sábado, 26 de junho de 2010

Harley-Davidson se Pronuncia

Segue abaixo declaração, na íntegra, divulgada pela assessoria de imprensa da Harley-Davidson: "No dia 18 de junho, a 26ª Vara Cível de São Paulo proferiu sentença determinando que o relacionamento entre Harley-Davidson e HDSP/ Grupo Izzo se encerrará em 120 dias. Tal sentença também permite à Harley-Davidson que selecione imediatamente novos concessionários, além de condenar a HDSP ao pagamento de indenização de cerca de R$ 3 milhões. “Esta sentença é uma vitória para a Harley-Davidson, mas é ainda mais importante para os consumidores brasileiros, que clara e fortemente vinham expressando sua insatisfação com o serviço prestado pela HDSP/ Grupo Izzo”, disse o advogado Celso Xavier, sócio de Demarest & Almeida Advogados, e porta-voz da Harley-Davidson no Brasil. A Harley-Davidson entrou com um processo judicial quando soube que a HDSP/ Grupo Izzo estava violando os contratos mantidos entre as partes, tirando seu foco dos clientes Harley-Davidson e a experiência que deveriam ter com a marca, gerando altos níveis de insatisfação. A HDSP/ Grupo Izzo foi avisada que estava quebrando o contrato, mas nenhuma providência foi tomada. “A satisfação dos clientes é a prioridade número um da Harley-Davidson. A reputação da marca é uma das maiores do mundo e depende de oferecermos a melhor experiência Harley-Davidson para nossos clientes em tudo que nós e nossos revendedores fazemos”, diz Longino Morawski, novo diretor de operações comerciais da Harley-Davidson Brasil. “ De modo crescente, isso não estava acontecendo no Brasil e foi preciso agir de forma a resolver a questão. Agora, a justiça concedeu à Harley-Davidson o direito de reconduzir os rumos do negócio no Brasil. “Os clientes precisam saber que nossa maior prioridade é sua confiança e satisfação para com a marca Harley-Davidson”, disse Morawski. “Esta ação legal demonstra nosso profundo desejo de proteger nossa marca e cuidar de nossos clientes. Estou muito satisfeito e orgulhoso que a justiça brasileira tenha analisado os fatos do nosso caso de forma justa e ágil, decidindo por proteger os clientes”, finalizou. Agora que a justiça proferiu a sentença, a Harley-Davidson pode, imediatamente, iniciar o processo de recrutamento, seleção e treinamento de uma nova rede de concessionários, garantindo aos clientes uma experiência Harley-Davidson completa. Os detalhes sobre como se candidatar à posição de concessionário serão divulgados em breve para os interessados. Além disso, planos para um centro de treinamento Harley-Davidson estão em andamento. Este local será focado em serviço ao cliente e suporte de pós-venda, e ficará situado em São Paulo, como parte de um escritório comercial novo e maior do que o atual. A Harley-Davidson está atualmente contratando novas pessoas para se unirem ao time já existente em São Paulo. A companhia também está em processo de estabelecer um website brasileiro (até então o site era gerenciado pela HDSP/ Grupo Izzo) e vai criar um número 0800 para permitir uma comunicação mais direta com os clientes brasileiros. A Harley-Davidson conta com uma montadora própria em Manaus há mais de 11 anos para servir o mercado brasileiro. “É um novo momento para a Harley-Davidson no Brasil”, afirma Morawski. “Continuaremos a investir neste mercado para garantir um futuro sólido e um relacionamento ainda mais forte com nossos clientes.”

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ushuaia – Duas Rodas e Um Sonho

O PHD Sergio Pires, de Blumenau, escreveu um belíssimo relato da sua experiência, junto com outros amigos, pilotando uma motocicleta touring até o fim do mundo: Ushuaia, na Patagônia.

