sexta-feira, 31 de março de 2017

República de Curitiba




Em tempos em que os governos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais se encontram quebrados, e o próprio governo federal luta para fechar um déficit gigantesco, já falando num inaceitável aumento de impostos, é louvável ver o esforço da gestão municipal de Curitiba em reduzir os gastos públicos locais de forma drástica.

O diagnóstico feito pela nova gestão é desanimador. São mais de R$ 600 milhões em dívidas sem cobertura orçamentária, ou seja, em desacordo com o ordenamento legal vigente. As dívidas geradas na gestão anterior ultrapassaram R$ 1,2 bilhão. Com a crise econômica nacional gerada pelo PT, as receitas tributárias caíram, o que torna a situação ainda pior. O déficit das contas municipais deve ultrapassar R$ 2 bilhões em 2017.


Responsabilidade fiscal não é uma questão ideológica ou partidária. É bom senso, é respeito com o pagador de impostos. E sabemos que o Estado como um todo, em suas diferentes esferas, já arrecada muito, sendo que boa parte serve não para atender aos anseios e necessidades da população, mas para sustentar a própria máquina estatal e seu imenso aparato burocrático, além de grupos de interesses organizados.

Quanto menos recursos o governo drenar, mais sobra para a iniciativa privada empreender

Como prova disso, no caso de Curitiba, um retrato do que se passa em todo o país, as despesas com pessoal evoluíram 70% de 2012 a 2016. Saíram de 36% para 46% da Receita Corrente Líquida. Trata-se de um componente significativo dos gastos municipais. Alguém nota a melhoria de serviços? Há justificativa para tal aumento? É fundamental, portanto, limitar de forma séria os gastos com pessoal, tanto para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estipula um limite prudencial de 51%, como para respeitar o trabalhador que paga essa conta.

É justamente o que pretende a nova gestão municipal, que deve propor medidas para tornar o dispêndio da máquina mais racional e controlado. A ideia é criar um Conselho de Gestão e Responsabilidade Fiscal, que vai cobrar com muito mais rigor cada saída de caixa, além de exigir transparência nos gastos. Trocando em miúdos, seria colocar uma “camisa de força” nos gastos do governo, já que seu descontrole é a principal causa do baixo crescimento econômico.

Quanto menos recursos o governo drenar, mais sobra para a iniciativa privada empreender, gerando riqueza e empregos. O prefeito de Curitiba parece compreender essa lógica, e chegou a prometer enxugar a máquina pública em 40% e reduzir os cargos comissionados na administração municipal. Privatizações, parcerias público-privadas e novas concessões também estariam na pauta.


Espera-se que o governo municipal de Curitiba consiga executar tais medidas. A cidade já ficou nacionalmente famosa com a atuação do juiz Sergio Moro e sua equipe, a ponto de se falar em “República de Curitiba”. A Operação Lava Jato conquistou o respeito de milhões de brasileiros e já representa um marco sem precedentes no combate à corrupção em nosso país.

Seria muito interessante se Curitiba pudesse também dar o exemplo na área econômica, mostrando que é possível ter uma gestão menos perdulária e comprovando as vantagens de uma máquina estatal mais enxuta. Especialmente quando vemos o governo federal recuando em reformas importantes e já flertando com o caminho mais fácil, porém desastroso, de aumento de impostos em vez de corte de despesas.

Quem sabe a “República de Curitiba” não possa ser uma referência para os debates na disputa de 2018? Até porque teremos, ao que tudo indica, candidatos da extrema-esquerda, como Lula e Ciro Gomes, ainda vendendo a ideia absurda de que cabe ao governo ser a locomotiva do progresso, um convite tentador aos populistas perdulários que sempre deixam rombos fiscais e uma gorda conta para os trabalhadores pagarem.

Rodrigo Constantino, economista, jornalista e presidente do Conselho do Instituto Liberal.
Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba

Fraude na gasolina: mais detalhes da Operação Pane Seca no Paraná


Os postos investigados na operação Pane Seca – que participavam do esquema que fraudava bombas de combustível em Curitiba – utilizavam alta tecnologia para fraudar o sistema e enganar o consumidor. De acordo com o que foi apurado pela Polícia Civil, eles utilizavam até mesmo um controle remoto que permitia desligar a adulteração caso notassem a presença de um fiscal. A informação foi revelada durante uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (30), em que a polícia detalhou como a ação era organizada.

