quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!

Desejo a todos os amigos e aqueles que me acompanham, aqui, os melhores votos de que 2010 seja um ano de muita Paz, Saúde, Amor e Alegria.
Que Deus os proteja e abençoe.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Os 10 Melhores Video Clips sobre Motociclismo

Os melhores video clips com músicas ligadas ao motociclismo, de acordo com Mark Poesch, colunista da DC Motorcycle Travel Examiner, dos Estados Unidos. Vale a pena ver todos. O número um, com certeza é Steppenwolf com "Born to be Wild". Confiram, aqui.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Multas indevidas serão devolvidas aos motoristas

Em seu site na internet, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), do Rio Grande do Sul, oferece um link para que motoristas descubram se foram multados indevidamente na rodovia Caxias do Sul-Vacaria (BR-116) entre 1º de julho de 2000 e 14 de novembro de 2002. Segundo decisão da Justiça Federal, mais de 65 mil autuações irregulares foram aplicadas no período por controladores eletrônicos (pardal) instalados entre o bairro Galópolis, em Caxias, até a divisa com Santa Catarina. A criação do link (Edital Judicial nº 5352471) foi uma determinação da juíza Adriane Battisti, da 1ª Vara Federal de Caxias do Sul. A magistrada entendeu que os pardais que operavam na região estavam irregulares pela falta de convênio com o antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), pela ausência de critérios técnicos na instalação e de sinalização adequada aos condutores. A juíza determinou ainda que o Estado devolva os valores já pagos pelos motoristas com juros de 0,5% ao mês, além de correção monetária. Para receber o dinheiro, os condutores deverão ajuizar ações individuais de cobrança na Justiça Federal. Os valores das multas aplicadas variam entre R$ 127,69 e R$ 574,61. Não há cálculos do total em dinheiro a ser devolvido aos motoristas. O Ministério Público Federal (MPF) do município ingressou com a ação civil pública em 2000.

Usando os pneus do carro corretamente

Vídeo bem interessante, onde um especialista ensina a maneira correta de substituir os pneus do seu carro. video

domingo, 27 de dezembro de 2009

Merchant Navy Hotel - O fim de uma era


Estava fazendo uma busca na internet, referente ao Hyde Park, em Londres e lembrei-me do tempo que morei no Merchant Navy Hotel, enquanto estudava em Londres.

Em 1972, eu servia no Projeto BRA-54 da Marinha do Brasil e da ONU (UNDP e IMO), que construiu o CIAGA - Centro de Instrução Almirante Graça Aranha.

A Marinha selecionou um grupo de Oficiais, que foram enviados ao Reino Unido para fazerem cursos de pós-graduação em áreas específicas. Eu fui o primeiro deles a seguir para a Inglaterra, tendo estudado Técnica de Transporte Marítimo e Administração e Operação de Portos e Terminais Marítimos, no British Transport Dock Staff College, na University of Wales e no Thurrock Technical College.

O Merchant Navy Hotel, que ficava no número 19 da Lancaster Gate, junto ao Hyde Park, era um hotel típico, todo decorado com motivos navais e que servia, principalmente, como hotel de trânsito para os oficiais que passavam por Londres. Naquela época, Londres ainda era um dos maiores portos do mundo e tinha recentemente inaugurado o terminal de containers de Tilbury.

Pois bem, ao pesquisar sobre o hotel, descobrí que foi fechado no final de 2002, quando, pela última vez, a bandeira da Marinha Mercante Britânica foi descerrada, exatamente às 12:00 do dia 22 de Dezembro.

Lembro-me bem do Jervis Bay Room, a enorme sala de estar do hotel, assim chamada em homenagem ao S/S Jervis Bay. Este navio, no início da Segunda Guerra Mundial, foi transformado num navio mercante armado (6 canhões de 152 mm e 2 canhões de 76 mm) e atuou como escolta em comboios de navios, entre Halifax, no Canadá e portos no Reino Unido, através das àguas do Atlântico Norte, infestada de submarinos alemães.