O livro, com 320 páginas e mais de 100 fotografias, conta em detalhes a viagem, desde o planejamento minucioso até as aventuras e imprevistos nesta visita ao extremo sul das Américas.
O livro é de leitura agradável e tem um objetivo elogiável: toda a renda da venda será revertida para o Coral das Meninas Cantoras de Porto Murtinho, MS.
O lançamento do livro será no dia 19 de Agosto, a partir das 19:00 horas, no restaurante Moinho do Vale, Rua Porto Rico 51, Ponta Aguda, em Blumenau, SC (coordenadas: S 26° 55’ 09.6” e W 49° 03’ 38.0”).

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Day After

A pergunta agora é: o que vai acontecer? Parece que a Harley-Davidson, no Brasil pós-Grupo Izzo, está indo na direção certa. A contratação de um executivo com experiência na Toyota mostra bem as intenções da H-D em priorizar o cliente final, política totalmente descuidada nas revendedoras do Grupo Izzo. O processo seletivo dos novos revendedores parece ter sido iniciado, mas em qual direção o processo seguirá? Um grupo assumindo grandes regiões ou revendedores independentes em cada micro-região econômica? Ambos tem seus méritos e contra-indicações. Particularmente, sou favorável a revendedores independentes, atendendo pequenas regiões, especialmente depois do fracasso que foi a gestão do Grupo Izzo. Grandes grupos tem a tendência de ter uma visão macro, enquanto revendedores independentes tendem a ser mais focados no seu mercado e reagem melhor e mais rápido às demandas de seus clientes. E clientes satisfeitos compram mais motocicletas. A satisfação do proprietário de uma motocicleta Harley-Davidson vai muito além da compra, em sí. Ao contrário de proprietários de outras marcas, um harleyero veste a camisa da marca, literalmente! Na minha visão, a H-D estaria melhor representada com revendedores comprometidos com seu mercado e com a cultura local. Um harleyro é um harleyro em qualquer parte do mundo. Mas um consumidor numa grande metrópole, como São Paulo ou Rio de Janeiro, não pode ser visto da mesma maneira que um consumidor de uma cidade de menor porte. Nos pequenos centros, a relação vendedor-consumidor é mais próxima, mais íntima. Lí em um blog a preocupação que teriam os consumidores da marca Harley-Davidson neste período de transição. O articulista colocou o tema como sendo um período de incerteza. Não vejo desta forma. Pelo contrário, o que parecia um pesadelo sem fim para os proprietários de Harleys, praticamente abandonados à sua própria sorte (ou azar) pelo Grupo Izzo, tornou-se uma esperança de tempos melhores, com revendas mais voltadas à satisfação do cliente. Claro, teremos alguns meses até que as novas revendas sejam montadas, mas isto requer tão sómente a determinação da matriz americana e a dedicação e o comprometimento dos envolvidos. Nos últimos 20 anos da minha carreira profissional, trabalhando para empresas multinacionais (e 10 anos na América do Norte), passei por situações semelhantes, onde toda uma estrutura de representação comercial e operacional teve que ser mudada, em prazos muito curtos. E posso afirmar, por experiência própria, que o processo é passível de ser conduzido com sucesso. No caso da H-D, treinar vendedores, assistentes técnicos e mecânicos requer tempo mas, com planejamento pode ser concluído em tempo relativamente curto, especialmente se for aproveitado o pessoal existente no mercado de trabalho, que tem experiencia prévia com a marca. O mais rápido que isto acontecer, melhor para o mercado e melhor para a Harley-Davidson.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Juiz Decidiu - A Novela Acabou (2)

Comentário de um advogado no site Harlystas RS: "Me permito fazer alguns comentários como advogado, apesar de não conhecer todo o processo. Essa decisão tem caráter definitivo, ou seja, o juiz permitiu que a HD desde logo contrate outras concessionárias, independentemente de eventual recurdo da HDSP. Além disto, em 120 dias os contratos firmados entre HD e HDSP estão rescindidos, ou seja, não tem mais volta, o GRUPO IZZO não será mais representante da HD no Brasil. Não há possibildiade de novo contrato entre HD e HDSP, a não ser que a HD queira, o que convenhamos é pouco provável diante do estresse dessa relação. EM RESUMO: é o fim de um ciclo. Vamos rezar para que quem venha a substituir o GRUPO IZZO tenha mais respeito pelo público consumidor. Mário Macedo "

