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segunda-feira, 13 de março de 2023

Não deixe o "velho" entrar

 Não deixe o velho entrar

Um dia, Clint Eastwood estava jogando golfe com seu colega cantor e compositor de músicas country Toby Keith. Clint disse a ele que na segunda-feira seguinte ele faria 88 anos (agora tem 92). 

Toby perguntou o que ele iria fazer e Clint respondeu que começaria a gravar um filme na semana seguinte. 

Surpreso, Keith perguntou qual era sua motivação e Clint respondeu que todas as manhãs, quando ele se levantava, ele não deixava “o velho entrar”. 

Toby Keith ficou impressionado com a resposta e escreveu uma música sobre isso e a enviou para Clint, esperando que ele a usasse e ele o fez. Este vídeo é o resultado.


E lembre-se, “NAO DEIXE O VELHO ENTRAR”.
Assista em https://www.youtube.com/watch?v=nqx2HNh_Xxs&ab_channel=YellowMoon

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A idade não vem sozinha

 

Octacílio Mendes Roque (25/5/1916 - 15/1/2007)
Meu pai foi uma inspiração para mim de várias formas. Primeiro, pela sua integridade moral; uma pessoa incapaz de fazer qualquer coisa errada, não importando as circunstâncias. Nos educou com sentimento de patriotismo, respeito aos mais velhos e às instituições e ferrenha defesa de democracia.

Segundo, pela sua postura profissional: era um perfeccionista, que não admitia "lambança", como ele se referia a trabalhos mal feitos.

Durante o meu tempo de formação acadêmica na Marinha, tive oportunidade de ficar horas escutando meu pai relatando sua experiência de vida, durante as visitas que fazia em casa. Mesmo mais tarde, já adulto e exercendo posições de comando e alta gerência, continuava a escutá-lo, pois sempre acrescentava conhecimentos importantes. Tanto para a vida profissional como para a pessoal, é válido dizer.

Filho de família de classe média alta, perdeu seus pais muito cedo, quando tinha apenas 14 anos. Uma tia, que recebeu a tutela dele e de sua irmã, se apoderou de todos os bens deixados pelos meus avós. Mesmo assim teve uma excelente educação, como ex-aluno do Colégio Pedro II do Rio de Janeira e da antiga Escola Técnica Federal.

Trabalhou toda a sua vida em metalurgia. Foi Diretor do Depósito de Manutenção de Locomotivas da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Durante a Segunda Guerra Mundial recebeu a Medalha de Mérito pelo Esforço de Guerra, por ter conseguido manter as locomotivas funcionando, apesar da absoluta falta de componentes e sobressalentes importados. Ele e seus comandados construíam as peças, mesmo sem os desenhos técnicos necessários e mantinham rodando as locomotivas que transportavam o minério de ferro de Minas Gerais para o porto do Rio de Janeiro, onde era exportado para os EUA.

Gerente de Produção de uma importante empresa de montagens industriais nos anos 1970-1980, executou obras importantes no Rio de Janeiro, como a moderna fábrica dos cigarros Hollywood, da Souza Cruz, a maior cervejaria do Brasil, na época, da Brahma e a fábrica de café solúvel Dínamo, em Petrópolis, entre muitas outras.

Faleceu com quase 91 anos, de causas naturais. Homem extremamente independente, sobreviveu por 21 anos a prematura morte da minha mãe, vivendo em sua casa até seus últimos dias de vida.

Aprendi muito com meu pai, tanto nos seus acertos como nos seus erros. Um otimista permanente, sempre achava que o amanhã seria melhor do que o hoje.

Mas uma de suas expressões que me marcaram era quando dizia que "a idade não vem só!"

Claro, a idade traz menos vigor físico e fragilidade da saúde , em muitos casos. Mas o que incomodava mais o meu pai, na velhice, era o desrespeito e falta de consideração das novas gerações.

Uma pena que isto aconteça no Brasil. Convivi profissional e socialmente nos Estados Unidos durante décadas. O respeito aos idosos, chamados de "seniors", é evidente em todos os sentidos. 

