sexta-feira, 28 de abril de 2017

Harley-Davidson: cuidados com o sistema elétrico das motocicletas


Para quem pretende aproveitar o feriado de 1º de maio, aqui vão algumas recomendações especiais da Harley-Davidson com relação aos sinais que as motocicletas podem apresentar quando há algo fora do comum com a bateria

O sistema elétrico das motocicletas Harley-Davidson é um quesito importante para o funcionamento do motor, e muitas vezes não recebe a atenção necessária, podendo causar transtornos na hora de pegar estrada, principalmente quando a intenção é viajar em períodos mais longos. Por conta disso, a Harley-Davidson do Brasil dá algumas recomendações importantes para que sejam tomados os cuidados básicos com o uso da bateria, e que interferem no correto funcionamento do sistema elétrico das motocicletas.

A bateria de uma motocicleta Harley-Davidson tem a função principal de sustentar o acionamento do sistema de partida, ou seja, o motor de partida. Portanto, ela não é a principal fornecedora de energia para o sistema eletro-eletrônico das motos, e sim o alternador que é responsável por alimentar não apenas a própria bateria, mas os outros itens que demandam eletricidade na motocicleta. Porém, quando a moto estiver com o motor desligado, é a bateria que supre a demanda de energia.

Ainda assim, muitos modelos contam com diversos componentes eletro-eletrônicos de navegação, segurança e entretenimento que podem utilizar a carga de energia acumulada na bateria das motocicletas, como o sistema de som que equipa as motocicletas da família Touring e os dois modelos CVO™, além da tela touchscreen com navegador GPS integrado.

Quanto maior a quantidade de componentes eletro-eletrônicos instalados na motocicleta, maior é a demanda de carga necessária a ser suprida pelo sistema. Essa condição se intensifica quando a moto possui muitos acessórios instalados e, para isso, é fundamental que seja realizado um teste de “consumo total de corrente” e um teste de “saída total de corrente”, de modo a obter o correto balanceamento entre a demanda de carga e a disponibilidade por parte do sistema. Por conta disso, é preciso ter atenção redobrada para evitar sustos e surpresas indesejadas durante o percurso nas estradas.

A H-D oferece cinco dicas fundamentais referentes aos cuidados com a motocicleta e adoção de hábitos no dia a dia que garantem uma vida útil mais longa da bateria de seus modelos, e o correto funcionamento do sistema eletro-eletrônico.

1. Desligar corretamente a motocicleta
Muitas vezes, os modelos Harley-Davidson não são desligados corretamente, seguindo um processo que garante o consumo mínimo de energia da bateria. Por isso, é importante prestar atenção se o interruptor de ignição e o interruptor de parada do motor (se a motocicleta contar com ambos) estão na função “desativado”, pois cada um deles alimenta uma série de componentes diferentes de uma motocicleta e quando não desligados da forma correta, o piloto pode ter dificuldades ao ligar a moto, não conseguindo sequer dar a partida.

2. Evitar longos períodos de inatividade
Seja qual for o motivo, pode acontecer da motocicleta ter que ficar um período maior que o comum em inatividade. E, ainda assim, a bateria conectada terá sua carga consumida por itens como o módulo, sistema de infotainment e sistema de segurança, por exemplo. A Harley-Davidson recomenda que as motocicletas sejam ligadas ocasionalmente, para garantir que todos os sistemas funcionem corretamente. Uma bateria está com 100% da sua carga quando a tensão medida está em 12,7 V. Ao cair para 12,5 V, podemos considerar que ela opera com apenas 50% da energia estocada, ou seja, motocicletas que permanecem paradas por um grande tempo têm grande risco de ter reduzida a vida útil da bateria. Caso seja necessário que a motocicleta fique longos períodos em inatividade, é recomendado que os cabos ou terminais da bateria sejam desconectados do sistema, a fim de garantir que sua carga não acabe.
  
3. Ouvir música com a motocicleta desligada
Possuir uma Harley-Davidson com sistema de som é com certeza um diferencial desejado por muitos clientes, afinal, uma boa trilha sonora pode fazer toda a diferença durante uma viagem. Quem possui um modelo da família Touring ou CVO™ que vem de fábrica com o rádio Boom!™ Box 6.5GT, que possui 75 watts por canal, ou então instalou o acessório original Harley-Davidson em alguma motocicleta de outra família, com certeza tem um sistema de áudio de dar inveja a muitas casas de shows. Só que utilizar as caixas de som enquanto a motocicleta está desligada e o alternador não está carregando, a bateria pode fazer com que a dor de cabeça comece antes mesmo da viagem.

