de três anos após sua estreia a marca anunciou hoje, 25/6, o fim de suas operações no mercado brasileiro.

A marca tinha planos ambiciosos, como disputar mercado com a Harley-Davidson. Não conseguiu!

Com cinco modelos no seu portfólio, o mercado nacional não respondeu da maneira como sua fabricante, a Polaris Industries, esperava. 

Em 2017 parou de montar as motocicletas no Brasil e passou a importá-las completas, afirmando que o volume de vendas não justificava o investimento.

Entre 2016 e 2017 a Indian vendeu apenas 691 motos no atacado, segundo números da Abraciclo. Após parar a linha de montagem em Manaus, a empresa não mais forneceu o número de unidades vendidas.

“Nosso compromisso é de total suporte à rede de concessionárias e aos clientes da Indian Motorcycle nessa transição. Enquanto não identificamos um modelo de viabilidade para a Indian Motorcycle Brasil devido as atuais condições de mercado, o nosso foco será maximizar os recursos no crescimento da marca Polaris e fortalecimento da rede de concessionárias off-road,” afirmou o Gerente Geral da Polaris no Brasil.

Como sempre o "abacaxi" fica nas mãos do consumidor que acreditou na marca.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Harley-Davidson: vendas nos EUA vão de mal a pior


2018 Harley-Davidson Road Glide
Mais um trimestre com vendas abaixo do esperado para a Motor Company.

As vendas nos EUA caíram 12% no primeiro trimestre de 2018 e 7% em todo o mundo. O aumento de 8% nas vendas na Europa ajudaram bastante, mas não o suficiente para fechar os primeiros três meses do ano com crescimento. E o mercado americano é o que realmente interessa, pois representam 60% das vendas totais.

No relatório aos acionistas, os executivos da HDMC continuam afirmando que vão corrigir esta situação e garantir o retorno do investimento. Ainda que o resultado das aludidas correções não se transformaram em números, os executivos garantem que vão refinar a estratégia, ainda que não digam como.

A queda nas vendas tem sido constante desde o final de 2014
Os problemas que a Harley-Davidson está enfrentando nas vendas domésticas não são somente seus. O mercado de motocicletas acima das 600 cilindradas diminuiu mais de 11% de janeiro a março de 2018, assim o resultado da montadora de Milwaukee foi só um pouco pior que o mercado, em geral.

O que preocupa muito os investidores da HDMC é o crescimento da Indian Motorcycle, que tem demonstrado um crescimento constante em suas vendas, apesar das retraimento do mercado.

O CEO da Harley-Davidson, Matt Levatich, continua sem dizer com todas as letras qual o plano que a Motor Company tem para reverter este quadro. Ele afirma que a H-D vai trazer 2 milhões de novos motociclistas para as estradas - com seu programa de treinamento - e que lançará 100 novos modelos, além de aumentar as vendas internacionais para atingir 50% do total de vendas da marca. Um tiro de longa distância!!!

Mas este parece ser o desafio principal da Harley-Davidson. A marca não tem oferecido motocicletas que apresentem um atrativo forte para a nova geração de pilotos. Ao mesmo tempo seus tradicionais e fiéis clientes estão levando mais tempo para trocar de modelo ou, simplesmente, estão mantendo sua motocicletas sem troca.

Os modelos Street 500 e Street 750, lançadas no passado recente com a intenção de atrair novos motociclistas, não estão tendo o resultado desejado. É verdade que este segmento teve uma retração de 30% nos últimos 12 meses; crescer nesta conjuntura seria um milagre de vendas.

A Motor Company continua sendo atacada também por outros concorrentes no EUA, especialmente a Royal Enfield, que mira a porção menos dispendiosa do mercado, além da tradicional Honda.

Continuando firme na posição de líder do mercado, a Harley-Davidson Motor Company insiste em ser um marca premium, firme em seu nível de preços e sem oferecer descontos, como todos os seus concorrentes estão fazendo. 