Na minha experiência, os mais "jovens" ( e não estou me referindo a adolescentes!) acham que nossa bagagem de vida não tem importância e que eles sabem tudo; assim nossas histórias não são interessantes de ouvir. Tolinhos.

Uma das muitas coisas que descobri na vida é que há três formas de se aprender: com seus próprios erros, com os erros do outros e com muito estudo. Procurei, durante os meus 75 anos de vida, sempre aprender pelos dois últimos métodos. 

Mas isto sou eu!


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

14 anos do blog


Hoje completamos 14 anos de existência do blog.

Alguns dados:

Postagens: 2476

Comentários: 2231

Visitas: 1.546.914

Postagem com maior visualização (mais de 25 mil visitas): https://wilsonroque.blogspot.com/2010/04/instalando-poi-radares-no-gps-garmin.html




terça-feira, 19 de janeiro de 2021

O Blog comemora mais um ano de atividade

Foto de capa da nossa página no Facebook (arte de Marcus Roque)

Mais um ano se passou e continuamos firmes no nosso objetivo principal, que é compartilhar idéias, informação e conhecimento. A primeira postagem foi publicada em 19 de janeiro de 2008.

Até hoje foram feitas 2.392 postagens que mereceram 2.169 comentários de 1.467.363 visitantes de várias partes do mundo.

A postagem mais lida foi Instalando POI Radares no GPS Garmin publicada em abril de 2010, com mais de 25 mil visitas! 

A porta de entrada para o Blog mais utilizada foi o Google (307 mil), seguido pelo Facebook (305 mil).

O navegador mais usado pelos nossos visitantes é o Chrome (725 mil). O segundo lugar fica o Firefox (194 mil).

O sistema operacional preferido dos nossos visitantes foi o Windows (640 mil). O Android vem em segundo lugar com 324 mil.

Os países com a maior parte dos visitantes foram (o Blog tem mecanismo de tradução para todos os idiomas do Google):

  • Brasil - 1,1 milhão
  • Estados Unidos - 190 mil
  • Alemanha - 27 mil
  • Rússia - 21,4 mil
  • Portugal - 14,2 mil

MUITO OBRIGADO - THANK YOU - VIELEN DANK - BOL’SHOYE SPASIBO!

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Tempos desesperadores para os marinheiros presos pela pandemia

O Capitão de Longo Curso Jens Boysen em Hamburgo, em frente ao "Emma Maersk", um
dos maiores navios do mundo.
Hamburgo, Alemanha, 9 de julho de 2020.

O Comandante Jens Boysen desembarcou de um dos maiores navios porta-contêineres do mundo nesta quinta-feira, após 167 dias no mar. Durante este tempo ele atuou não apenas como capitão, mas também como médico, dentista, conselheiro psicológico e diretor de entretenimento para sua estressada tripulação.

Quase 200.000 marinheiros como Boysen estão presos a bordo de navios mercantes em todo o mundo, alguns por mais de um ano, porque as restrições de viagens devido ao coronavírus tornam quase impossível o rodízio das tripulações, de acordo com um relatório da Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU que controla as atividades marítimas no mundo.

As tripulações, que vêm de todo o mundo para guarnecer seus navios, sofrem o estresse mental de não saber quando poderão voltar para casa ao fim de sua missão e a situação piorou com a falta de acesso a tratamento médico.

O Comandante Boysen, capitão do “Emma Maersk”, disse que dois tripulantes do navio foram acometidos com dor de dente, mas não tiveram permissão para deixar o navio.
"Recebi aconselhamento médico virtual e depois extrai os dentes", disse Boysen, parado no cais em Hamburgo depois de se despedir de sua tripulação. "Parecia quase uma situação de guerra", acrescentou.

A IMO chamou a situação de "crise humanitária" e instituições do setor marítimo alertaram para um aumento no número de suicídios por marinheiros.