4. Dias frios
Em dias em que a temperatura está abaixo do comum, a necessidade de ter uma bateria com boa carga também é maior. Isso acontece pois o óleo do motor tende a ficar mais denso em baixas temperaturas e circulará com mais dificuldade pelo motor, principalmente quando ele estiver frio. Com isso, o tempo de ignição pode ser maior, o que demandará uma carga de energia elétrica mais alta pela bateria.

5. Problemas na partida
Se a motocicleta costuma apresentar constantemente problemas durante a partida do motor, a Harley-Davidson do Brasil recomenda a ida à concessionária autorizada mais próxima para uma verificação e diagnóstico. A bateria é um componente essencial da partida e pode ser determinante para a moto ligar.
  
DADOS TÉCNICOS - BATERIAS
Advanced Glass Mat Battery
Todas as motocicletas Harley-Davidson utilizam baterias do tipo AGM (Fibra de Vidro Absorvente). Esse tipo de bateria possui separadores de microfibra de vidro altamente porosos e com baixa resistência elétrica mantido entre as placas, de forma a garantir que o eletrólito por ele absorvido esteja em contato com a superfície das placas.

A Harley-Davidson enfatiza que a inatividade de uma motocicleta por longos períodos não caracterizada como uma condição para acionamento de garantia em caso de problemas com a bateria. A Harley-Davidson utiliza como referência um valor mínimo de 3 mil km/ano para assegurar que a moto não permaneceu inativa.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Brasil que não quero para meus netos



José foi assaltado. Levaram o carro dele. Ao chegar em casa de táxi, ele imediatamente assumiu a culpa pelo roubo: "eu dei bobeira, não deveria ter parado naquele semáforo".

Maria foi estuprada, e quase morreu. Ao prestar depoimento, ela deixou bem clara sua responsabilidade pelo episódio: "eu vacilei, não deveria ter ido comprar pão sozinha".

Um ladrão arrancou o telefone celular das mãos de João enquanto ele atendia uma ligação. Ele - o João, e não o ladrão - assumiu total culpa pelo crime: "eu não sei onde estava com a cabeça quando fui atender uma ligação no meio da rua".

Maria foi morta durante um assalto. Ela gritou e acabou levando um tiro. Por ocasião de seu enterro, Maria foi condenada por todos os presentes: "que estupidez dela ter gritado, todo mundo sabe que durante um assalto o melhor é ficar em silêncio".

Mário, um dedicado Policial Militar, foi morto a tiros por traficantes do morro no qual morava. Seus familiares, entrevistados por um jornalista, o recriminaram duramente: "ele sempre foi cabeça-dura, nunca quis esconder a farda quando voltava para casa".

No mesmo morro Paulo, um líder comunitário, foi esfaqueado até a morte pelos mesmos traficantes. Seus amigos o criticaram ferozmente: "que falta de juízo, procurar a Polícia para denunciar que o crime estava dominando o morro".

Marcos teve sua loja assaltada, e quase levou um tiro. Seus empregados reclamaram dele: "que estupidez, deixar aquele monte de mercadoria exposta na vitrina". Marcos passou a deixar tudo trancado em um cofre. Mas a loja foi assaltada de novo e um de seus funcionários, após quase levar um tiro por ter demorado a abrir o cofre, agrediu-o violentamente: "seu miserável, fica trancando tudo, mais preocupado com as mercadorias do que com a gente, e quase levamos um tiro por sua causa".


Carlos estava jantando com sua namorada em um movimentado restaurante quando uma quadrilha armada saqueou todos os clientes. Seu futuro sogro não gostou: "este rapaz é um irresponsável, ele sabe muito bem que não estamos em época de ficar bestando por aí, jantando fora, e acabou passando por um assalto e traumatizando minha filha".

Joel entrou em um subúrbio com o caminhão da empresa para entregar pacotes de biscoito nos bares de lá. Após ter tido os produtos e o caminhão roubados, e quase ter sido morto, foi despedido por seu chefe: "que sujeito burro, ir com o caminhão lá naquele bairro sem pedir licença para o líder do tráfico local".

Patrícia viajou a negócios. Desembarcou no aeroporto com seu "notebook" e tomou um táxi. Não conseguiu andar dois quarteirões -- foi assaltada em um semáforo. Na empresa, foi imediatamente repreendida: "você não poderia ter desembarcado sem antes esconder o "notebook", deste jeito você pediu para ser assaltada".

E é assim, de exemplo em exemplo, todos já fazendo parte do nosso cotidiano, que vamos chegando a uma verdadeira "rotina do absurdo". 

