Mostrando postagens com marcador Fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fotografia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Furacão Irma: fotos feitas pelo satélite GOES-16

Esta imagem composta, obtida em 15/1/2017, foi criada usando vários canais dos 16 disponíveis no Advanced Baseliine Imager do satélite GOES-16. Foto: NOAA
A Administração Nacional dos Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA pela sigla em inglês), divulgou fotos incríveis dos furacões Harvey e Irma, que assolaram o Caribe e os EUA nas últimas semanas.

As fotos foram obtidas pelas câmeras instaladas no satélite meteorológico de nova geração, GOES-16, equipadas com a Advanced Baseline Imager (ABI), instrumento que permite imagens com quatro vezes mais resolução do que os equipamentos anteriores.

As imagens são impressionantes:

Esta imagem geocolorida do GOES-16, mostra os furacões Katia (esq.), Irma (centro) e Jose (dir.),
 no Oceano Atlantico, em 7/9/2017.
Foto do dia 25/8/2017, feita pelo satélite GOES-16, mostrando o furacão Harvey ao alcançar
a Categoria 4, com ventos constantes de 210 km/h.
Imagem feita pelo GOES-16 ao anoitecer do dia 9/9/2017, mostrando o furacão Irma sobre
o estreito entre Cuba e Flórida e o furacão Jose sobre o Oceano Atlantico.
Furacão Irma fotografado pelo GOES-16 na tarde de 10/9/2017, sobre o sul da Flórida.

quarta-feira, 22 de março de 2017

A arte de fotografar a natureza


Eu gosto de tempestades. Sempre gostei, desde criança.

Mesmo quando navegava pelo mundo, sempre me encantei com a força da natureza.

As fotos a seguir mostram a arte de fotografar a Natureza em todo o seu esplendor.


Praia de Camboinhas, Região Oceânica de Niterói, RJ















Inspirador!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

High Voltage - 4ª Edição


A revista virtual High Voltage - 4ª Edição, já está no ciberespaço.

O conteúdo está excelente: bons artigos e fotos espetaculares. Vale a pena conferir.

http://revistahighvoltage.com.br/

sábado, 22 de agosto de 2015

Kodak - O Início da Era Digital e o fim da Película Fotográfica

Na década de 1970 a Kodak fatura bilhões de dólares/ano vendendo filmes.
Imagine um mundo onde a fotografia seja um processo lento, quase impossível de dominar com perfeição sem anos de estudo ou de aprendizado. 

Um mundo sem iPhones ou Instagram, onde uma empresa reinava com supremacia. 

Tal mundo existia em 1973, quando Steven J. Sasson, um jovem engenheiro recém-formado, foi trabalhar na Eastman Kodak.

Dois anos depois ele inventou a fotografia digital e construiu a primeira câmera digital.

Steven J. Sasson quando começou a trabalhar na Kodak em 1973.
O Steven Sasson, então com 24 anos de idade, inventou um processo que nos permite fotografar com telefones celulares, enviar as imagens ao redor do mundo em segundos e compartilhá-las com milhões de pessoas.  Este processo transformou a indústria fotográfica dominada por seu empregador e deu início a uma década de reclamações de fotógrafos apavorados com a possibilidade da extinção de sua profissão.

Assim que começou a trabalhar na Kodak, Sasson foi incumbido de uma tarefa de pouca importância: verificar se havia algum uso prático para um dispositivo de carga acoplada ou CCD (charge-coupled device), que tinha sido inventado alguns anos antes.

Ele solicitou a aquisição de alguns destes dispositivos e começou a avalia-los. O dispositivo constituía de um sensor semicondutor para captação de imagens formada por um circuito integrado que contém uma matriz de capacitores acoplados. Ele queria capturar imagens com o CCD mas não conseguia, pois os pulsos elétricos logo se dissipavam.

Para armazenar a imagem, ele decidiu usar o que naquele tempo era um processo relativamente novo, a digitalização, que é a transformação de pulsos elétricos em números. Mas a solução levou a outro desafio: armazená-los em uma memória RAM, para depois gravá-los numa fita magnética digital.