O Jervis Bay foi afundado pelo cruzador alemão Admiral Scheer, em 5 de Novembro de 1940, depois de uma batalha em que conseguiu defender, com sucesso, os 37 navios mercantes que faziam parte do comboio sob sua responsabilidade. 125 tripulantes morreram no naufrágio, inclusive seu comandante, o Capitão de Longo Curso Edward Fergen.

O Merchant Navy Hotel ficava num local muito bem situado, na parte norte do Hyde Park, próximo do famoso Speaker's Corner. Dava para ir à pé em vários pontos interessantes de Londres, inclusive no Piccadily Circus, Soho, toda a parte glamorosa da cidade.

Nos sábados e domingos a calçada norte do Hyde Park se tranformava num museu de artes, a céu aberto. Centenas de artistas plásticos expunham alí suas obras, que eram penduradas nas grades que circundam o parque.

Eu costumava percorrer grande parte da calçada, apreciando as telas e esculturas, passava pelo Speaker's Corner para ver o que falavam, alí, e depois seguia para um dos muitos museus existentes em Londres.

Ainda no Hotel: nas noites de sexta-feira, um senhor bem idoso, que era o pai da gerente do "pub" existente lá, fazia uma espetáculo de gaita de foles escocesa. Ele era um Sargent Major reformado, de um dos Batalhões de Guarda da Rainha, e, com o uniforme de gala do batalhão, tocava o instrumento com muito talento. Eu ficava sentado no "pub", tomando minha Guinness e comendo "fish n' chips" enquanto apreciava aquele espetáculo, no melhor estilo da tradição militar britânica.

É, fiquei muito triste em saber que o hotel fechou e o velho prédio foi derrubado para a construção de um edifício de apartamentos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Meu Presente de Natal

Meu presente de Natal, este ano, foi entregue com antecedência,  na noite do dia 23 de Dezembro, ontem.

Meu filho me ligou e com um tom de voz muito alegre, perguntou se eu estava tomando meu Jack Daniel's com gelo e água-de-côco. Minha resposta foi negativa: estava terminando um livro, emprestado do meu amigo, Capitão Maccori.

Meu filho então falou que era para eu preparar uma dose e que me chamaria, de novo, dentro de poucos minutos.

Com o Jack Daniel's preparado, sentado no sofá da sala e com o telefone na mão, esperei a ligação. Estava curioso, mas bem tranquilo, pois o tom de voz do Marcus indicava ser uma notícia muito boa.

Bingo! Não deu outra! A notícia é que serei avô de novo. Meu neto Kiko vai ter um irmão ou uma irmã, chegando em meados de 2010.

Imediatamente depois de cumprimentar meu filho e minha querida nora Cláudia, entrei em contato com o Dr. Emmett "Doc" Brown. Para aqueles que não se lembram, o Doc Brown é aquele famoso cientista, retratado fielmente no filme "De Volta ao Futuro".

Tomei de empréstimo sua câmera fotográfica do futuro e conseguí uma foto da minha neta (eu sei que vai ser uma menina!) no dia de Natal de 2012.

Como vocês podem ver, tem todas as características da família Roque.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal - Feliz Ano Novo



Que o Natal seja de Paz.
Que o Ano Novo traga Saúde e Prosperidade.
Que sua Caminhada pela Vida deixe um Rastro de Muito Amor.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Segurança na Pilotagem - Mitos e Fatos

Mito número 1: "Evite usar os freios dianteiros, por que você será lançado por sobre o guidão"

Fato: Na realidade, o freio dianteiro é responsável por 60 a 70% da capacidade de frenagem de uma motocicleta. Numa freagem de emergência, o centro de gravidade da motocicleta se desloca para frente, criando um maior valor de aderência do pneu dianteiro, evitando que este pneu trave e perca sua capacidade de frenagem (a não ser que o freio tenha sido aplicado de forma exagerada). Outra consequência desse deslocamento é a redução na aderência do pneu traseiro. Com a ação de frenagem na roda dianteira, o pneu traseiro, mesmo que travado, não moverá a motocicleta lateralmente, permitindo-a que continue em linha reta.