Segundoa Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) a tecnologia empregada era bastante complexa e provavelmente foi importada para o Paraná de outros estados. “Eles usavam um microchip nas placas das bombas que permitia ligar e desligar a adulteração a partir de um pequeno controle remoto, igual àqueles que se usa em carros”, explica o delegado. “Esse controle ficava com o frentista ou o gerente do posto, longe da vista de qualquer pessoa. Era assim que eles ludibriavam os órgãos responsáveis”. O dispositivo também podia ser acionado por celulares.

De acordo com a Polícia Civil, as bombas adulteradas entregavam até 6% a menos combustível do que era exibido no painel — o consumidor pagava por isso. Assim, um carro popular com tanque de 50 litros, quando cheio, recebia apenas 47 litros. Ao preço de R$ 3,30, por exemplo, isso equivalia a um prejuízo de R$ 10 por pessoa.

Em um ano, caso a pessoa abastecesse sempre no mesmo local duas vezes por mês e ao mesmo preço, ela teria “perdido” 72 litros de gasolina, o suficiente para encher um tanque e meio ao custo de R$ 240.

Com a ajuda desse sistema, os postos conseguiam burlar o leitor das bombas e entregar até mesmo 6% menos combustível do que era, de fato, vendido. “Se uma pessoa abastecia 100 litros, recebia apenas 94”, exemplifica o delegado. Segundo ele, ao longo da semana, esse “excedente” fraudado era transferido para outros postos participantes do esquema.

A partir de um único clique, os envolvidos na Pane Seca conseguiam lucrar milhões, como aponta o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita. “Era [um grupo] organizado e com uma enorme margem de lucro”, diz. Tanto que, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado na última quarta-feira, em Maringá, os policiais civis encontraram um total de R$ 154 mil guardados dentro de um balde e mais de R$ 2 milhões em cheques em uma residência. Além disso, um caderno com a contabilidade do grupo também foi encontrado durante as investigações. As informações contidas nele ainda estão sendo analisadas.

Diante das descobertas, Mesquita não descarta a possibilidade de que a tecnologia empregada nos estabelecimentos fechados pela polícia pudesse estar sendo levada para o restante do Brasil. “A investigação já mostrou que a quadrilha estava espalhando know-how dessa tecnologia e fazendo conexões em outros estados, como Santa Catarina e São Paulo”, assinala. Percebendo o grau de lucro que vem dessa fraude, com certeza ela está presente em outros estados e nós vamos repassar o que descobrimos para as polícias de outros estados”.

O delegado Guilherme Rangel disse também que um dos objetivos é chegar até quem vem fornecendo esse material.

Além de burlarem a leitura das bombas com um chip, os postos envolvidos também faziam aquilo que o delegado do Delcon descreve como “fraude clássica”, ou seja, a venda de gasolina adulterada com índices maiores de álcool e água em sua composição. “Em alguns casos analisados, chegou ao absurdo de 69% da mistura ser de água e álcool. Era apenas 31% de gasolina, uma aberração”, descreve Rangel. De acordo com o que é regulado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o combustível não deve ter menos do que 75% de gasolina.

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR) afirmou que apoia o combate às fraudes no setor e as ações da Operação Pane Seca. Em nota, o sindicato destacou que as irregularidades apontadas pela polícia lesam o consumidor e geram concorrência desleal com a grande maioria dos empresários que trabalha dentro da lei.


Ainda em nota, o Sindicombustíveis-PR destacou que espera que a Operação Pane Seca seja estendida para todo o estado. “O Sindicombustíveis-PR não tem o papel legal de realizar qualquer tipo de fiscalização, cabe à entidade cobrar junto aos agentes públicos responsáveis uma atuação com maior atenção para o problema”, afirma a entidade.

Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba

Veja a postagem anterior aqui.

quinta-feira, 30 de março de 2017

H.O.G. The One Curitiba Chapter: Rock Celebration neste sábado!