Aqui no Brasil é tão normal um cidadão ter medo de andar pelas ruas, é tão comum um policial ter que esconder sua profissão para não morrer, é tão usual pessoas terem que pedir permissão a traficantes para subir em morros e é tão rotineiro abrir-se mão da cidadania mais básica que já não causam surpresas as vítimas estarem se transformando em culpadas pelos crimes.


Diante desta tenebrosa realidade, patrocinada pela fraqueza e falta de firmeza (e cumplicidade) das autoridades, talvez já não nos cause surpresa ver um rabo abanando um cachorro...

De fato esse processo de emasculação do brasileiro está tão avançado que as pessoas passam a se achar culpadas e não vítimas. A sociedade é dirigida por vampiros e o povo está sendo treinado para doar sangue.

Cabe a nós fazer o contraponto e reverter esse processo maligno. Se ainda ter tempo.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Gasolina: menor preço em 16 meses


O preço médio da gasolina vendida nos postos do Brasil caiu na semana passada para seu menor nível em um ano e quatro meses, enquanto o etanol e o diesel também recuaram, apontaram dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nesta segunda-feira.

O preço médio nacional foi reduzido na semana encerrada em 22 de abril ante a semana anterior, para 3,629 reais por litro. É o menor patamar desde a semana encerrada em 19 de dezembro de 2015, quando o combustível fóssil foi vendido a 3,628 reais por litro.

A queda nos preços dos combustíveis ocorre em meio a uma redução no consumo, em decorrência da crise econômica, e também por conta de uma nova política da Petrobras, de reajustes mais frequentes, que resultaram uma queda acumulada das cotações nas refinarias nos últimos meses.

Já o etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, no mesmo período, caiu 0,9% na semana passada, para 2,629 reais por litro, segundo a ANP. O preço do diesel na bomba, por sua vez, caiu 0,1% para 3,015 reais por litro.

Em um momento de queda nos preços nas bombas, a Petrobras decidiu na última quinta-feira aumentar o valor do diesel nas refinarias em 4,3% e o da gasolina em 2,2%, em média, a partir da sexta-feira passada.

Segundo a Petrobras, a decisão foi devido principalmente a elevação dos preços dos derivados nos mercados internacionais, além de ajustes na competitividade da empresa no mercado interno.

O reajuste mais frequente dos preços dos combustíveis pela Petrobras foi adotado desde que a empresa anunciou em outubro de 2016 sua nova política de preços, que prevê que os valores permaneçam com uma margem positiva em relação à paridade internacional. A revisão de preços acontece pelo menos uma vez a cada 30 dias.

Desde que a nova política foi posta em prática, a Petrobras elevou os valores da gasolina em duas oportunidades, manteve os preços em outras duas e reduziu as cotações em quatro vezes.

Fonte: Reuters

domingo, 23 de abril de 2017

Royal Enfield apresenta as motocicletas para o Brasil


Royal Enfield apresentou no dia 20/4 as três motocicletas que venderá no Brasil, marcando o início das atividades de sua subsidiária brasileira. 

As motocicletas de visual clássico e de média cilindrada são importadas da Índia e os primeiros modelos serão a Bullet 500, Classic 500 e Continental GT.

Depois de terminar a parceria com um importador local, a montadora começa nova fase com operação própria.

Bullet 500 

Esse modelo, cuja fabricação foi iniciada em 1931, tem um motor de um cilindro com 499 cc, injeção eletrônica e 27,2 HP. As rodas são de 19 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira. 
Seu peso total é de 194 kg e tem um tanque de 13,5 litros, câmbio de 5 marchas e partida elétrica e no pedal.
Preço sugerido: R$18.900.

2017 Royal Enfield Bullet 500

Classic 500

A Royal Enfield Classic 500 tem assento apenas para o piloto e as mesmas características da Bullet. 
Os preços variam: 
Regular - R$ 19.900
Regular ABS - R$ 20.900
Desert Storm, Squadron Blue e Battle Green - R$ 21.000
Desert Storm, Squadron Blue e Battle Green ABS - R$ 22.000

2017 Royal Enfield Classic 500

Continetal GT

A Continetal GT é a mais moderna da linha mas mantendo o visual clássico, no estilo "café-racer". 
O motor tem 535 cc e 29,1 HP com injeção eletrônica. As rodas são de 18 polegadas em ambos os eixos, com peso de 184 kg e tanque de 13,5 litros.

O preço sugerido é R$ 23.000 com freio normal e R$ 24.500 com freio ABS.

2017 Royal Enfield Continental GT
Inicialmente a Royal Enfield operará com uma única concessionária, em São Paulo.

Leia mais sobre a Royal Enfield aqui e aqui.

sábado, 22 de abril de 2017

Senado aprova Documento de Identificação Nacional

Identidades usadas hoje no país serão unificadas e substituirão RG, CPF e título de eleitor
O Senado aprovou dia 11 de abril o projeto que cria a Identificação Civil Nacional. 