O Juiz Decidiu - A Novela Acabou

Pelo menos em primeira instância, a novela acabou e os bad boys perderam. Segundo decisão promulgada na sexta-feira, a HDSP Comércio de Veículos Ltda., empresa do Grupo Izzo, representante exclusiva da marca Harley-Davidson no Brasil, perdeu esta exclusividade. A partir de publicação da sentença, a Harley-Davidson Motor Company poderá contratar outros revendedores no país. O Grupo Izzo poderá continuar revendendo também a marca, desde que consiga negociar outro contrato com a H-D. O mais importante da sentença é que, mesmo recorrendo à instância superior, a decisão do juíz não poderá ser modificado, até o julgamento final. O efeito prático é que a exclusividade do Grupo Izzo terminou, para alívio da maioria dos proprietários de motocicletas da marca Harley-Davidson. Com isto, está aberto o caminho para que outros revendedores sejam credenciados pela H-D, em todo o Brasil. Leiam a postagem sobre o assunto, bem detalhada, no Blog do Wolfmann.

sábado, 19 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Crianças

Eu gosto de ver as expressões que as crianças mostram, quando estão próximas de uma motocicleta. Ou, ainda, quando estão se preparando para tornar-se, no futuro, um motociclista.
Algumas dessas expressões foram capturadas em imagens e me encantaram.

domingo, 13 de junho de 2010

Rota 66

U.S. Route 66, na sua designação oficial, é um dos ícones do motociclismo e talvez a estrada mais desejada para uma viagem sobre duas rodas.


Também conhecida como “Will Rogers Highway”, “Main Street of America” ou ainda “Mother Road”, a Rota 66 era uma estrada do Sistema Rodoviário dos Estados Unidos e foi aberta ao tráfego em 11 de Novembro de 1926.
A famosa rota inicia em Chicago e vai até Los Angeles, cruzando os estados de Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, New Mexico, Arizona e Califórnia, num total de 3.945 km.

A Rota 66 sofreu melhoramentos e correções de trecho ao longo de sua vida útil, alterando o seu rumo e o comprimento total. Muitos das alterações proporcionaram trechos mais rápidos e mais seguros ou contornaram trechos congestionados, próximos de grandes centros urbanos.
Uma dessas alterações moveu o extremo ocidental da rodovia, originalmente no centro de Los Angeles, mais para o oeste, na cidade de Santa Monica. A Rota 66 foi o caminho mais usado nas migrações internas, especialmente durante os anos 1930 e foi economicamente muito importante para as comunidades localizadas ao longo de sua extensão. Os comerciantes situados à beira da Rota 66 viram muita prosperidade, devido à fama alcançada pela rodovia. Estas mesmas pessoas lutaram, mais tarde, por manter a rodovia aberta, mesmo depois da implantação do Sistema de Rodovias Federais (Interstate Highway System).

A Rota 66 foi oficialmente retirada do Sistema de Rodovias Americanas em 27 de Junho de 1985, quando se decidiu que não era mais uma estrada relevante e tinha sido substituída pelas rodovias interestaduais.
Alguns trechos da Rota 66 que passam pelos estados de Illinois, Missouri, New México e Arizona foram designadas “Trechos Pitorescos Nacionais”, com a designação “Histórica Rota 66”, voltando a figurar nos mapas rodoviários. Alguns trechos na Califórnia são designados como Rodovia Estadual 66 e outros mantém a sinalização como “Histórica Rota 66”.
O princípio da construção da Rota 66 remonta a 1857, quando o Tenente Edward F. Beale, da Marinha dos Estados Unidos e prestando serviços no Corpo de Topógragos do Exército, recebeu a missão de construir uma rota para carroças ao longo do Paralelo 35. Sua segunda missão era testar a possibilidade do uso de camelos como animal de carga, nas áreas desérticas do sudoeste americano.