Detalhes do "Emma Maersk"
  • Comprimento: 397 m
  • Boca: 56 m
  • Calado: 16 m
  • Altura dos porões: 30 m, equivalente a um edifício de 10 andares
  • Capacidade: 15.000 containers ou 157.000 toneladas
  • Propulsão: 1 motor Wartsila 14 cilindros, 109.000 HP + 5 geradores Caterpillar 8M32 gerando 40.000 HP
  • Velocidade máxima: 25,5 nós (47,2 km/h)
  • Tripulação: até 30 oficiais e marinheiros; normalmente opera com 15 tripulantes
Tão perto, porém tão longe

Boysen, que é cidadão alemão, finalmente deixou o navio em Hamburgo na quinta-feira, junto com dois outros tripulantes. 

Ele já poderia ter desembarcado em abril, quando o seu navio esteve atracado em Hamburgo.

"Eu senti que era meu dever como capitão não deixar o navio primeiro, mesmo que eu realmente quisesse ver minha família", disse Boysen, que vive com sua esposa e três filhos perto de Flensburg, no norte da Alemanha.
"Esse foi o meu ponto baixo em abril, estar em Hamburgo e permanecer no navio, embora eu pudesse ver a cidade tão perto", acrescentou.

Para manter o ânimo da equipe, ele organizou torneios de karaokê, bingo e outras atividades a bordo.

Cerca de 90% do comércio mundial é transportado por mar 

Boysen disse que as autoridades de imigração e a comunidade marítima deveriam concordar com isenções nas medidas de bloqueio para os marinheiros, a fim de garantir que as tripulações possam ser trocadas e as cadeias logísticas preservadas.

“O público realmente não entende o que fazemos no transporte de cargas. Fazemos parte de uma cadeia logística que não é visível para a maioria das pessoas, mas fornece a maioria das coisas de que elas precisam.”

Agora o capitão, que acumulou uma grande quantidade de férias, não tem intenção de tirar apenas uma folga; ele ficará de férias até o final do ano!
"Eu realmente preciso de uma pausa com minha família."

(Reportagem de Michael Hogan e Jacob Gronholt-Pedersen - Reuters)

domingo, 14 de junho de 2020

Aeromodelismo e a pandemia do Covid-19


O nosso Clube fica em uma área rural. É super ventilado, com excelente exposição ao sol e temos regras para evitar a contaminação entre os Associados.

Vírus e bactérias fazem parte do planeta. Não temos como eliminá-los totalmente.

Aqui, no Paraná, por exemplo, o problema maior é o dengue, com quase 200.000 casos confirmados e 139 óbitos. Há casos em 343 municípios do estado e 237 estão em epidemia da doença.

No nosso Clube implementamos regras bem rígidas relacionadas ao Covid-19, em conformidade com as recomendações e legislação pertinentes do estado do Paraná e do município de Campo Magro, onde o clube está localizado.


Se todos os brasileiros cumprirem as regras básicas (usar máscara, distanciamento e higienização), venceremos esta batalha.

Que Deus nos abençoe e proteja.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Ser Jovem . . .


SER JOVEM.....

A juventude não é um período da vida; é um estado de espírito, um efeito de vontade, uma qualidade de imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez, um gosto da aventura sobre o amor ao conforto.

Não é por ter vivido certo número de anos que envelhecemos; envelhecemos porque abandonamos o nosso ideal.

Os anos enrugam o rosto, renunciar ao ideal enruga a alma.

As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são os inimigos que lentamente nos inclinam para a terra e nos tornam pó antes da morte.

Jovem é aquele que se admira, que se maravilha e pergunta, qual criança insaciável: e depois?

É aquele que desafia os acontecimentos e encontra alegria no jogo da vida.

És tão jovem quanto a tua fé; tão velho quanto a tua descrença. Tão jovem quanto a tua confiança em ti e em tua esperança; tão velho quanto ao teu desânimo.

Serás jovem enquanto te conservares respectivo ao que é belo, bom e grande; respectivo às mensagens da natureza, do homem, do infinito.

E se um dia teu coração for atacado pelo pessimismo e corroído pelo deboche, que Deus, então se apiede de tua alma de velho.

