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sábado, 11 de março de 2017

Contemplamento



Nossa pequena Pantufa, uma gata persa de 3 anos, em momento de contemplamento.

Fotos feitas pelo meu filho Marcus Roque, do Pro Studio.

sábado, 4 de junho de 2016

Semana agitada! Muitas lembranças e esperança no futuro.


Foi, realmente, uma semana bastante agitada.

Na segunda-feira, dia 30/5, deixamos nosso apartamento em Balneário Camboriú, SC, trazendo nossas tralhas para Curitiba, PR.

Foram 10 anos e 5 meses morando na Bela e Santa Catarina, onde cheguei em janeiro de 2006 depois de 10 anos fora do Brasil.

Os catarinenses me receberam de braços abertos, uma receptividade que caracteriza os moradores do litoral do Estado.

Foram anos muito prazerosos, que curti com muita alegria. Lá conheci, me apaixonei e me casei com minha esposa, companheira, garupa e fotógrafa oficial de nossas viagens. Obrigado, Rô, por aceitar fazer parte da minha vida e me acompanhar em mais esta etapa.

Deixar Santa Catarina e começar uma nova vida em Curitiba foi um decisão pensada e analisada com muito critério. E nesta primeira semana na República já tivemos uma clara amostra de que receberemos dos curitibanos a mesma receptividade que recebi dos catarinenses.

A pessoas de todos os níveis com quem temos tido contato tem sido extremamente agradáveis e hospitaleiras. Todos nos dão as boas-vindas e se dispõe a nos ajudar na adaptação.

Finalmente, ontem, tivemos TV a Cabo (Net) e Internet (Copel) instaladas. E Internet de primeiro mundo: 50 mega de velocidade real (download e upload), em fibra ótica! Sem limite de dados!!!!


A qualidade da TV a Cabo (Net) também é digna de elogios. High Definition mesmo! Dá para ler os pensamentos que quem aparece na telinha! Rsrsrsrs . . .

O bairro de Santa Felicidade é muito agradável de se morar. Sem prédios altos (máximo 3 andares), repleto de residências e condomínios horizontais, com todos os recursos em termos de comércio, restaurantes, serviços públicos (Rua da Cidadania), acesso rápido e próximo ao Anel Viário (Contorno Oeste), permitindo conexão sem tráfego urbano para todas as rodovias federais que passam por Curitiba.

Nossa casa.
Nosso condomínio.
Santa Felicidade, nosso bairro.
O acesso ao centro da cidade é fácil: apenas 7 km e no máximo 20 minutos.

Estamos na fase de arrumação da casa e isto ainda vai demorar uns dias. As nossas gatinhas vão se adaptando à nova morada, cada uma no seu ritmo. A Raquel, uma senhora já com quase 14 anos, leva um pouco mais de tempo. Já a Pantufa, uma jovem de pouco mais de 2 anos, já se adaptou e diz ser curitibana deste menina pequena lá em Barbacena!

Raquel
Pantufa
Temos muitas expectativas para o nosso futuro aqui. Pedimos a Deus que continue a nos abençoar e proteger.

Um muito obrigado aos amigos Catarinenses e aos amigos e, agora, vizinhos Curitibanos!

domingo, 6 de setembro de 2015

Oskar, the blind cat

Klaus levanto seu amigo, Oskar, para passear de Vespa.
Eu sigo a história do Oskar, o gatinho cego e seu amigo Klaus no Facebook há muito tempo.

É impressionante a capacidade de adaptações deste felino da raça American Short Hair (pelo curto americano), cego de nascença.

O seu amigo Klaus, da mesma raça, é o companheiro permanente de suas aventuras.

Achei este desenho muito bacana e que representa, muito bem, o espírito de solidariedade dos motociclistas. Compartilho com vocês.

Se quiserem acompanhar o Oskar, sua página no Facebook está aqui.

sábado, 23 de agosto de 2014

Raquel


Raquel. Fotografada com uma câmera Canon PowerShot S100
Raquel é uma gata da raça Pelo Curto Americano (American Short Hair), que vai completar 12 anos em Setembro.
Está comigo desde que tinha duas semanas de nascida.

sábado, 25 de janeiro de 2014

O Gato e a Espiritualidade.


Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não gosta de gato.

Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério.


O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e que nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.



O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.

O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.

O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.


O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.


Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.


O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.

Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem.



O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, ̶ normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia  ̶  caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.

Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele.

O amor do gato pelo dono é de desapego; quanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.

No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos.



Naquela época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.

"O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."

Fonte: The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Guerreira Descansou


16 anos e 11 meses. Este foi o tempo em que vivemos juntos. Na contagem dos gatos, 83 anos para ela.

Lutou bravamente para vencer a grave insuficiência renal. Nunca desistiu, mas teve que descansar.

Hoje à tarde, eu e a Rô nos despedimos dela. Foi embora com a mesma classe com que nasceu e viveu. Uma dama!

Você me deu muitas alegrias nestes quase 17 anos. Muito amor. Companheirismo.

Obrigado, Rebeca.

Rebeca, siamesa. Janeiro 1997 - Dezembro 2013
Veja também: Rebeca uma tremenda gata de 16 anos, Rebeca e o frio e As gatas na minha vida.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Rebeca, Uma Tremenda Gata de 16 Anos


Já escrevi sobre minhas gatas, aqui.

Eu gosto de animais, qualquer animal. Mas os gatos, sei lá, tem um energia diferente que me atrai. Talvez seja sua independência, sua atitute, sua personalidade. Com certeza, sua sensibilidade.

As minhas gatas sabem quando estou contente e quando estou em baixa, triste. Elas também sabem reconhecer as boas pessoas e me alertam sobre aquelas que, talvez, não sejam assim tão boas.

Vivo com a mais velha, Rebeca, desde Janeiro de 1997. Isto mesmo, Rebeca é uma tremenda gata siamesa de quase 17 anos ou quase 84 anos na cronologia felina.

Rebeca com 3 meses de idade.
Neste sábado, regressamos de nossa viagem de férias de 15 dias e encontramos a Rebeca muito doente.

Ela não havia ficado sózinha, é claro. Tinha a companhia de sua irmã de criação, Raquel, uma belíssima Pelo Curto Americano de 11 anos.

Além disso, uma amiga, Jô, vinha em dias alternados visitá-las, completar a comida, a àgua, limpar a caixinha de areia e brincar um pouco com elas.

Mas a Rebeca estava enferma e não sabíamos. Gatos disfarçam bem suas doenças e quando demonstram, já estão bem enfermos. Também não sabíamos disso.

A Rebeca sempre foi uma gata muito saudável e visitava o veterinário sómente para as consultas preventivas (vacinação, exames periódicos). Nunca ficou doente.

Rebeca

A nossa surpresa foi grande, quando chegamos em casa e vimos o estado em que ela se encontrava: caquética, é o termo médico.

Caquexia é uma síndrome complexa e multifatorial que se caracteriza pela perda de peso, atrofia muscular, fadiga, fraqueza e perda de apetite, ou seja, uma desnutrição aguda. 

Ficamos sabendo, mais tarde, que era consequência de uma deficiência renal, que foi mal diagnosticada no início do ano, durante um exame de rotina. Identificada como uma deficiência menor, que necessitava sómente de troca da ração, revelou-se ser uma deficiência grave que necessita de uma atenção maior.

Não acredito muito em coincidências. Creio, mais, que as coisas não acontecem por acaso. Diferente dos últimos anos, quando sempre passamos um mês inteiro fora de casa, desta vez ficamos apenas 16 dias ausentes. Se fosse o tempo normal, provavelmente não encontraríamos a Rebeca com vida.

Por sorte, vivemos numa cidade que tem profissionais médicos veterinários competetentes e dedicados. Pelo menos a maioria é. Alguns, nem tanto. A veterinária onde levávamos as nossas gatinhas, nos últimos 8 anos, não atende o telefone de emergência, nem retorna as ligações em fins de semana. Azar dela. Perdeu duas clientes e nossas referências.

Em compensação, por indicação de um amigo Harleyro, que também é médico veterinário, descobrimos uma Clínica Veterinária bem próximo de nossa casa, que tem plantão 24 horas. Fomos atendidos imediatamente e este atendimento deu à Rebeca uma oportunidade de lutar por sua vida.