O HOG Chapter de Curitiba está promovendo um grande evento na cidade, para este sábado, 1/4/2017. 
E promete que vai ser diferente de tudo!

A concessionária The One Harley-Davidson, oferecerá o tradicional café da manhã, a partir das 09:00 horas.
Mas, neste sábado, contará com uma Banda de Rock e grandes promoções nas motocicletas e na boutique.

Ao meio-dia será organizado um trem, saindo da The One, para almoçar no restaurante Madero Sports Bar, que está firmando uma parceria com o H.O.G. Clube de Vantagens. O restaurante será "fechado" para até 150 pessoas que se inscreverem na secretaria do H.O.G. no sábado de manhã.


As motocicletas ficarão estacionadas na Praça da Espanha, local tradicional na República de Curitiba, em área reservada.

Após o almoço os Harleyros podem permanecer na Praça, como convidados para inauguração da NAVALHA BEER, com chopp em dobro e muito Rock and Roll.

O dia vai terminar na ADEGA BRASIL, empório e friamberia, onde 100 copos Jack Daniel's os esperam para também firmar uma parceria com o H.O.G. Clube de vantagens. 


Com a previsão de tempo bom e estável, parece que vai ser um dia inesquecível.

Preço da gasolina: as distribuidoras são os responsáveis pelo preço alto?


Interessante artigo compartilhado por um amigo, que é empresário no mercado varejista de combustíveis:
28/03/2017 – O advogado Ricardo Magro, especialista no setor de combustíveis, tem sido um observador crítico da nova política de preços para diesel e gasolina adotada pela Petrobras. Desde outubro do ano passado, explica Ricardo Magro, a estatal anunciou que os preços dos combustíveis seriam baseados em avaliações mensais que acompanham a tendência no mercado internacional. Essa política prevê a manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias.
A realidade, porém, é que as mudanças só chegam às bombas em caso de aumento, e acusar os estados ou as usinas por não repassar as baixas de preços ao consumidor pode ser uma verdadeira balela. “Apenas quem desconhece a sistemática pode fazer tal afirmação, ou estaríamos diante de uma desculpa esfarrapada para justificar outras práticas”, analisa o advogado Ricardo Magro.
Ricardo Magro se baseia em duas premissas: a primeira que o etanol utilizado na gasolina representa apenas 27% do volume de gasolina C, ou seja, da gasolina vendida na bomba e, com isso, seu poder de influenciar o preço é extremamente modesto. A segunda é que as práticas arrecadatórias não mudaram a partir das reduções de preços realizados pela Petrobras. Isso significa que as políticas tributárias dos estados em nada influenciaram o repasse.
Diante do cenário é possível perceber que as práticas da Petrobras mudaram, mas as das distribuidoras seguem semelhantes. Com isso, a estatal ainda que praticando preços de mercado internacional, abre mão de uma margem adicional, da qual ela necessita para se manter competitiva.
Por outro lado, as grandes distribuidoras não repassam tal benefício ao posto revendedor e, consequentemente, ao consumidor. Novamente a Petrobras perde e as distribuidoras ganham, avalia Ricardo Magro.
Segundo dados publicados no site da Petrobrás, os componentes do preço da gasolina no varejo são os seguintes: 
Período de coleta: de 12/3/2017 a 18/3/2017
Claramente se vê que o maior componente (41%) do preço da gasolina são os impostos estaduais (ICMS) e federais (CIDE, PIS/PASEP e Cofins). 
O analista afirma que o "malvado favorito" são as distribuidoras que não repassam a redução no custo da gasolina, praticada pela Petrobrás, aos postos. 
Pode até ser. Não sou especialista. Mas como observador e consumidor, vejo as variações nos preços praticados pelos varejistas com olhos suspeitosos.
Aqui em Curitiba o preço do litro da gasolina comum nos postos de bandeira (BR, Shell, Ipiranga) estava ao redor de R$3,60 até o fevereiro. Nas postos de "bandeira branca", não filiado às grandes distribuidoras, o preço girava em torno de R$3,50.
Nas últimas semanas, os preços baixaram e todos estão cobrando em torno de R$3,40 por litro. 
Interessante, não é mesmo? E não houve nenhuma redução significativa no preço praticado pelo Petrobrás, nas refinarias.
E se o preço praticado pelas distribuidoras é o grande culpado, como se explica que, no mesmo bairro, um posto BR vende a gasolina comum a R$3,50 e outro posto BR cobra R$3,25 por litro?
No dia que a Polícia Federal e o Ministério Público decidirem fazer um investigação no comércio de combustíveis no Brasil, vai faltar cadeia!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Parabéns, Curitiba: 324 anos!