O resultado final foi como uma “máquina de fazer doido”  criada com a lente tirada de uma câmera Super  8, um gravador portátil, 16 baterias de níquel-cádmio, um conversor análogo/digital e dezenas de outros circuitos — tudo conectado em meia-dúzia de placas.

Primeira câmera digital do mundo. Pesava 3,6 kg e tinha somente 0,01 megapixels.
Só para comparação, é bom lembrar que o primeiro computador da Apple apareceu no mercado no ano seguinte!

Por si só a câmera foi um grande acontecimento, mas era necessário inventar um sistema para reverter o processo que pudesse tirar a informação digital da fita e torna-la algo que se pudesse ver em uma tela de televisão: uma imagem digital.

“Era mais que uma câmera,” disse Sasson. “Era um sistema fotográfico para demonstrar a ideia de uma câmera totalmente eletrônica que não usava filme, papel ou outros consumíveis para capturar e exibir uma imagem fotográfica.”

A câmera e o sistema de “playback” foram o início da era da fotografia digital. Mas a revolução digital não foi fácil na Kodak.

“Eles estavam convencidos que ninguém gostaria de ver suas imagens em um aparelho de televisão.”

Steven Sasson fez uma séria de demonstrações para executivos nos departamentos de marketing, técnico e de desenvolvimento de negócio. Depois para os chefes e chefes dos chefes. Ele levava a câmera para salas de reunião e demonstrava o seu funcionamento tirando fotos dos presentes.

“Levava somente 50 milissegundos para capturar a imagem, mas tomava 23 segundos para gravar na fita,” explica Sasson. “Eu tinha que tirar a fita, entregar ao meu assistente e ele colocava na unidade de playback”. 30 segundos depois, ela aparecia numa imagem em preto-e-branco de 100x100 pixels.

Ainda que a qualidade fosse ruim, Sasson explicava que a resolução poderia ser melhorada rapidamente à medida que a tecnologia avançava e que poderia competir no mercado consumidor contra as câmeras de filmes 110 e 135. Tentando comparar com o que já existia no mercado de dispositivos eletrônicos ele sugeria “pensar numa calculadora HP com lentes.” Ele chegou a mencionar o envio de imagens por linha telefônica.

A reação dos executivos da Kodak foi morna, para dizer o melhor.

“A imagem impressa em papel estava sedimentada no mercado consumidor por mais de 100 anos, sem qualquer reclamação. O custo era baixo, então por que alguém iria querer ver suas fotos na tela da televisão?,” argumentavam os incrédulos executivos da Kodak.

As maiores objeções vieram dos departamentos de marketing e de novos negócios. A Kodak tinha um monopólio virtual no mercado americano de fotografia e faturava alto em cada fase do processo fotográfico. Se você planejava fotografar o aniversário do seu filho provavelmente usaria uma câmera Kodak Instamatic, filme Kodak e lâmpadas de flash fabricadas pela Kodak. E depois mandaria o filme para ser revelado e impresso numa máquina Kodak, com produtos da Kodak e em papel fotográfico Kodak. A empresa dominava todo o processo!

Era um excelente negócio e não viam razão para mudar.

Quanto os executivos perguntaram quando a fotografia digital poderia competir com a fotografia analógica, a resposta de Steven Sasson foi de que ele estimava de 15 a 20 anos para que isto acontecesse. 
Os executivos não ficaram muito excitados com isto! 

Mas permitiram que ele continuasse com as pesquisas para desenvolver a câmera, a compressão de imagem e o cartão de memória.

A primeira câmera digital foi patenteada pela Kodak em 1978. Mas isto não foi divulgado para o público.

Em 1989, Steven Sasson e seu colega Robert Hills criaram a primeira câmera digital SLR que tinha a aparência e funcionava como as modernas câmeras profissionais de hoje. Tinha 1,2 megapixels, usava compressão de imagem, armazenada em um cartão de memória.  A câmera foi patenteada em 1991.