A estrada foi construída em pequenos trechos interligados e tinham denominações diferentes em cada estado por onde passava. 
Os empresários Cyrus Avery, de Tulsa, Oklahoma e John Woodruff, de Springfield, Missouri, são considerados os pioneiros na criação de uma ligação viária interestadual entre Chicago e Los Angeles.
Seus esforços de muitos anos só foram considerados na primeira legislação federal sobre rodovias, em 1916. Porém, sómente com a Lei do Congresso de 1925, o Governo instituiu um plano nacional de rodovias. A designação oficial como Rota 66, foi efetivada no verão de 1926. Os técnicos do governo planejaram a Rota 66 como a rua principal de pequenas comunidades rurais e urbanas, ao longo de seu caminho, por uma razão prática: muitas dessas comunidades não tinham acesso a qualquer tipo de rodovia, naquela época.

Springfield, Missouri é oficialmente reconhecida como o local de nascimento da Rota 66 e foi ali que as autoridades propuseram, em Abril de 1926, o nome para a rodovia ligando Chicago a Los Angeles. Uma placa comemorativa está colocada na Park Central Square, no centro de Springfield.


O volume de tráfego cresceu consideravelmente na rodovia por razões geográficas. A maior parte da rodovia está construída em terreno plano, o que era um atrativo para os caminhões. Com a grande migração interna de 1930, milhares de famílias dos estados de Oklahoma, Arkansas, Kansas e Texas mudaram-se para a Califórnia à procura de emprego na agricultura, tornando a Rota 66 ainda mais popular.

A Rota passava por numerosas vilas e povoados e o crescente volume de tráfego criou as condições para que pequenos negócios familiares, tais como postos de gasolina, restaurantes, pequenos hotéis e pousadas fossem construídos, prontos para receber os viajantes.

A Rota 66 foi a primeira rodovia americana a ser totalmente pavimentada, trabalho concluído em 1938.

Seu traçado original tinha muitos pontos perigosos e ela chegou a ser chamada de Sangrenta 66 (Bloody 66), mas trabalhos de realinhamento e de correções de trechos foram sendo executados, eliminando as curvas fatais.

Durante a Segunda Guerra Mundial a Rota 66 já era famosa e recebeu ainda mais tráfego, em função do trânsito gerado pelo esforço de guerra, que movia material bélico para a Califórnia, onde era embarcado para suprir as tropas que lutavam no Pacífico.


Nos anos 1950, a Rota 66 tornou-se a rodovia preferida dos turistas que demandavam a costa oeste dos Estados Unidos. Ao longo da Rota 66 vários novos negócios foram “inventados”, incluindo os motéis (originalmente chamados de “motor hotel”) e os restaurantes de comida rápida (fast-food). O primeiro “drive-in” (Red’s Giant Hamburgers), foi aberto em Springfield, Missouri e o primeiro McDonald’s em San Bernardino, Califórnia.

Em 1956 o Presidente Eisenhower aprovou a lei que criou o Sistema de Rodovias Interestaduais (Interstate Highway System), planejado como infraestrutura logística, resultado da experiência militar durante o conflito mundial.

A Rota 66 foi sendo modificada, com suas faixas de rolamento duplicadas, triplicadas e quadruplicadas nas áreas de maior densidade de tráfego. Ao mesmo tempo, anéis viários foram construídos, contornando a maioria das cidades ao longo da rodovia.
Muitos dos trechos duplicados da Rota 66 foram transformados em “freeways”, com acesso limitado, proporcionando mais segurança.


A construção das rodovias federais interestaduais (“Intestate Highway”) fragmentou a Rota 66 e, em 1984, o último trecho ainda intocado, no estado do Arizona, foi modificado com a criação da Interstate 40.