E DEUS CRIOU CURITIBA
(versão de um curitibano nato)

Deus, numa segunda-feira, criou Curitiba.  
Com parques, praças, muito topete e gente devagar no trânsito.

Ele a achou monótona e então, na terça-feira, criou o Inverno. Com sua brancura, cachecóis e um bom vinho, para os curitibanos se sentirem europeus.

Mas achou o frio muito triste e na quarta-feira criou a Primavera. Florida e colorida para enfeitar os parques e praças dos europeus... ops, curitibanos.

Mas Deus a achou bucólica demais e, na quinta-feira, criou o Verão. Alegre e saudável para fazer os curitibanos sorrirem.

Mas o achou seco demais e na sexta-feira criou o Outono. Farto e ameno para se confortarem.

Então Deus achou tudo muito distante e, no sábado, misturou tudo.

Fez o inverno, a primavera, o verão e o outono reinarem no mesmo dia em Curitiba, para que tudo tivesse seu tempo e sua vida.

E no domingo Deus descansou. Na verdade, Deus caiu de cama, pois não sabia que tinha acabado de criar a GRIPE, a RINITE, o RESFRIADO e a SINUSITE.

MESMO ASSIM EU AMO MINHA CIDADE !!!

PARABÉNS CURITIBA !!!!

Fonte: Texto compartilhado por Wilson Meister, que copiei e adaptei.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Fraude: Nove postos de gasolina fechados em Curitiba



Seis pessoas foram presas durante a Operação Pane Seca, deflagrada na manhã do último sábado (25) pelo Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep). Elas são suspeitas de integrar duas quadrilhas que fraudavam a quantidade de combustível que sai das bombas, gerando prejuízo aos motoristas e ganhos para as organizações criminosas.

Outras seis pessoas continuavam foragidas e sendo procuradas pela Polícia Civil do Paraná até a publicação desta reportagem. Ainda durante a operação, nove postos de combustíveis foram fechados: seis em Curitiba, um em São José dos Pinhais e um em Colombo, na região metropolitana. 

Veja abaixo quais são eles:

Curitiba
- Posto Master Tingui
- Posto Varejista Itaipu
- Posto Karwel Petroleo e Participações Ltda
- Posto GRC Comércio de Combustíveis
- Posto JPS
- Auto Posto Midas Uberaba

São José dos Pinhais
- Posto Via Aeroporto

Colombo
- Posto Comércio de Combutíveis RUBI
- Posto Comércio de Combustíveis Colina

A polícia suspeita, ainda, que a organização criminosa esteja se expandindo para outros estados, como São Paulo e Santa Catarina.

Durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, os policiais do Diep encontraram placas de bombas que eram usadas na fraude, além de mais de R$ 800 mil em cheques e R$ 1,5 mil em espécie. Também foram apreendidos computadores e pendrives, além de propostas de transações de bens que totalizam R$ 60 milhões.

A investigação teve início a partir de requisição da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que recebeu informações da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC) de que postos estavam fraudando a quantidade de combustíveis no momento do abastecimento.

Para a fraude funcionar, segundo a polícia, as duas quadrilhas recorreram à tecnologia: eram instalados dispositivos eletrônicos nas bombas. Eles eram os responsáveis por interromper o fluxo de combustível efetivamente expelido, sem que houvesse interrupção na medição da quantidade de litros a ser paga pelo consumidor.

Assim, a quantia de combustível de fato inserida nos tanques dos veículos dos consumidores era inferior ao que era registrado nas bombas. Isso fazia com que os clientes pagassem valores a mais em cada abastecimento.

Ainda conforme a polícia, esses dispositivos eletrônicos podiam ser ativados remotamente, o que possibilitava ao criminosos escolher o momento mais propício para seu acionamento – o que também dificultava a atuação dos órgãos fiscalizadores.