Autoria: General Douglas MacArthur (comandante das Forças Armadas Aliadas,no Pacífico, na Segunda Guerra Mundia), em 1945

sábado, 4 de janeiro de 2020

Empoderamento feminino

Capitão de Mar e Guerra Rosemary Bryant Mariner
A Comandante Rosemary Bryant Mariner foi a primeira mulher na Marinha dos EUA a ocupar um posto de combate como aviadora naval.


Serviu na U.S. Navy durante 24 anos, indo para a reserva em 1997 com mais de 3.500 horas de vôo em 15 tipos de aeronaves militares, incluindo o A-7 Corsair.

Durante sua carreira naval, ela serviu em 17 missões a bordo de porta-aviões da Marinha Americana.


1º Tenente Rosemary Mariner em 1976

Durante a Operação Desert Storm, na Guerra do Golfo, ela comandou o 34th Tactical Electronic Warfare Squadron, pilotando o EA-6B Prowler.
 
Capitão de Fragata Rosemary Mariner em 1991
Depois de ir para a reserva, ela trabalhou no Center for the Study of War and Society e foi professora de História na Universidade do Tennessee de 2002 a 2016.

Ela faleceu em Janeiro de 2019, depois de uma batalha de 4 anos contra um câncer no ovário.

Isto, sim, é empoderamento feminino!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

General Villas Bôas: um exemplo de militar e cidadão

General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas
Daqui a alguns anos, quando historiadores olharem para trás e se debruçarem sobre a derrocada do petismo e a ascensão de Jair Bolsonaro, talvez se faça justiça a um personagem desse período tão conturbado da política brasileira: o general Eduardo Villas Bôas, de 67 anos.

O comandante do Exército deixou o posto na quarta-feira (2), após quatro anos sendo a voz, olhos e ouvidos de uma força que reúne cerca de 220 mil militares. Entrou para história, literalmente, sem nenhum exagero. Há quem diga que fará falta pelas palavras de moderação e bom senso durante a recente crise política e econômica do Brasil.

Durante sua gestão, Villas Bôas demonstrou ser antes de tudo um legalista, defensor número um da Constituição Federal e das leis que garantem a democracia no país. Mostrou como se deve agir até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF), que vez ou outra dá seus tropeços ao tentar interpretar a carta magna.

Cabeça e ao mesmo tempo coração, o general gaúcho de quatro estrelas não se deixou levar por tentações autoritárias vindas da caserna e de meios políticos – de esquerda e de direita, é bom que se diga.

Em diversas aparições públicas, mesmo nos momentos mais graves da convulsão política que arrastou o país para a lama, Villas Bôas sempre refutou qualquer hipótese de intervenção das Forças Armadas que rompesse com a ordem democrática – e falava isso claramente, com todas as letras. Uso da força? Só em defesa da Constituição.

Leia também: “É triste que a população veja como alternativa uma intervenção militar”, disse Villas Bôas no auge da crise do governo Temer

Tinha o “corpo fechado” para qualquer sanha golpista num país que se acostumou ao longo da história a ver homens de coturno virando a mesa e interferindo de forma violenta nos rumos da nação. Ele não, jamais sujaria sua farda.

Com mais de 50 anos de carreira, Villas Bôas vivenciou todo o período que se convencionou chamar de ditadura militar (1964-1985). As feridas abertas pela desgastante luta contra um inimigo doméstico, com emprego de métodos de tortura e violação de garantias individuais, nunca cicatrizaram.

General Villas Bôas e General Hamilton Mourão, Vice-Presidente da República
As Forças Armadas jamais se conformaram com o julgamento moral da opinião pública que os transformou em vilões. Logo eles que, em 1964, atenderam aos anseios da sociedade por uma resposta militar ao suposto “perigo comunista” que ameaçava a democracia brasileira.

Os mesmos pedidos de intervenção que ecoaram pelas ruas das grandes capitais brasileiras de 2015 para cá. Mas o trauma deixado por 21 anos no poder permanecia vivo. Villas Bôas sempre soube que a solução para a crise não viria pelas armas e sim com uma vigilância profunda sobre as instituições e seus personagens. Essa era sua doutrina: “devemos ser protagonistas silenciosos”, disse o general em palestra, em março de 2017. E assim foi.