No ano seguinte a Rota 66 deixou de existir oficialmente e nenhuma rodovia recebeu a numeração 66, em sua substituição. Hoje, o que era originalmente a Rota 66 foi substituída por várias rodovias interestaduais.

O primeiro trecho de 477 km, entre entre Chicago e St.Louis, é agora a Interstate 55 (I-55). A partir daí, a I-44 continua a rota até Oklahoma City, por 797 km. Depois, a I-40 assume o maior trecho, seguindo até Bastow, Califórnia (1.950 km). A rodovia I-15 assume o trecho de 110 km até San Bernardino e a I-10 leva o tráfego até a região metropolitana de Los Angeles e Santa Monica, no litoral, pelos restantes 125 km.

De Chicago a Santa Monica, hoje, são 3.459 km, contra os 3.945 km originais da Rota 66.


Desde a sua desativação como estrada oficialmente reconhecida, em meados dos anos 1980, vários grupos tem se formado e trabalhado contínuamente para preservar a a rota e sua herança cultural e histórica.

Muitos trechos da Rota 66, que não foram tranformados em rodovia interstadual, continuaram a existir como estradas municipais ou até como estradas privativas. Outros trechos, porém, foram simplesmente abandonados.

O primeiro grupo formado com a intenção de preservar a Rota 66 foi fundado no Arizona em 1987, seguido de outro no Missouri em 1989. Outros grupos, em outros estados cobertos pela Rota 66, foram criados nos anos seguintes.


Em 1990 o Estado do Missouri declarou a Rota 66 como uma “Rota Histórica Estadual” e o primeiro emblema “Historic Route 66” foi colocado na Rua Kearney, esquina da Avenida Glenstone, em Springfield.


Hoje, emblemas como este são encontrados ao longo de 3.860 km da antiga Rota 66.
Várias cidades homenageam a velha estrada, em vários estados. Nas cidades de Rancho Cucamonga, Rialto e San Bernardino, na Califórnia, sinais com o emblema da Rota 66 foram colocados ao longo do Boulevard Foothill. O mesmo é encontrado nas cidades de Pasadena, San Dimas, LaVerne e Claremont, ao longo do mesmo boulevard. Em Flagstaff, Arizona, a Avenida Santa Fé foi rebatizada de Route 66.


O Chicado Blues Festival, realizado anualmente em Junho em Grant Park, Illinois, acontece num trecho da Rota 66 original, que é fechada ao tráfego de veículos durante a festa.
Em 1999 uma lei foi assinada pelo Pres. Bill Clinton, que concedeu fundos no total de US$ 10 milhões, para preservação e restauração de locais históricos na Rota 66.

Em 2008, o Fundo Mundial de Monumentos − uma ONG destinada a preservação de monumentos históricos em todo o mundo − incluiu a Rota 66 na sua lista de Monumentos em Perigo. Locais ao longo da antiga rota, tais como postos de gasolina, motéis, cafés e armazéns estão ameaçados pela especulação imobiliária, nas áreas urbanas, ou pelo declínio, nas áreas rurais.

Com a popularidade e o misticismo involvendo a Rota 66 continuando a crescer, pressões junto aos orgãos governamentais dos Estados Unidos tem aumentado, no sentido de melhorar a sinalização histórica da rota e voltar a mostrá-la no mapas e atlas rodoviários americanos. Curiosamente, em April de 2010 uma empresa holandesa, de nome “Tempting Brands” proclamou-se dona da marca Route 66 e está exigindo pagamento de royalties às empresas que fabricam souvenirs e lembranças com o nome da antiga estrada.

Antes que comecem a cobrar pedágio para passar por ela, eu e minha garupa, fiel escudeira e fotógrafa Rô Tarnovski estaremos pilotando uma Harley-Davidson por esta rota histórica.

A viagem começa no dia 8 de Julho de 2010 e será de Costa-a-Costa (New York a Los Angeles), organizada pela Harley Tours de Curitiba, do nosso amigo Harley Engers.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novo Banco para a Harley

Novo banco disponível nas lojas de motociclismo do Texas.
Acredito que teria uma venda significativa em algumas grandes cidades brasileiras . . .