Mito número 2: "Acelere na curva, para recuperar o controle"

Fato: A maneira mais segura de se fazer uma curva é diminuir a velocidade antes de iniciá-la. A aceleração deve ser retomada já no final da curva. Aplicando o acelerador durante a curva, quando a motocicleta está inclinada, pode resultar em perda de tração no pneu traseiro e consequente derrapagem. O mesmo efeito ocorre se o freio traseiro for aplicado excessivamente numa curva.

Mito número 3: " Acelere, se a motocicleta começar a 'balançar'"

Fato: Na realidade, o piloto deve reduzir gentilmente a aceleração, jogar o corpo para frente (para mover o centro de gravidade) e diminuir a velocidade gradualmente. Ainda que a aceleração possa, num primeiro momento, diminuir o "balanço" da motocicleta, quando ocorrer a seguinte oscilação, esta provocará uma instabilidade lateral muito mais pronunciada. Freagem brusca também alterará as características da suspensão e provocará perda de controle da motocicleta.

Atitude
Seus pensamentos e opiniões são guiados por sua capacidade analítica. Desenvolver a atitude correta é tanto fundamental como crucial numa pilotagem segura.

Fonte: Motorcycle Safety Foundation

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Almirante Tamandaré -

Domingo passado, dia 13 de Dezembro, comemorou-se o Dia do Marinheiro. Este dia foi escolhido, por ser a data do nascimento de Joaquim Marques Lisboa, gaúcho de Rio Grande e o maior nome da Marinha brasileira, conhecido como Almirante Tamandaré.


Um amigo me enviou, ontem, cópia do pronunciamento do Capitão-de-Fragata (RM1) Rafael Lopes de Matos, na Câmara Municipal de Pomerode, SC, conhecida como a cidade mais alemã do Brasil.


Num momento em que vemos a total desmoralização dos homens públicos brasileiros, envolvidos numa corrupção institucionalizada onde os maus são a regra e os bons a exceção, compartilho o texto com vocês.

Pronunciamento em 7 de Dezembro de 2009
Câmara Municipal de Pomerode, SC
Tema: A Contribuição da Marinha do Brasil na Sedimentação dos Valores Nacionais.


Exmo. Sr. Vereador Reimund Viebrantz, Presidente desta Câmara Municipal;


Senhores Vereadores, Senhoras e Senhores.


Quero, em primeiro lugar, agradecer ao Presidente desta Câmara Municipal, pela distinção que me concede em ocupar esta Tribuna pela segunda vez neste ano, desta feita para falar da minha Instituição Marinha do Brasil, na abertura das comemorações da “Semana da Marinha”, que se inicia hoje e se estenderá até o próximo dia 13 de dezembro, data do aniversário de nascimento do nosso patrono, Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, e que se convencionou chamar “Dia do Marinheiro”.

O que pode parecer um tanto incompreensível para o mundo civil, em um tempo marcado não só pela inversão, mas pela subversão de valores, pela ausência e, principalmente, pela indiferença às celebrações cívico-culturais, a reverência aos símbolos nacionais, aos vultos históricos e às datas significativas do calendário das nossas Instituições, constitui, para nós militares, a sublimação das nossas crenças mais elevadas e o estaiamento das nossas sagradas tradições.


O papel da Marinha do Brasil na construção da Pátria brasileira, enquanto Nação soberana no contexto internacional, confunde-se com a própria História Nacional, ao verificarmos a decisiva participação do Poder Naval nos mais graves momentos da vida nacional, como na consolidação do processo político institucional da nossa Independência; na defesa da integralidade do nosso território nas guerras travadas com Estados vizinhos, no sec. XIX; no advento da República; nas duas Grandes Guerras mundiais; na presença efetiva na redentora e vitoriosa Contra-Revolução de março de 1964, até alcançar os nossos dias, nesse limiar do sec. XXI.