Primeira câmera digital SLR, inventado por Steven Sasson e Robert Hills em 1989.
Mas o departamento de marketing da Kodak não estava interessado. Disseram que poderiam vender a câmera digital, mas não o fariam, para não canibalizar as vendas de filmes.

“Quando construímos aquela câmera, o argumento estava superado,” afirma Steven Sasson. “Era só uma questão de tempo, mas a Kodak não quis entrar no negócio. A câmera nunca foi comercializada.”

De qualquer forma, até que a patente venceu em 2007, a câmera digital rendeu bilhões de dólares à Kodak, pois a empresa era a dona da patente – não o Steven Sasson – fazendo com que a maioria dos fabricantes de câmera digital pagasse à Kodak direitos para usar a tecnologia. Apesar de eventualmente fabricar e vender câmeras digitais para consumidores e profissionais, a Kodak nunca acordou para o mercado, até ser tarde demais.



Kodak DCS 460. Era vendida por US$35.000 em 1995!
“Cada câmera digital vendida tomava mercado de câmeras analógicas e nós ganhávamos muito dinheiro vendendo filmes,” comenta Sasson. “Este era o argumento. Claro, o problema é que eventualmente você não venderia mais filmes – e esta era minha posição.”

Hoje a primeira câmera digital feita por Steven Sasson em 1975 está em exposição no Museu Nacional da História Americana, do Smithsonian’s em Washington. 

Steven Sasson em 2010, com a câmera digital que inventou em 1975.
Em 2009 o presidente Barak Obama concedeu a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação a Steven Sasson – a maior honraria dos Estados Unidos a um engenheiro – numa cerimônia na Casa Branca.

Três anos depois, a Eastman Kodak pediu concordata.

A companhia saiu da concordata muito menor do que era, mas continua a operar, focada no mundo corporativo. Sua presença no mercado consumidor da fotografia, entretanto, é apenas uma sombra do que era.

sábado, 4 de abril de 2015

Fotografia . . . agora mais sério!

Foto por Claudia Roque
Que gostamos de fotografar, todos que me acompanham sabem disto. Eu e a Rô (a fotógrafa oficial da dupla) registramos nossas viagens, os momentos com amigos e familiares, nosso dia-a-dia em casa, com nossas gatinhas. Tiramos muitas fotos e gostamos de compartilha-las com os amigos.

Mas, a partir de agora, entramos no mundo mais sofisticado da fotografia amadora.

Comecei a fotografar em Janeiro de 1967. Na minha primeira viagem aos Estados Unidos comprei uma câmera Olympus 35mm. Usei por alguns anos, até ela ser furtada do automóvel do meu pai, numa viagem.

Em seguida comprei uma Olympus Trip 35 em 1972, quando estudava na Inglaterra. Fiquei com ela por 9 anos.


No dia 4 de Novembro de 1980 comprei uma Asahi Pentax K-1000. Vocês devem estar admirados com minha memória!
Explico: estava em Houston, Texas, instalando as câmaras de descompressão no convés com o meu navio (DPV Star Hercules). Neste dia havia uma promoção no setor de fotografia da Macy's, com descontos de 50%. Acontece que era, também, o dia das eleições presidenciais nos EUA, quando Ronald Reagan foi eleito. Como eu o admiro muito, guardei a data.


A Pentax K-1000 era uma excelente 35 mm, que permitia o uso de várias lentes. Durante os muitos anos que esteve comigo usei deste a grande angular e macro até uma excelente Zoom 300mm. Ela foi substituída pela primeira câmera digital que comprei, em 1998. Era uma Panasonic de 1.2 megapixel.

Tive várias câmeras digitais nestes últimos 17 anos. As mais recentes foram as Canon Powershot S1 e S2, Canon Rebel XTi e, desde 2013, a Canon Powershot S100.


Nesta nova fase começo com a Nikon D7000, acompanhada de 4 lentes: Nikkor 70-300mm VR FX, Nikkor 35mm 1.8G, Nikkor 18-105mm VR e a Sigma 17-50mm 2.8.


O equipamento foi recomendado pelo meu filho Marcus Roque, que é fotógrafo profissional.