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Super Herói ou Policial Rodoviário?

Aqui está um jovem com uma decisão conflitante a ser tomada.
Êle já tinha tudo pensado, aparentemente. Que vai ser um Super Herói, não há dúvida. Inclusive já está devidamente uniformizado.
Mas isto só durou até ouvir o ronco do motor. Ele se assustou, a princípio, mas venceu aquele instante de precaução e subiu, rápido, na pedaleira de aço.
Homem Aranha ou Patrulheiro Rodoviário? Ser ou não ser?
Decisões, a vida é formada de decisões!
Enquanto não se compromete com uma ou com a outra carreira, este jovem continua na encruzilhada profissional.
Quem sabe, talvez o futuro o transforme num híbrido, meio Patrulheiro/meio Super Herói .
Ao invés do Spider Man . . . um Spider Rider.

Old No. 7 Brand

De todas as coisas associadas ao motociclismo, em geral, e às Harley-Davidson em particular, nenhuma é mais representativa do que uma garrafa do Jack Daniel’s Old No. 7 Brand.

Este Tennesse Whiskey é o uísque mais consumido nos Estados Unidos e um dos mais vendidos em todo o mundo.
Mas o que conhecemos, de fato, sobre esta marca, a única – além da própria Harley-Davidson – que podemos encontrar tatuada em um motociclista?


Jack Daniel’s é destilado e engarrafado na pequena cidade de Lynchburg, no Estado do Tennesse, uma localidade com pouco mais de 570 habitantes.

Uma fato interessante: o Condado de Monroe, onde fica Lynchburg, é uma área “seca”, isto é, onde não se pode vender bebida alcoólica. Uma lei estadual, no entanto, permite às destilarias vender uma única garrafa de uma série especial. Porisso, a Jack Daniel’s vende, localmente, sómente as marcas “Gentleman Jack” e “Single Barrel”. Todo o resto da produção é vendida fora dos limites do Condado de Monroe.

O Tennesse whiskey, produzido naquele estado, é diferente do Bourbon whiskey, produzidos em outras regiões dos Estados Unidos e do Canadá. Os bourbon mais conhecido são os produzidos no vizinho estado do Kentucky.

A maior diferença entre os dois é o processo de filtragem. No caso do Jack Daniel’s utiliza-se um filtro de carvão vegetal de 3 metros de altura para suavizá-lo, o que lhe dá a cor e o aroma característico. Além disso, a água utilizada vem de uma fonte natural de água mineral, que brota de uma caverna próxima da destilaria, na localidade de Hollow. O Jack Daniel’s é feito de uma mistrura de milho, sorgo e trigo.

O “bourbon”, por outro lado, é produzido com uma mistura de cereais, com 70% de milho e colocado em tonéis de carvalho chamuscado internamente, sem um processo de filtragem. O tempo de envelhecimento é de 2 anos, no mínimo. Os melhores “bourbon” são os que envelhecem por 4 anos.

Depois de filtrado, o uísque produzido pela Jack Daniel’s é maturado ( e não envelhecido) em tonéis de carvalho branco, fabricados pela própria destilaria. A maturidade não tem tempo certo de duração, como nos uísques escoceses (8, 12, 18 ou 21 anos) ou nos “bourbon”. O Jack Daniel’s só é engarrafado quando os provadores da destilaria determinam que está no ponto certo.

Mas por que é chamado de Old No. 7?


Há muitas lendas a respeito, mas o próprio Jack Daniel nunca revelou o verdadeiro motivo. Especula-se que ele fazia uma homenagem às sete namoradas que teve (ele nunca se casou!), à forma como escrevia a letra “J” do seu nome (na realidade chamava-se Jasper Daniel – Jack era apelido), parecida com o número 7, ou ainda, que ele escolheu o número sete por ser o número da sorte. Há, ainda, a versão de que teria sido o sétimo lote de maturação do uísque, o preferido do sr. Jack Daniel.