E este é o tema desta postagem. Mais uma vez, aprendi com as minhas gatas. Relembrei que devemos sempre lutar e nunca se entregar. Conceitos que aprendi na infância e na adolescência, mas que, às vezes, tendemos a esquecer.

A Rebeca me fez recordar disso. Na condição de extrema fraqueza em que se encontrava, fez um tremendo esforço para ficar em pé e nos receber com a mesma alegria com que sempre nos recebeu quando regressamos de uma viagem, por menor que tenha sido. Mas este pequeno gesto dependeu de um esforço físico tão grande, naquele momento, que teve espasmos musculares intensos.

Na Clínica, foi tratada com muito profissionalismo, agregado de um carinho contagiante. Observamos isto em todos os profissionais aque atuam lá - e são vários. E o procedimento é o mesmo com todos.

A Rebeca está se recuperando. Mostrou ser uma guerreira, que sabe lutar por sua vida e reage bem ao apoio das pessoas que a amam. 

Sabemos que está velhinha e que o tempo restante dela nesta dimensão é, cada dia, mais curto. 
Mais isto não importa. Já não importa. 

O que importa, agora, é que ainda a temos conosco. Deverá voltar para casa só dentro de alguns dias. Vai necessitar de uma atenção ainda maior de nós. E terá. Eu e a Rô daremos a ela muito mais amor e carinho, de agora em diante.

Neste episódio ela nos ensinou uma lição muito grande de amor. Que se manifesta de muitas formas. Até mesmo quando sua gatinha faz um tremendo esforço físico para demonstrá-lo.

Obrigado, Rebeca.

sábado, 27 de julho de 2013

Rebeca e o Frio

Quem me conhece sabe que tenho duas gatas, além da minha esposa (rsrs).
Vejam minha postagem a respeito aqui.

Com o forte frio que está fazendo em Santa Catarina, as duas procuram se proteger nas camas bem protegidas que a Rô prepara para elas.

Mas a Rebeca adora ficar perto do aquecedor, fazendo-me companhia no meu escritório doméstico.


É uma excelente companhia.

domingo, 19 de outubro de 2008

As gatas na minha vida


Eu vivo com duas gatas.

Uma se chama Rebeca e a outra Raquel. Na maioria das vezes elas convivem bem e aceitam compartilhar minha vida, sem problemas.

Rebeca
A Rebeca é sofisticada, fina, uma dama. A Raquel é mais "selvagem", do tipo que foi criada pela vida. Conversa fiada, as duas foram criadas por mim, desde uma semana de nascidas.

A Rebeca foi presente da veterinária de cuidava da Betina, uma cadela Irish Setter que tive. Rebeca nasceu em Janeiro de 1997, é uma senhora, pois.

Raquel
A Raquel, bem, como disse acima, veio da vida. Foi achada, abandonada, num parque onde eu costumava caminhar, depois do trabalho. Tinha uma semana de vida, também. Isto foi em Setembro de 2002.

Quem nunca ouviu dizer que os gatos são traiçoeiros, que não se afeiçoam aos donos, que são interesseiros ...? Na verdade, tudo isto não passa de um mito, que começou na época da Inquisição, quando a Igreja Católica promoveu uma caça às bruxas e, junto com elas, seus animais de estimação: os gatos.

Mas já estamos no século 21 e está mais do que na hora de deixar essas crenças de lado. Até porque, assim como os cães, os gatos são extremamentes amorosos e apegados aos donos.

"O gato é um dos animais que mais desenvolvem problemas de saúde pela ausência dos donos. É amigo, fiel escudeiro, companheiro, só que não é submisso."
Estas palavras são da Dra. Luciana Deschamps, médica veterinária e presidente da "Felinos do Brasil".

Segundo ela, os humanos não entendem essa forma independente de amar dos gatos e, por isso, acham que os bichanos não gostam de seus donos.

"É um amor incondicional, mas, se ele não quer estar com você naquele momento, ele sai. E é essa liberdade de amar que muita gente não quer", diz.

Mas se você respeitar o espaço do felino, garanto que ele será um amigão para a vida toda. E melhor, um amigão que não é dependente de você.

A Rebeca e a Raquel são parte integrante da minha vida há muitos anos. E, recentemente, tiveram um papel importante nela, ao atuarem como minhas amigas e companheiras em momentos emocionais difíceis que passei.