Da verdade extraída da assertiva que “a História é a mestra da vida”, pode-se assegurar que felizes os povos cujas Histórias registram a passagem de figuras humanas cuja retidão de caráter, integridade moral e conduta irrepreensível possam servir de inspiração e modelo às gerações que se sucedem.
A História Militar brasileira, e a História Naval em particular, tem o privilégio de registrar em seus anais a existência do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, que mereceu de seus pôsteres o tributo de tornar-se Patrono da Marinha do Brasil e de ter sua data de nascimento celebrada como o “Dia do Marinheiro”.


Joaquim Marques Lisboa nasceu em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 13 de dezembro de 1807, de família pouco abastada e desde cedo demonstrou seu pendor pela vida no mar, acompanhando seu pai em suas atividades profissionais como Prático do Porto.


Em 1823, aos 16 anos, embarcou como voluntário, na Fragata “Nictheroy”, tendo como “quebra-sal” a participação nas primeiras operações da Esquadra nos combates pela consolidação da Independência, em especial da notável e histórica perseguição à frota portuguesa de 71 navios, da costa da Bahia à desembocadura do Rio Tejo, em Portugal.


Depois de passar pelas duras provas de desempenho em combate, em 1824, ingressou como Aspirante na Academia Imperial dos Guardas-Marinha, interrompendo, no ano seguinte, o curso de formação de Oficiais para participar das lutas pela pacificação da Confederação do Equador e das guerras civis nas Províncias do Maranhão e do Pará. De 1825 a 1828, participou ativamente da Guerra da Cisplatina, onde foi feito prisioneiro das forças argentinas. Durante a prisão, amotinou-se e com a bravura só encontrada nos homens do mar, tomou um navio inimigo e com ele continuou a combater na defesa dos interesses brasileiros.


Entre 1830 e 1836, participou da pacificação da Província de Pernambuco, na revolta da “Setembrada”; lutou contra revoltosos nas Províncias do Ceará, Bahia e contra a “Balaiada”, na Província do Maranhão, em 1839. Em 1848, participou da luta para conter a denominada revolução dos “Praeiros”, em Pernambuco, comandando a vitoriosa Divisão Naval dos Imperiais Marinheiros.


Em sua carreira de Oficial, comandou diversos navios da Armada Imperial, exercendo também, e concomitantemente, vários cargos administrativos e de estado-maior. Foi Comandante da Divisão Naval do Rio de Janeiro – núcleo do hoje Comando-em-Chefe da Esquadra; Inspetor do Arsenal de Marinha e membro efetivo do Conselho Naval do Império. Foi o grande mentor da reorganização e modernização da Marinha, adaptando-a para a navegação com propulsão a vapor.


Foi promovido a Chefe-de-Divisão, em 1852; a Chefe-de-Esquadra, em 1854, e a Vice-Almirante, em 1856, recebendo, em 1860, o título de Barão de Tamandaré. Em 1864, foi nomeado Comandante-em-Chefe das Forças Navais do Rio da Prata e, nessa condição, participou das campanhas contra Aguirre, no Uruguai, demonstrando em combate suas invulgares qualidades de liderança no cerco a Paissandu e no bloqueio a Montevidéu; e no comando da heróica e vitoriosa esquadra aliada na Guerra do Paraguai, cargo que exerceu até dezembro de 1866, quando foi substituído por motivo de doença. Em 1865, em plena guerra, foi elevado à condição de Visconde; em 1867, ao posto de Almirante; em 1887, a Conde, e, por fim, em 1888, a Marquês de Tamandaré.

O Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1897, aos 90 anos de idade, após dedicar integralmente 67 anos da sua vida à Marinha e ao Brasil.

Seus restos mortais foram transladados tempos depois para o Rio Grande do Sul, onde se encontram sepultados sob a proteção das figueiras seculares do Complexo Naval da cidade do Rio Grande, sua terra natal.
Em uma carreira militar-naval, vivida dos 15 aos 82 anos, Joaquim Marques Lisboa não foi imortalizado apenas por seus feitos navais. Foi, também, pela sua firmeza de caráter; pelo devotamento absoluto à profissão; pela probidade em seus atos públicos e particulares; e pela franqueza de suas opiniões que o destacaram em nossa História.