Quem foi Jack Daniel?

 
Jasper Newton “Jack” Daniel, nasceu em setembro de 1850, descente de imigrantes ingleses (por parte do pai) e escoceses (por parte de mãe). Ele fundou a destilaria em 1866 e a Jack Daniel’s Distillery foi a primeira oficialmente registrada nos Estados Unidos.

Jack morreu em 1911, em consequência de uma infecção no pé, proveniente de um forte chute que deu no cofre da empresa, numa manhã de inverno. Ele tinha dificuldades de memorizar a combinação correta para abrir o cofre e sempre levava muito tempo para conseguir abri-lo. Naquela manhã, depois de algumas tentativas, ficou frustrado e deu um chute no cofre, machucando o dedão do pé. Este machucado infeccionou, produzindo um envenenamento do sangue, que debilitou muito sua saúde, resultando em sua morte.

Como não tinha descentes diretos, por nunca ter-se casado, Jack Daniel aposentou-se em 1907 e doou a destilaria a seu sobrinho preferido, Lem Motlow, o nome que ainda aparece no rótulo das garrafas do Old No. 7, apesar de que Lem Motlow faleceu em 1947.


Jack Daniel’s suspendeu a produção do seu famoso uísque algumas vezes. A primeira delas foi em 1910, por causa de uma lei estadual proibindo a fabricação de destilados no Tennesse. A Jack Daniel’s tentou produzir a bebida no Missouri e no Alabama, mas não conseguiu a mesma qualidade e desistiu da tentativa. Logo depois a lei foi abolida e a produção reiniciou.

Com a introdução da Lei Seca nos Estados Unidos (de 1920 a 1933), a destilaria ficou fechada. O restabelecimento da permisão de destilar bebidas no Tennessee só se deu em 1938, quando o próprio Lem Motlow, então deputado estadual, conseguiu aprovar uma lei para isso.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a produção também foi interrompida (de 1942 a 1946) e só reiniciou em 1947, quando cereais de boa qualidade foram, novamente, encontrados no mercado a preços razoáveis.


A destilaria foi vendida em 1956, pelos filhos de Lew Motlow, para o conglomerado Brown-Forman. Entretanto, a família Motlow continua com a maioria das ações da companhia e a destilaria em Lynchburg continua a ser administrada por seus descendentes.

Jack Daniel’s está sempre presente em grandes eventos de motociclismo nos Estados Unidos.

Se você for visitar Nashville, Tennessee, não se esqueça de reservar um dia para conhecer a destilaria da Jack Daniel’s. Lynchburg fica a 110 km ao sul de Nashville, na estrada TN-55.