A receita total tem demonstrado a eficiência da estratégia, com um crescimento de quase três porcento. O aumento nos preços das motocicletas equipadas com o novo motor Milwaukee-Eight tem garantido um crescimento no valor das vendas, mas até quando os seus clientes continuarão sustentando um nível de preço tão alto?

A primavera no hemisfério norte sempre foi o ponto alto de vendas da Harley-Davidson nos EUA e Canadá, mas o primeiro mês se mostrou extremamente decepcionante. A expectativa é que no segundo trimestre a vendas tenham uma queda no volume, comparado a igual período de 2017.

Vamos aguardar para ver.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Another one bites the dust: Phoenix American Mex fecha em Curitiba


O Phoenix American Mex, que trazia a Curitiba a música e a gastronomia inspirada na fronteira dos Estados Unidos e do México, encerrou as atividades. O bar ficava na Rodovia BR 116, no Tarumã, e funcionou por cinco anos. A importadora de veículos antigos e motos premium que funcionava no complexo, ao lado do bar, também fechou.

Segundo o proprietário Marcus Vinicius Conte, vários foram os motivos que culminaram no fechamento do Phoenix e não há uma perspectiva para reabertura. “É muito complicado manter um empreendimento como esse ativo. A situação do país não está fácil e há muita burocracia nos processos. Além disso, o nosso movimento diminuiu ”, explicou. Conte informou ainda que não há expectativa para novos empreendimentos no local. Nesse momento, o ponto está sendo negociado.


Na página oficial do bar no Facebook, que acumulava mais de 50 mil curtidas, havia a informação de que o local estaria fechado para uma reforma. A postagem, do dia 29 de março, tem mais de 400 likes e 70 comentários, muitos lamentando o fechamento da casa.

A programação semanal do Phoenix American Mex era bastante intensa. Se apresentavam lá bandas Mariachis, Banda Elvis, clássicos do rock, bandas de rock anos 1950. O local também fazia promoções especiais, inclusive, casamentos ao estilo Las Vegas.


 O Phoenix American-Mex tinha capacidade para receber 800 pessoas, sendo 400 sentadas. A decoração seguia um estilo retrô com influências da fronteira americana com o México. Todos os dias bandas diferentes se apresentavam.

Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Brasil tem a segunda gasolina mais cara do mundo


Entre os 15 maiores produtores de petróleo, Brasil só perde para Noruega quando o assunto é o alto preço do combustível. Carga tributária e monopólio da Petrobras são algumas das causas.

Encher o tanque com gasolina nos postos brasileiros tem significado, nos últimos meses, um peso significativo no bolso dos motoristas. E o preço salgado não é por acaso: o valor praticado no Brasil é um dos recordistas no mercado mundial. De acordo dados da empresa de consultoria Air-Inc, o preço nos postos daqui – de US$ 1,34 por litro, o equivalente a R$ 4,42 com câmbio de R$ 3,30 – é o segundo mais caro entre os 15 países que mais produzem petróleo no mundo. A gasolina brasileira só perde para a da Noruega, onde o preço é ainda mais salgado, chegando a quase US$ 1,90 por litro.

O dado chama mais a atenção quando se compara o preço praticado nos postos daqui ao que vigora na Venezuela, por exemplo. No vizinho sul-americano, com apenas US$ 0,001 é possível comprar um litro de gasolina. O caso venezuelano é extremo, mas, em outros países, o valor de um litro de gasolina também é inferior ao encontrado no Brasil (veja mais no infográfico). No caso dos EUA, é possível encher o tanque de um carro popular, com 40 litros de gasolina, por US$ 24,80 ou R$ 81,80 – bem longe dos R$ 176,80 brasileiros.

Não há um fator que, isolado, explique os altos preços dos combustíveis no Brasil. De acordo com André Suriane, economista da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), um dos motivos é estrutural. “O Brasil não é autossuficiente no mercado da gasolina. Ainda importamos parte da matéria-prima, o que aumenta o custo do produto”, explica.

Outro aspecto que encarece o combustível é a concentração de mercado em várias etapas da cadeia produtiva. Se soma à hegemonia da Petrobras no que diz respeito à exploração e ao refino da gasolina – com custos que, de acordo com Suriane, não são divulgados de forma transparente –, a distribuição também concentrada em poucas empresas. “Além disso, na estrutura final da cadeia, os postos, ocorre a prática de cartel em algumas cidades”, diz o economista.