Portador de uma doença degenerativa no neurônio motor, que afetou sua capacidade de caminhar e até mesmo de falar, com dificuldades de respiração, Villas Bôas se manteve impávido no cargo até o último dia.

Os últimos meses e anos foram particularmente mais difíceis. Ele se viu obrigado a usar cadeira de rodas e um respirador auxiliar, equipamentos visíveis em cerimônias públicas.

Como era possível um comandante de tropas deixar transparecer tamanha fragilidade? Villas Bôas nunca ligou para vaidades. Como bom militar que é, pensava apenas em cumprir com o seu dever.

Nem por um momento cogitou desistir da última missão. “O que está em pé e muito vivo hoje é minha mente, além dos princípios e valores aprendidos no Exército desde a minha adolescência”, disse em entrevista à Folha de São Paulo, em janeiro de 2018.

Nascido em Cruz Alta (RS), Eduardo Dias da Costa Villas Bôas entrou para o Exército em 1967 e foi promovido a general quatro estrelas – o mais alto posto da hierarquia militar – em julho de 2011.

Quatro anos depois, pelo critério de antiguidade e pelas mãos da ex-presidente Dilma Rousseff, assumiu o comando do Exército Brasileiro – um cargo prestigioso, mas que nos últimos 30 anos havia perdido relevância diante da opinião pública.

A política no Brasil não ia nada bem. As jornadas de junho de 2013, quando milhares de brasileiros protestaram contra governos, políticos e partidos, abalando o centro do poder em Brasília, e a Operação Lava Jato, que a partir de 2014 expôs a corrupção brasileira de um modo nunca antes visto, já estava em curso. Havia uma agitação nas ruas.

Mas essas preocupações passavam ao largo dos objetivos de Villas Bôas no comando do Exército. Cuidar das fronteiras, equipar as Forças Armadas e atuar, quando necessário, no combate à violência urbana eram as prioridades elencadas pelo militar em entrevista à Rádio Gaúcha, em 2015. Mal sabia ele o que estava por vir.

A conturbada reeleição de Dilma, o processo de impeachment, a prisão de grandes políticos e empresários, e a condução coercitiva do ex-presidente Lula se seguiram e alimentaram um sentimento de indignação do povo brasileiro contra a corrupção que pedia, em protestos de rua, pela volta do regime militar.

No auge da crise que culminou no afastamento de Dilma, em 2016, coube a Villas Bôas o papel de apaziguar os ânimos daqueles que defendiam uma intervenção das Forças Armadas, a exemplo do que ocorreu em 1964. O general foi firme, disse que o Exército defendia “a manutenção da democracia, a preservação da Constituição e a proteção das instituições”. “Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. O emprego das nossas forças será sempre por iniciativa de um dos poderes [Executivo, Legislativo e Judiciário]”, afirmou, na ocasião.

Já no governo Michel Temer, os escândalos de corrupção entre auxiliares próximos do presidente, como o caso JBS, e tentativas de desmontar a Lava Jato, causavam desconforto na caserna. De tal modo que o até então desconhecido general Hamilton Mourão, auxiliar e amigo de Villas Bôas, tornou pública a insatisfação, em setembro de 2017.

“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, afirmou Mourão, durante palestra em uma loja maçônica. “Os poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução e essa imposição não será fácil, ela trará problemas”, prosseguiu o atual vice-presidente da República.

As declarações repercutiram mal entre os políticos e o comandante do Exército se viu obrigado a punir Mourão, afastando-o do cargo que exercia. Mas não sem antes contemporizar as declarações do colega de farda. Cinco meses depois, Mourão entraria para a reserva, numa cerimônia prestigiada por Villas Bôas.


A paciência do general com a crise chegava a seu limite. Em abril de 2018, na véspera do julgamento de um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia livrar o ex-presidente Lula da cadeia, o comandante do Exército fez postagens no Twitter que causaram rebuliço.