domingo, 6 de junho de 2010

2º HD Point Balneário Camboriú

412 pessoas e 293 motocicletas participaram do Segundo HDPoint Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no feriado de Corpus Christi. Os participantes vieram de todos os estados do Sul, além do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraguai e Argentina, Um dos participantes, vindo da Argentina, rodou 3.200 km até Balneário Camboriú. A cidade com maior número de motociclistas foi São Paulo, seguido de perto pela cidade do Rio de Janeiro.
O tempo chuvoso do início da semana transformou-se em um belíssimo dia do sol no sábado, quando foi realizado o passeio pela Avenida Interpraias e a foto oficial do evento.
A HDPOINT esmerou-se, ainda mais, no evento deste ano. Um saboroso churrasco, regado ao melhor chope artesanal da região, recepcionou os participantes, desde a chegada.
Aproveitando o feriado, muitos motociclistas decidiram vir para Balneário Camboriú já na quarta-feira. O Hotel D’Sintra, oficial do evento, ofereceu tarifas promocionais para este dia extra, a todos que estavam inscritos.
Na quinta-feira, dia do feriado, a loja da HDPOINT já estava com um movimento bem grande, com dezenas de motocicletas estacionadas. O Departamento de Trânsito da cidade, em conjunto com a Polícia Militar, isolou parte da Rua Pernambuco, para permitir que aquela quadra ficasse exclusivamente para o estacionamento das motocicletas.
Na sexta-feira, uma festa esperava os motociclistas, na famosa casa noturna The Hall, na Avenida Atlântica. O Banda Blindagem, de Curitiba, animou a noite com músicas dos anos 70, 80 e 90. A Blindagem é muito popular no Paraná e em Santa Catarina, pela qualidade de suas apresentações. Comida e bebida farta eram oferecidas aos participantes, que tiveram vários ônibus à sua disposição, para o transporte entre o Hotel D’Sintra e a The Hall. Assim, todos puderam apreciar a festa com grande animação, sem se preocupar em ter que pilotar de volta ao hotel.
Na abertura da noite, foi feita uma homenagem especial ao Ivens Branco, sócio da HDPOINT, recentemente falecido.
No sábado pela manhã, as motocicletas enfileiraram logo cedo, para o passeio pela Interpraias. Escoltadas pelas Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar de Santa Catarina, os motociclistas puderam apreciar, num dia belíssimo, as atrações da natureza da região, que transformaram Balneário Camboriú na Capital Catarinense do Turismo.
Uma parada no Bairro da Barra, proporcionou um momento muito agradável, regado a champagne e canapés, para a foto oficial do evento.
A seguir, o grupo dirigiu-se para a Linha de Acesso às Praias, nome oficial da Avenida Interpraias, que ligam as paradisíacas praias de Balneário Camboriú, num convívio harmonioso com a Mata Atlântica, cuidadosamente preservada.
No regresso, o grupo seguiu pela Avenida Atlântica, que estava com a praia cheia de turistas e moradores, até o Recanto das Águas – Beach Resort & SPA, onde foram recebidos com uma excelente feijoada e pela Banda Blues Therapy.
A noite do sábado estava preparada para o encerramento do evento em grande estilo. O jantar foi na Oficina do Sabor, na Barra Sul de Balneário Camboriú, mais uma vez ao som do melhor Rock & Roll.
O encerramento foi o momento do sorteio dos brindes especiais. Todos os inscritos (pilotos e garupas) participaram. Foram sorteados 15 nomes, que em seguida voltaram para a urna. Aí, começou a emoção. Os nomes foram chamados e cada um recebeu um brinde especial, até que restaram sómente 3 nomes na urna. Neste momento o sorteio principal foi interrompido. Com todos os demais inscritos em outra urna, foram sorteados 6 acessórios produzidos pela Red Choppers, de Curitiba. Os acessórios (escapamento, mata-cachorro, sissy bar, etc.), adequados à motocicleta de cada ganhador, foram ofertados pela própria Red Choppers.
Chegou, então, o momento do grande sorteio. Os terceiro nome foi retirado da urna e premiado com um capacete Shark Evoline. O segundo nome, Jorge Luiz Pimentel, de Balneário Camboriú, recebeu uma passagem para um cruzeiro da CVC Turismo. O primeiro colocado, Osmond Paul Cox, do Rio de Janeiro, ganhou uma motocicleta Harley-Davidson® Dyna 2009, zero Km.
O Adilson Altrão, Diretor da HDPOINT Motocicletas, explicou que o evento não tinha qualquer participação da Harley-Davidson Motor Company® ou de sua representante no Brasil. A motocicleta sorteada foi adquirida pela HDPOINT e ofertada sem ônus ao vencedor do sorteio.
Já nesta mesma ocasião, foi anunciado o próximo evento da HDPOINT, que será realizado em Gramado, RS, em Outubro de 2010.
E, em 2011, o HDPOINT Balneário Camboriú será realizado novamente, nos dias 24, 25 e 26 de Junho, também no fim de semana do feriado de Corpus Christi.
Um grande evento, uma grande confraternização entre novos e velhos amigos.
Veja mais fotos aqui.