Walter De Vitto, analista de energia e petróleo da Tendências Consultoria, de São Paulo, adiciona mais um ingrediente à receita para os preços altos: os impostos. Sobre a gasolina incidem tributos federais (Cide,PIS/Pasep e Cofins) e estaduais (ICMS). “Se compararmos o Brasil com outros países, o que mais nos diferencia na questão da gasolina é a carga tributária muito alta”, afirma.

Com todas essas questões, mesmo quando o preço baixa nas refinarias, muitas vezes a redução não é sentida de forma imediata pelo consumidor final. “O que costumamos dizer é que o preço sobe de elevador, mas desce de escada. Quando há uma queda na refinaria, a redução demora um pouco mais para acontecer nos postos”, explica De Vitto.

As soluções para o problema, entretanto, não são simples. No caso da concentração de mercado, por exemplo, o entrave é o alto valor dos investimentos para que uma empresa possa entrar no setor. “É uma aposta muito alta, porque o lucro não é certo. Obter ganhos no curto prazo é pouco provável”, diz Suriane. Além disso, ele afirma que o fato dos preços, no Brasil, serem controlados pelo governo complica ainda mais o cenário. “Essa configuração torna o mercado menos atrativo para as empresas que desejam investir”, afirma o economista.

De acordo com dados da empresa de consultoria Air-Inc, entre os 15 maiores produtores de petróleo do mundo, o Brasil só perde para a Noruega no que diz respeito ao preço da gasolina. Enquanto aqui o litro do combustível sai por US$ 1,34 - ou R$ 4,42 - , na Venezuela um litro de combustível sai por US$ 0,001.

O preço da gasolina no mundo
O valor encontrado no Brasil se aproxima ao de países como Índia, Japão e Reino Unido.


O preço da Gasolina nos 15 maiores
produtores e nos países da OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

+ Maiores produtores de petróleo     . OPEP


 Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Harley-Davidson decide fechar fábrica em Kansas City

Fábrica da HDMC em Kansas City, Missouri
A Harley-Davidson Motor Company anunciou sua decisão de fechar a fábrica localizada em Northland, na cidade de Kansas City, Missouri.

A planta produz e produzia as motocicletas da linha Softail, Sportster, as antigas Dyna e as menores Street 500 e Street 750, entre outras.



As operações serão consolidadas na  fábrica localizada em York, Pennsylvania, onde são montadas as motocicletas da linha Touring.

Vista da linha de produção na planta de York, Pennsylvania.
Segundo a Motor Company, cerca de 800 empregos serão eliminados em uma operação que será iniciada no final de 2018 e concluída no terceiro trimestre de 2019. Cerca de 450 novos postos de trabalho serão abertos na fábrica de York, PA.

Após mais um ano com redução no volumes de vendas, a HDMC procura diminuir os custos operacionais e manter sua liderança no mercado de motocicletas acima de 600cc, nos EUA.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Harley-Davidson registra crescimento no Brasil

Fábrica da Harley-Davidson em Manaus, AM
A Harley-Davidson continua apostando a longo prazo no Brasil, que é referência de mercado com grande potencial em todo o continente latino-americano. A marca tem uma operação local sólida e isso dá bases para que os desafios comerciais sejam enfrentados independentemente de qualquer crise.

Mesmo com a economia recessiva e o segmento de motocicletas em queda a H-D do B registrou o primeiro lugar entre as montadoras que fabricam modelos de mais de 600 cilindradas, com 21% de participação no mercado em dezembro de 2017. No acumulado do ano também houve crescimento, já que a marca teve 17,6% de participação, em comparação aos 13,7% de 2016. Com isso, a companhia torna-se uma das únicas marcas que teve crescimento de market share sobre o período anterior.

O ano de 2017 foi de grandes desafios mas de bons resultados para a Harley-Davidson do Brasil. 