O sistema prevê biometria e deve reunir em uma só base de dados todos os outros registros, como RG, carteira de habilitação e título de eleitor.

Já avalizado pela Câmara em fevereiro, o projeto segue para sanção do presidente Michel Temer.

O texto estabelece que caberá ao Tribunal Superior Eleitoral, que já tem um cadastro biométrico de eleitores, gerir e atualizar essa base de dados. Segundo o projeto, o tribunal deverá garantir acesso às informações aos governos municipais, estaduais e federal.

Ficará a cargo da Casa da Moeda a impressão do DIN (Documento de Identificação Nacional), também criado pela proposta.


O CPF será o principal número de identificação, não havendo uma nova numeração do RG (Registro Geral). A primeira impressão será gratuita, conforme o texto aprovado.

Válida em todo o território nacional, a ideia é que a DIN substitua, inclusive, o título de eleitor.

A proposta prevê ainda pena de prisão de dois a quatro anos, além de multa, para quem comercializar, total ou parcialmente, a base de dados.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O corredor de icebergs está congestionado


Um iceberg no estilo de uma torre provoca engarrafamento de trânsito numa pequena cidade da costa leste do Canadá, quando turistas se aglomeram para assistir a passagens das massas de gelo ao longo do litoral de Newfoundland.

O iceberg, que faz a pequena cidade de Ferryland parecer ainda menor, tem a parte acima da água estimada em 46 metros, o equivalente a um edifício de 15 andares. Segundo o prefeito da cidade, é o maior já visto nas últimas décadas.

Os icebergs, nas suas cores puxadas para o azul claro, é uma atração turística desta parte do Canadá, um evento que ocorre todos os anos na primavera. As fotos tiradas pelos turistas, que fazem fila nas estreitas estradas que dão acesso ao local, já estão presentes nas redes sociais. O volume destas massas de gelo que passam pela região, criaram a expressão “corredor de gelo” para determinar o local.


Num dia de atmosfera clara, podem ser vistos até 5 ou 6 grandes icebergs no litoral. Normalmente eles passam pelo local, em direção ao Atlântico Norte. Mas este iceberg, em especial, parece estar encalhado e possivelmente permanecerá no local por muitos dias, ainda.

O iceberg está nesta posição desde o dia 16 de abril.
Os icebergs são um perigo para a navegação marítima na região. Os navios tem que fazer grandes desvios, às vezes, para passar longe destes mamutes flutuantes.

Avião da Guarda Costeira dos EUA, em patrulha no Atlântico Norte.
Cerca de 616 icebergs já passaram pelas rotas de navegação, este ano, um acréscimo comparado aos 687 icebergs que passaram em todo o ano de 2016.

Paraná vai revitalizar rodovias estaduais


Cada um dos 10,2 mil quilômetros de rodovias estaduais deve passar por recapeamento em um programa que vai consumir R$ 2,3 bilhões.

As obras devem durar três anos, com destinação de R$ 750 milhões ainda em 2017. 

A primeira fase das restaurações foi dividida em 33 lotes, com maior parte das licitações a ser realizada ainda em abril. 

A recuperação do asfalto será mais profunda em 4,2 mil quilômetros, que receberão o sistema chamado CREMEP - Conservação e Recuperação Descontínua com Melhoria do Estado do Pavimento, que consiste na retirada da camada danificada e aplicação de uma nova. 

Os demais 6 mil quilômetros passarão por um recapeamento chamado COP – Conservação de pavimento.


Segundo a Secretaria Estadual da Infraestrutura e Logística, desde 2012 – quando foram aplicados R$ 660 milhões em recuperação de rodovias –, não se aplicava tanto dinheiro nesse tipo de obra. Mas o pacote anunciado agora seria ainda mais representativo analisando o conjunto de investimento que serão feitos no setor rodoviário, com a promessa de recuperação de toda a malha rodoviária estadual.

Investir em obras é uma das exigências como contrapartida para a venda de ações excedentes de empresas como Sanepar e Copel.


De acordo com o secretário estadual de Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a destinação de tamanho volume de recursos foi possível em função dos ajustes de contas feitos nos últimos anos. Também entraram na conta as já realizadas alienações de ações da Sanepar e as venda de ativos da Copel, previstas para um futuro próximo – ambas negociações autorizadas pela Assembleia Legislativa.

O secretário também destaca que, além dos recursos próprios, estão previstos investimentos em obras que dependem de financiamento. São R$ 1,7 bilhão com dinheiro do Banco do Brasil e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Fonte: Gazeta do Povo