O Diep estima que de 6% até 8% do abastecimento não entrava no tanque com 50 litros e, sim, em torno de 46 litros. Imaginando o litro da gasolina a R$ 3,29, o consumidor era lesado em R$ 13,16, além de ter menos combustível no tanque.

De acordo com a polícia, o valor pode parecer pouco. Porém, se cada posto efetuasse 100 abastecimentos diariamente, o valor subiria para mais de R$ 1 mil por dia.

A investigação do Diep revela que uma das quadrilha era chefiada por pai e filho. O pai foi preso no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais. No entanto, o filho seguia foragido até a publicação desta reportagem.

Os dois são donos de uma conhecida churrascaria de Curitiba. Segundo a polícia, o local era usado para os negócios da quadrilha; a família também é dona de três postos de gasolina.

A outra organização criminosa investigada pelo Diep atuava em outros quatro postos de combustíveis. Em um deles, também foi encontrada quantidade de álcool superior ao permitido em lei, chegando ao patamar próximo de 70%.

Entre os alvos da ação policial do Diep, também estão empresas que prestavam serviços de manutenção aos postos de combustíveis que cometiam as fraudes.

Os seis presos foram levados para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, e depois foram transferidos para a Casa de Custódia de Piraquara (CCP). A prisão é temporária por cinco dias.

Fonte: Gazeta do Povo e G1

domingo, 26 de março de 2017

Cerca de 1,2 mil pessoas no 1º Passeio Motociclístico do BOPE


Mais de 1,2 mil pessoas participaram do 1º Passeio Motociclístico do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Paraná.
  




Foto: Sd PM Adilson Voinaski Afonso
Foto: Sd PM Adilson Voinaski Afonso
“Gostei muito do evento, porque antes eu tinha medo de chegar perto dos policiais militares, mas agora considero eles meus amigos. Entrei nas viaturas e aprendi sobre o trabalho deles. Vou estudar e ser um integrante da PM”, disse o pequeno Antony Alves, de 12 anos, que ficou encantado com a exposição do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) na cidade da Lapa (PR) na tarde deste sábado (25/03).

O menino fez questão de pintar o brasão da Polícia Militar no braço e ressaltar o quanto é fã da corporação. “Aprendemos muita coisa no dia de hoje, principalmente meus filhos que sonham em se tornar policiais militares. Essa união e aproximação dos policiais conosco é muito bom, elimina pensamentos equivocado que algumas pessoas possam ter em relação a PM”, disse a mãe da criança, Kelly Cristina Alves, que também estava acompanhada do marido e do filho Nicolas, todos moradores da Lapa.

Foto: Sd PM Adilson Voinaski Afonso
O evento iniciou na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), às 9 horas com a concentração de mais de 1,2 mil motociclistas, dentre eles o Governador do Estado, Beto Richa, que chegou acompanhado de sua esposa Fernanda Richa. Em seguida, às 10 horas, todos os motoristas receberam orientações e seguiram para a cidade da Lapa.





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O Subcomandante-Geral da PM, coronel Arildo Luis Dias, também participou do passeio e destacou a importância do contato com a população. “O BOPE trabalha em situações críticas e ter esta aproximação com as pessoas é essencial. A resposta da comunidade é positiva e demonstra que a Polícia Militar ainda é uma instituição muito bem vista e que oferece um serviço de qualidade para o cidadão. O trabalho feito pelo Batalhão de Operações Especiais é um dos melhores do país, esta unidade chegou numa capacidade de profissionalismo muito grande através de dedicação e treinamento”, disse.

Ao todo, foram feitas mais de 1,2 mil inscrições, um público acima do esperado. “Foi um desafio organizar este evento e ousamos em fazê-lo, sendo a adesão das pessoas muito grande. É importante que a sociedade conheça o BOPE, pois ele é uma ferramenta para apoiar as outras unidades e está disponível para ajudar”, destaca o Comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), tenente-coronel Hudson Leôncio Teixeira.