Reconhecido e homenageado ainda em vida, quando assediado para ingressar na vida política, por seu carisma e brilhantismo, seu conceito de dedicação contínua à Pátria não o permitiu confundir-se com os jogos de poder de sua época, respondendo aos seus interlocutores, com a humildade que caracteriza os grandes Chefes: “Sou marinheiro e outra coisa não quero ser”.

Valorizando-se o homem por aquilo que faz e por aquilo que pensa, transcrevemos o conceito de honra externado por Tamandaré em suas memórias:
“Honra é a força que nos impele a prestigiar nossa personalidade. É o sentimento avançado do nosso patrimônio moral, um misto de brio e valor. Ela exige a posse da perfeita compreensão do que é justo, nobre e respeitável, para elevação da nossa dignidade; a bravura para desafrontar perigos de toda ordem, na defesa da verdade, do direito e da justiça.
Este sentimento está acima da vida e de tudo quanto existe no mundo, porque a vida se acaba na sepultura e os bens são transitórios, enquanto que a honra a tudo sobrevive”.

Por seus méritos, e tão-somente por eles, o Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, foi escolhido Patrono da Marinha do Brasil, como exemplo e guia de todas as gerações de marinheiros, tanto do passado, quanto do presente, cuja alvura dos uniformes a simbolizar e a refletir o caráter de quem os enverga, sinaliza que sua honra está imortalizada e sobrevive, por tudo o que representa.

A participação pessoal de Tamandaré em quase todos os eventos de conformação do nosso País, enquanto Nação soberana, teve influência direta e inquestionável no curso da História Nacional. Seus feitos na crueza da guerra, o espírito marinheiro inquebrantável, o conceito de honra e sua envergadura moral incomparável, obtiveram o reconhecimento dos brasileiros e o alçaram ao pedestal de herói da Pátria.

Nesta data, quando são iniciadas as comemorações da “Semana da Marinha”, e, mais especialmente no próximo dia 13 de dezembro, “Dia do Marinheiro”, data em que a Marinha de hoje reverencia a Marinha de sempre, cada um de nós, militares da Marinha do Brasil, deve carregar dentro de si o máximo orgulho de bem servir ao nosso País, buscando situar-se à altura do legado daqueles que, desde a Guerra da Independência, vêm construindo a Instituição que logramos herdar e à qual temos o máximo orgulho de pertencer.

Por oportuno, nunca será demais lembrar àqueles que não sabem, quer por justificado desconhecimento ou por desprezível ironia, que para nós, uma vez na Marinha, marinheiros sempre seremos, na justeza das nossas obrigações, deveres e prerrogativas.

Na Ativa, na Reserva, reformados ou mortos, somos por todo o sempre militares da Marinha do Brasil.



Assim tem sido. Assim será.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Nova HD Point

A nova sede da HD Point Motocicletas foi inaugurada, sábado dia 12, em grande estilo.

Os proprietários Adilson Altrão e Ivens Branco, com toda a equipe, recepcionaram harleyros e amigos no novo endereço: Rua Pernambuco 18, Bairro dos Estados, Balneário Camboriú, SC. O endereço fica na esquina da Av. do Estado, entrada principal da cidade.

Ao som de um puro Rock & Roll, excelente churrasco e chope artesanal da Schornstein (de Pomerode), a nova HD Point foi apresentada ao mercado.

As novas instalações oferecem uma oficina bem espaçosa, lavação, área de vendas de acessórios e peças (futuramente vendas de motocicletas novas e usadas, me disseram), um bar temático, além de uma área de recreação, no mezzanino, equipada com uma mesa de bilhar profissional, com conexão de internet sem fio.

Algumas fotos:

Área de Vendas de Peças e Acessórios, com o bar ao fundo e o mezzanino.