A Motor Company registrou 5.295 unidades fabricadas, crescimento de 12,2% em relação às 4.719 unidades produzidas em 2016. O crescimento foi alavancado com o lançamento da linha 2018 que já estava disponível no último mês do ano em toda a rede de concessionárias da marca no País, com novos modelos no mercado nacional e uma família de motocicletas totalmente renovada.

2018 Harley-Davidson Heritage Classic
Para os próximos 10 anos, a Harley-Davidson Motor Company pretende lançar 100 modelos em todo o mundo - uma estratégia agressiva a longo prazo - como parte das ações ligadas também à nova estratégia de comunicação global da companhia. “All For Freedom, Freedom For All” é a expressão de como a H-D vê o futuro, com intuito de construir as próximas gerações de pilotos da marca.

Fonte: Harley-Davidson do Brasil

domingo, 10 de dezembro de 2017

Drones: novas vagas e velhas carreiras

George Alfredo Longhitano, CEO da Gdrones
 O mercado de drones ainda está decolando no Brasil e há um setor que está voando lado a lado com esses equipamentos: o agronegócio. “A agricultura é responsável pela metade do mercado de drones atualmente no Brasil. O restante está distribuída em infraestrutura, inspeção, torres de transmissão, entretenimento, fotografia”, exemplifica Emerson Granemann, CEO da empresa Mundo Geo.

Os drones permitem mapear propriedades, verificar o estágio de plantio, identificar pragas e até mesmo pulverizar pontos específicos que estejam com ervas daninhas. “Também podem ser utilizados para tarefas como contagem de cabeças de gado”, reforça Granemann.

Ao mesmo tempo em que o drone reforça a agricultura de precisão, ele supre serviços manuais. “É inevitável a substituição de mão de obra para profissões como a aplicação convencional [de defensivos agrícolas]. No Japão, 90% da pulverização é feita com drones”, diz explica Francisco Nogara Netto, instrutor do curso de agricultura do Dronegócios Meeting, organizado pela Mundo Geo em Curitiba dias 6 e 7. Nogara conta que, como o drone permite o mapeamento exato do terreno, é possível automatizar tratores para as operações agrícolas.

Por outro lado, essas aeronaves abrem portas para analistas, engenheiros e profissionais das áreas de cartografia, agronomia e florestas, que devem ser contratados para analisar as imagens geradas pelos drones. Também há espaço, claro, para pilotos. “O mercado traz espaço para quem encara como hobby ou de maneira profissional”, explica Luciano Cardoso Fucci, autor do livro Piloto de Drone, uma Profissão de Futuro.

Luciano Cardoso Fucci, autor do livro Piloto de Drone e CEO da Tecnodrone
Também é possível reduzir custos: fundador da startup Agropixel, Nogara conta que recentemente fez um trabalho em uma propriedade no estado de Goiás que, após o mapeamento, foram identificados pontos específicos que necessitavam de pulverização, reduzindo o custo em 70% com defensivos agrícolas.

Essas inovações vêm chamando a atenção das cooperativas. “Estamos buscando soluções para os cooperados, aprimorando nossa agricultura de precisão”, afirma Jomário Américo, engenheiro agrônomo da Castrolanda, e um dos participantes do curso de Nogara.

Drone para agricultura: como funciona e quanto custa?

Diversos drones pousaram na capital paranaense durante o Dronegócios Meeting. Apesar de alguns modelos passarem de US$ 40 mil, as versões mais baratas podem custam a partir de R$ 8 mil, como no caso da empresa Gdrones, de São Paulo. Mas há também a oportunidade de contratar o serviço sem comprar um drone.

“Para a agricultura, o mais importante é o tipo de câmera utilizada [para mapeamento no voo]”, afirma o CEO da empresa, George Alfredo Longhitano.

Luciano Fucci trouxe para Curitiba um pré-lançamento da Tecnodrone, com uma versão 100% brasileira. O aparelho tem um software que apresenta um mapa de calor aéreo, identificando em tons de verde plantas em processo saudável de fotossíntese, em amarelo indicadores de estresse ou em tom vermelho áreas de plantas mortas ou sem vegetação. Isso permite a ação direta do agricultor sobre o terreno.