“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, indagou Villas Bôas. “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, completou.

Os tuítes foram interpretados como uma tentativa de intimidar os ministros do STF, para que não revissem o entendimento de que condenados em segunda instância judiciais devem começar a cumprir a pena imediatamente, caso de Lula, condenado duas vezes no caso do tríplex do Guarujá.

Àquela altura, mandar Lula para cadeia significava tirá-lo das eleições e atender ao anseio de boa parte dos brasileiros, que viam no ex-presidente petista a encarnação da corrupção na política.

Ameaçado ou não, o STF decidiu no dia seguinte, por 6 votos a 5, manter a prisão em segunda instância e recusar o habeas corpus, com as consequências que todos conhecemos.

Dois meses atrás, em entrevista à Folha de S. Paulo após a vitória de Jair Bolsonaro nas urnas, Villas Bôas deu a entender que pretendia “intervir” caso o Supremo livra-se Lula da cadeia. “Temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo”, disse. “É melhor prevenir do que remediar”, resumiu.

Entre os vários elogios dispensados aos militares na posse do novo ministro da Defesa e dos novos comandantes das Forças Armadas, na quarta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro dedicou uma fala especial ao general Villas Bôas.

Disse que o comandante do Exército era “um dos responsáveis” por ele ter chegado à Presidência da República, citando uma misteriosa conversa que ambos tiveram. “O que já conversamos fica entre nós”, disse Bolsonaro, demonstrando uma eterna gratidão que marejou os olhos do velho oficial.

General Villas Bôas com os olhos marejados, com os elogios do seu Comandante-em-Chefe
Oficiais, questionados sobre o real significado da fala enigmática de Bolsonaro, apenas disseram que ele queria se dizer agradecido pelo papel de Villas Bôas, recusando a ideia de tutela militar sobre o novo governo.

Com coragem, disciplina e fisioterapia, o general se manteve firme no comando do Exército até a despedida do posto. Passou o bastão para o colega de farda Edson Leal Pujol, de 63 anos. Militares presentes fizeram fila para cumprimentá-lo – um reconhecimento pelos incalculáveis serviços prestados à democracia brasileira.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Beber e dirigir: quando vamos aprender a não fazer isto?


Balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná relatou que nove pessoas morreram em acidentes nas rodovias federais que cortam o Paraná durante o feriado de Natal.

Além das mortes, a operação constatou que motoristas ainda insistem em beber e dirigir: a polícia flagrou um caso de embriaguez ao volante a cada 44 minutos, ou seja, um total 164 flagrantes entre sexta-feira (21) e o final da noite desta terça-feira (25).

A PRF registrou ainda 13.833 motoristas trafegando acima da velocidade máxima permitida. Um deles foi flagrado a 170 km/h em um trecho da BR-376 onde o limite é de 80 km/h, em São José dos Pinhais (PR).

Além das nove mortes, a PRF flagrou 157 feridos em acidentes nas rodovias federais que cortam o Paraná. Entre as causas das colisões fatais estão excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e desatenção.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Gasolina: afinal quem é o vilão?

Os impostos estaduais (ICMS) e federais (CIDE, Pis/Pasep e Cofins) representam 45% do preço da gasolina paga pelo consumidor brasileiro.

Ou seja, os governos ganham mais com a gasolina do que a Petrobrás, as distribuidoras e os postos de gasolina.

Mais uma vez milhões de brasileiros trabalhando para sustentar governos corruptos, incapazes e ineficientes. Até quando?

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Preferência do pedestre


No final de maio estaremos completando 2 anos de domicílio em Curitiba.
Gostamos muito de morar aqui.

Mas há algo que me incomoda muito nesta cidade: a falta de educação e cortesia no trânsito.

E o que me irrita mais é a buzinada histérica do veículo que vem atrás do meu, quando paro numa faixa de pedestre para que uma ou mais pessoas possam atravessar.

 Eis o que diz o Código de Trânsito Brasileiro:

  Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:

        I - que se encontre na faixa a ele destinada;
        II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;
        III - portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:
        Infração - gravíssima;
        Penalidade - multa.