Detalhe do Bar Temático



Vista da área de Peças & Acessórios


Oficina


Oficina, com a lavação à direita.


Área de Entretenimento, no mezzanino.


Vista da fachada do prédio, no dia da inauguração.



Fotos da inauguração estão disponíveis no site da HD Point.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

NATAL, CONSUMISMO, POLÍTICA E O MEIO AMBIENTE

Outro dia eu estava conversando com meu filho sobre o Natal.
Eu  não gosto do Natal. Não sei por que. Simplesmente não gosto.

Acho o Natal, hoje, muito diferente do que era no meu tempo de criança ou adolescente. E deixei de gostar.

Peraí, não precisa chamar o SAMU e internar-me num hospício. Pelo o que eu pesquisei, milhões de pessoas no mundo ocidental, também não gostam do Natal.
Recebí, hoje, uma mensagem de um amigo, encaminhando a opinião de outra pessoa, que não conheço, mas que pensa muito parecido comigo. Compartilho com vocês.


A conhecida frase “me engana que eu gosto”, se tivesse atingido seu objetivo, na essência da inspiração com que foi criada, poderia, talvez, ter contribuído pra questão do meio ambiente.


Poderia, também, ter evoluído pra alguma coisa parecida com “eu me engano e gosto”


Nós, brasileiros, classe média, espectadores da destruição do planeta, vivemos contemplando os fatos, as notícias, os acontecimentos.


Sabemos tudo sobre o assunto, estamos sempre atualizados.. Um navio que derramou petróleo em tal lugar, um incêndio noutro, desmatamento, poluição.


Quando nos juntamos, então, seja em qualquer lugar, comentamos, “horrorizados”, o absurdo de tudo isto.


Mas, dificilmente, você vai ouvir, nestes encontros, alguém perguntar o que podemos e devemos fazer pra ajudar. Sabem por quê? Porque “nos enganamos” e acostumamos com isto.


“Me engana que eu gosto” é uma maneira banal e disfarçada de admitirmos que não temos capacidade de reverter uma situação, para a qual contribuímos, e que nos afeta diretamente.

Quando gastamos água em demasia, quando jogamos óleo de fritura no ralo da pia, sacolas plásticas no lixo ou simplesmente “CONSUMIMOS” sem parar, não aceitamos que isto contribui pra destruir o meio ambiente. Somos hipócritas.

Alguns dizem “é questão de educação” referindo-se sempre aos “outros”.


É mais ou menos, como o político corrupto, eleito com muitos votos, porém, “Ninguém votou nele”, ou seja; ninguém admite que votou nele. Mas ele está lá, eleito, soberbo, e corrupto.


Experimente discutir a questão do meio ambiente numa roda de amigos. Experimente discutir a questão do lixo em casa com sua esposa ou na empresa onde trabalha. Experimente discutir a questão do consumo exagerado e preste atenção no que ouvirá como resposta.


Ninguém se sente “forte” suficiente pra influenciar alguém nesta questão. Bem, eu quero tentar!


O Natal está chegando, dizem, os “estudiosos do assunto”, que 25 bilhões de reais serão gastos com presentes que ninguém vai utilizar. Roupas, adornos, brinquedos, enfeites, etc., que serão largados no fundo de algum armário por muitos e muitos anos.

Os economistas ficarão eufóricos, o comércio muito mais. Os índices de crescimento serão demonstrados, analisados e comparados com outros índices.


Milhões de sacolas e embalagens plásticas sofisticadas serão largadas no lixo ou nos ribeirões. Milhões e milhões de reais serão gastos inutilmente. E a justificativa será o Natal. É isto o Natal?


Para mim o Natal é a festa da família com Jesus. Reunimo-nos, oramos e agradecemos a Deus por tudo que nos deu.


Não vou comprar presentes. Vou substituí-los por abraços, beijos e muita alegria.

Vou ceiar com minha família e pedir a Deus que olhe por ela e por todos meus amigos.
Feliz Natal a todos.