Paulo Henrique Amorim Silva, gerente da Santiago e Cintra
Os modelos de Fucci e Longhitano são parecidos com a versão da empresa Santiago e Cintra: aviões com asas ao invés de hélices e que fazem o trabalho de forma automática, retornando ao local de lançamento. O controle remoto é apenas para intervenção de segurança. “O drone é lançado e faz o levantamento rápido de 2 a 3 mil hectares para mapear a topografia da área”, explica Paulo Henrique Amorim Silva, gerente de novos negócios da Santiago e Cintra, que apresenta uma aeronave de R$ 75 mil.

Os fornecedores de drones recomendam também que, mesmo que o proprietário rural tenha seu drone próprio, contrate especialistas na análise dos resultados apresentados pelos softwares dos aparelhos, para aprimorar os resultados da agricultura de precisão.

Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Indian Motorcycles ganha premio no Brasil e persegue a Harley-Davidson nos EUA


Durante o Salão Duas Rodas em São Paulo a revista Duas Rodas divulgou o resultado o concurso Moto do Ano 2017, premiando a Indian Motorcycles no Brasil na categoria Touring. A motocicleta considerada a melhor do segmento turismo foi a Indian Chieftain.

Ainda procurando se posicionar no mercado brasileiro como um marca alternativa às campeãs Harley-Davidson e BMW Motorrad no segmento acima dos 1000cc, a Indian tomou uma decisão recente que pode causar um grande impacto em sua estratégia de vendas: para a montagem das motocicletas no Brasil.

Com 516 unidades produzidas em Manaus em 2016 e 126 motocicletas nos primeiros 4 meses de 2017, a decisão de parar a produção no Brasil e fazer importação direta era a mais recomendada para continuar no mercado. Mas a decisão não se restringiu a isto: a Indian Motorcycles está oferecendo suas motocicletas por preços mais baixos do que quando montava as máquinas em Manaus.

A outra vantagem da importação direta é relacionada às cores, já que poderá oferecer um catálogo mais abrangente de opções.

Mas no que se refere ao mercado, a Indian ainda tem muita estrada pela frente, para causar incômodos à H-D (4.047 vendidas em 2017) e à BMW Motorrad (4.067 motos vendidas, acima de 800cc).

Nos Estados Unidos, no entanto, a situação está bem melhor para a marca criada em 1901.

Não há duvidas de que o mercado americano de motocicletas de grande porte está em declínio e tanto a Motor Company como a Polaris (fabricante da Indian) concordam com isto.

Mas enquanto as vendas da Harley-Davidson caíram 8% no terceiro trimestre de 2017, sua concorrente histórica viu um crescimento de 16% sobre o mesmo período de 2016.

2017 Indian Motorcycles Chieftain
Isto não quer dizer, necessariamente, que a Indian está tomando mercado da Harley-Davidson. A Indian está afetando as vendas da Honda, Kawasaki e Suzuki, também.

Claro, o crescimento da Indian é um episódio isolado, por se tratar de uma marca também icônica e que renasceu das cinzas através de pesados investimentos da Polaris Industries, inclusive com o fechamento da marca Victory.

De certa forma, os problemas enfrentados pela Harley-Davidson são resultados de seu próprio sucesso no início do milênio.

No início dos anos 2000 havia um grande demanda por motocicletas pesadas no mercado norte-americano (EUA e Canadá) e a Motor Company respondeu com um aumento na produção, chegando a vender 349.000 unidades em 2006. Só deu Harley nas estradas!

Claro, com a crise de 2008 que afetou fortemente as economias americanas e globais, a tendência só podia ser de queda na produção e vendas. A Harley-Davidson vendeu 262.000 motocicletas em 2016, um encolhimento de 25% em oito anos.

Somando-se a isto o envelhecimento dos baby boomers, seus mais fiéis clientes, a Motor Company está sendo desafiada por todos os lados. E a Indian é uma das desafiantes, beneficiada pelo fato de ter sido lançada de volta ao mercado em 2011, já com a crise econômica de 2008 controlada.