Ten-Cel PM Hudson Leôncio Teixeira, comandante do BOPE e
Ten.-Cel PM Valterlei Mattos de Souza, comandante do BpTrans 
De acordo com o tenente-coronel Hudson, a ideia de fazer o evento tem três objetivos principais. “Queríamos reunir um grupo de pessoas que gosta de motocicleta para ir até uma cidade turística e passar um dia bacana com diversas atividades. O segundo intuito é apresentar para a população da Lapa nossas subunidades com exposições e o terceiro é arrecadar bombons que serão doados para instituições que cuidam de crianças carentes”, explica.

Durante todo o percurso os motociclistas foram escoltados e orientados por policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRan) e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), além do apoio da Polícia Rodoviária Federal e da equipe de escolta do Exército Brasileiro. 



Policiais Militares da escola do Batalhão de Polícia de Trânsito - BpTrans
Militares da Polícia do Exército que participaram da escolta.
Para o Presidente do Motoclube Cavaleiros de Aço, Moisés da Silva, a iniciativa do BOPE é exemplar, pois integra toda a sociedade com os policiais que dedicam-se diariamente para cuidar do estado. “Ter este espaço é importante para nós, até mesmo porque já se tornou uma marca registrada da PM eventos como este, ainda mais quando o foco é ajudar outras pessoas”, lembrou.

“Não tinha ideia que teria uma presença tão forte da comunidade. Tudo isso mostra o respeito e o carinho que as pessoas têm com a Polícia Militar. Esta aproximação só pode agregar para este movimento de confraternização entre o cidadão e a corporação”, destacou Wilson Roque. 

Foto: Sd PM Adilson Voinaski Afonso
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Ao chegar na cidade da Lapa todos puderam aproveitar as atividades que foram preparadas pelo BOPE como distribuição de gibis, exposição de equipamentos e viaturas, além de apresentações de Bandas de Música ao vivo e sorteio de brindes. As crianças puderam fazer pintura de rosto com os policiais militares do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC). 


O Comandante da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (1ª CIPM), pertencente ao 4º Comando Regional da PM (4º CRPM), unidade responsável pelo policiamento na cidade, major Hélio José Hornung, fez questão de estar presente no evento. “Para nós é uma satisfação e honra receber o BOPE. É um momento de muita festa, as pessoas ficaram ansiosas e puderam conhecer um pouco mais dessa unidade que é nossa parceira e é tão importante para a Polícia Militar”, afirmou.

A Companhia de Polícia de Choque estava com o Carro Choque, no qual os visitantes puderam entrar, e os materiais que são usados nas situações de distúrbios civis. As pessoas também puderam conhecer alguns dos cães que integram a Companhia de Operações com Cães (COC), aprenderam sobre a atuação da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) e entraram nas viaturas expostas. Todos tiveram acesso aos equipamentos e materiais usados pelo Comandos e Operações Especiais (COE), a Equipe de Negociação (EN) e o Esquadrão Antibomba (EAB).




Um dos fuzis utilizados pelos atiradores de elite da PMPR
 


Este é o Stive, mascote do BOPE
 


Munição de borracha e granadas de gás lacrimogêneo.

Robô utilizado pelo Esquadrão Antibombas da PMPR
 

A moradora da cidade, Anelize Opolis, fez questão de visitar a exposição de cada uma das subunidades do BOPE. “É interessante para nós conhecer o dia a dia e o trabalho deles (policiais), bem como a importância da profissão policial militar. O evento foi uma novidade e pudemos tirar dúvidas e aprender sobre as atividades que o batalhão desenvolve”, explica.

Para Antônio Renato Antunes esta é uma oportunidade de todos conhecerem um pouco mais do BOPE. “Vim com a família prestigiar o evento. A Lapa possui este conjunto arquitetônico que tem tudo a ver com a iniciativa do BOPE que é uma unidade muito importante para a comunidade. É uma aproximação com a população local que é muito bem vinda e estão todos de parabéns”, destaca.






Participaram do evento integrantes de motoclubes, militares estaduais, a Polícia Civil, o Exército, parceiros da Polícia Militar e a comunidade. O evento seguiu até às 16 horas e o retorno ficou a cargo de cada motociclista.

Mais de 700 caixas de bombons foram arrecadadas e serão distribuídas para crianças carentes.

Veja todas as fotos aqui.