Mas o idiota que buzina enraivecido com certeza não conhece o CTB!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Mortes no trânsito diminuem em SP



Mortes no trânsito em SP caem 7% e os acidentes, 16%.
Números mantêm tendência de queda observada desde 2015, mas óbitos de ciclistas aumentaram. 

Os números de acidentes e de mortes no trânsito da cidade de São Paulo tiveram queda no ano passado, segundo relatório anual da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgado nessa quinta-feira, 12. No caso dos acidentes fatais, a redução é de 7%, de 813 casos em 2016 para 762 casos em 2017. Já o total de acidentes com vítimas, incluindo mortos e feridos, caiu 16%, de 16.052 registros em 2016 para 13.483 no último ano.

Os números mantêm a tendência de queda nas mortes do trânsito na capital que vem sendo observada desde 2015. Entretanto, a variação porcentual foi a menor do período - em 2016, a queda havia sido de 13% e em 2015, de 20%.

O secretário municipal dos Transportes afirma que a diminuição do ritmo é “desafiadora” e indica a necessidade de “um refinamento das ações já tomadas para reduzir os acidentes”, uma vez que iniciativas de mais impacto já foram adotadas.

O ranking de acidentes ainda é liderado pela Marginal do Tietê. No mês passado, a CET já havia divulgado que as Marginais, vias que tiveram os limites de velocidade aumentados no ano passado, haviam tido aumento no número de mortes, somando 32 casos ante 26 registrados em 2016, na contramão do restante da cidade. A companhia argumentou que esse aumento era decorrente de ações de imprudência por parte dos motoristas.

Também na contramão dos resultados positivos, a CET apontou em 2017 um aumento do número de ciclistas mortos. O total subiu de 30 em 2016 para 37 no ano passado. É a única categoria em que houve aumento: no caso de motoristas e passageiros de veículos, motociclistas e pedestres, houve redução. O secretário pondera que se notou “aumento do número de ciclistas na cidade e esse modal passou a ter peso maior na matriz de mobilidade”. Além disso, afirma que, para este ano, a Prefeitura pretende buscar canais de diálogo para conscientizar a população sobre imprudências.
  

Os motociclistas estiveram envolvidos em 8 mil acidentes no ano passado, ou 49% do total de ocorrências com vítimas. Eles responderam por 311 mortes, 39% do total. Para fazer o levantamento, a CET usa dados próprios, da Secretaria da Segurança Pública e da rede hospitalar da capital paulista.

Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 5 de abril de 2018

terça-feira, 13 de março de 2018

Conhecendo uma lenda viva: Gloria Tramontin Struck

Eu e Gloria Tramontin Struck, na 77ª  Daytona Bike Week
Tive o grande prazer de conhecer pessoalmente uma pessoa fantástica, verdadeira lenda vida do motociclismo: Gloria Tramontin Struck.

Ela estava acompanhada da filha e da neta, no estande do artista plástico David Uhl, que eternizou sua mais famosa fotografia, em óleo sobre tela.

Gloria e sua neta, com a pintura de David Uhl, feita a
partir de uma foto tirada em 1951.
David Uhl, o quadro da famosa fotografia e Gloria, quando
estava com 86 anos.
A famosa fotografia: Gloria Tramontin em 1951,
Gloria estava autografando o seu livro de memórias, Gloria - A lifetime Motorcyclist - durante a 77ª  Daytona Bike Week e tive a oportunidade de conversar com ela por alguns momentos.


Gloria Tramontin Struck, autografando meu livro.

Muito lúcida e com um humor impecável, ela nos disse que aos 93 anos ainda pilota sua Harley-Davidson sempre que tem um oportunidade. 

Confidenciou-nos, também, seus planos para quando completar 100 anos de idade: fazer a travesia de New York a Los Angeles numa Harley-Davidson (e não será em um Tri Glide!!!), em companhia da filha e da neta.

Parabéns, Gloria, por todo o seu ânimo e disposição. E que Deus lhe proteja e abençoe.