Mas a Motor Company se deu conta da virada no mercado e está enfrentando o desafio de forma correta, na minha opinião. Sua estratégia consiste em oferecer novos produtos (os famosos 100 nvos modelos em 10 anos) para um mercado que deve fazer a diferença: jovens adultos, aqueles homens e mulheres com idade entre 20 e 35 anos.

2018 Harley-Davidson Softail Slim
A tendência dark nos modelos da linha 2018 mostram isto claramente. Ainda que os harleyros de raiz (e eu me considero um deles) possam torcer o nariz para as novas motocicletas H-D, esta decisão pode dar à Harley-Davidson Motor Company a oportunidade de se manter no mercado como líder absoluto.

Quem viver, verá!

Veja mais sobre a Indian Motorcycles aqui:

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Harley-Davidson: terceiro trimestre continua com queda nas vendas


A Harley-Davidson teve um resultado abaixo das expectativas no 3º Trimestre de 2017,  com a demanda por motocicletas novas em baixa e o resultado operacional 8 pontos percentuais menor em função do aumento no custo de manufatura e a venda de modelos com menor margem de lucro.

A Motor Company, no entretanto, espera um 4º Trimestre forte, mantendo sua projeção de vendas para o ano todo entre 241.000 e 246.000 motocicletas despachadas para as concessionárias.

O mercado ainda coloca o envelhecimento dos babyboomers, sua mais leal clientela, como o responsável pela queda nas vendas. Os harleyros mais idosos tem vendido suas motocicletas no mercado por razões de saúde e o público mais jovem prefere comprar as motocicletas seminovas por menor preço, ao invés de investir em motocicletas novas.

Comparado com o mesmo período em 2016, as vendas aos dealers caíram 14,3% no trimestre, enquanto as vendas aos consumidores sofreu queda de 6,9%. As vendas no mercado americano, o mais forte da H-D, tiveram redução de 8,1%

Alguns analistas do mercado de ações, que acompanham as oscilações na Bolsa de New York, já esperavam uma queda devido aos estragos ocasionados pelos Furacões Harvey e Irma. No ano passado os harleyros compraram muitas motocicletas da família Touring, que vinham equipadas com o novo motor Milwaukee-Eight, impulsionando as vendas no terceiro trimestre de 2016.

2018 Harley-Davidson Heritage Softail Classic
Neste trimestre recém findo, a vedete das vendas foram as motocicletas da nova família Softail, agora também equipadas com os motores M-8, que apresentaram um crescimento de 23,6% sobre o mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as motocicletas da família Touring amargaram uma queda de 37% nas vendas, na comparação com 2016.

Vendas diretas nas concessionárias Harley-Davidson


3º Trimestre 
Janeiro/Setembro

2017
2016
Dif. %
2017
2016
Dif. %
EUA
41.793
45.469
(8,1)
124.777
135.581
(8.0)
Canadá
2.575
2.663
(3,3)
8.763
8.946
(2.0)
América Latina
2.306
2.605
(11,5)
7.003
7.064
(0.9)
Europa/Oriente Médio
10.078
10.224
(1,4)
37.474
37.947
(1,2)
Pacífico Asiático
7.457
7.994
(6,7)
22.628
24.141
(6,3)
Total Internacional
22.416
23.486
(4,6)
75.869
78.098
(2,9)
Total Global
64.209
68.955
(6,9)
200.646
213.679
(6,1)

No Brasil, as vendas da Harley-Davidson totalizaram 3.745 motocicletas vendidas aos concessionários nos noves meses de 2017. Um crescimento de 8,2% sobre o mesmo período de 2016, alavancado pelas vendas das Touring equipadas com os novos motores Milwaukee-Eight.

2017 Harley-Davidson Ultra Limited
As Touring tiveram um crescimento de 39,2% em 2017, com a Ultra Limited liderando as vendas da família com 50% de crescimento sobre o ano anterior.

O resultado positivo nas vendas no Brasil conseguiu reduzir significativamente a queda nos números da América Latina, que teve o melhor resultado da Harley-Davidson no mundo todo em 2017.