Texto de Roberto Nunes

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Falência Motivacional

O presidente mundial da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, o homem que tirou a Nissan da falência e é considerado o Henry Ford do século 21 diz o seguinte: "A única coisa que faz a diferença é a motivação.. Se você perder a motivação, aos poucos você perde tudo".

O próprio pensamento de Henry Ford nos traz à tona a importância do caminho que escolhemos com foco em motivação e atitude quando disse: "Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você estará certo".

Uma empresa nunca quebra hoje. Quebra cinco anos antes.
Não é falência financeira, é falência motivacional.

Vivemos num mundo onde o futuro não é uma repetição do passado.

Lamentavelmente, algumas pessoas ainda continuam com a cabeça no século 19 apesar do corpo estar no século 21. As certezas de hoje se tornarão os absurdos de amanhã.

Os motivados enxergam oportunidades nas dificuldades... Os desmotivados enxergam dificuldades nas oportunidades!
Os positivos fazem... Os negativos reclamam.

Motivação não é cesta básica, não é festa de final de ano... Motivação é coisa séria, é ciência e quanto mais competitividade, quanto mais feroz uma economia, mais ousadas serão as ações de marketing e mais importância ganha a motivação humana.

Desde que o mundo é mundo passamos por duas situações, ou seja o bem e o mal. A escolha entre ser otimista ou pessimista é de cada ser humano e construirá toda uma estrada em que ele irá trilhar.

82% das maiores empresas do mundo vieram do "absolutamente nada", vieram da garra de seus fundadores, do compromisso destas equipes de trabalho que acreditaram no seu talento, no seu modelo de ação e construíram a sua grande diferença em relação aos outros no mercado.
Apenas 18% foram heranças de uma geração para outra.

Lembrem-se da história do burro que movimenta o carro, enquanto seu dono fica balançando uma cenoura à frente do seu nariz. O dono do burro pode estar indo aonde deseja ir, mas o burro está correndo atrás de uma ilusão. Amanhã só haverá outra cenoura para o burro.

O que faz a diferença entre ricos e pobres, no mundo, é a maneira de se pensar e o plano de ação após idéias que podem ser maravilhosas desde que colocadas em prática... Caso contrário elas irão se juntar no cemitério de milhões de idéias que "iriam" revolucionar o mundo. Iriam, porque não saíram do papel ou siquer do pensamento.

A questão é:
O que você está fazendo com suas idéias?

O que faz com os seus pensamentos?

Como anda o planejamento de sua vida e de seu trabalho?

Lembrem-se: A vida é curta e a estrada é longa . . .

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Excesso de Confiança

Reproduzo, aquí, o relato da harleyra americana Diana Green, que tem ensinamentos muito importantes para pilotos novatos e experientes.

Como uma caloura em motociclismo, eu sempre fui muito cautelosa em não superestimar minhas habilidades. Também fui cautelosa em manter a mesma filosofia em mente, quando comprei minha primeira Harley. Com um centro de gravidade bem baixo, a Harley-Davidson Super Glide oferece uma estabilidade que faz com que seja muito fácil esquecer que eu tinha sómente 3 anos de estrada, e não 3 décadas. Minha confiança aumentou rápidamente e minhas habilidades melhoraram ao mesmo tempo. Eu rodei 16.000 km no primeiro ano com minha nova Harley e meus amigos diziam que eu já era um piloto completo. Foi até sugerido que eu fizesse o treinamento para Road Captain.

Minha primeira reação foi dizer que eu não me sentia preparada – eu não tinha a experiência que isto necessitava. Eu havia pilotado numa rodovia movimentada sómente uma vez, nunca havia feito uma viagem longa e nunca havia enfrentado sérios desafios na estrada. Assim, fiz meus planos para o verão e consegui quase tudo que tinha planejado, para aumentar minha habilidade na pilotagem.

Em meados de Agosto, as aulas estavam para começar e vários professores vieram para uma semana de treinamento. Eu ia para a escola na minha Harley, todos os dias. Em um deles, minha reunião terminou mais cedo e eu tinha um intervalo longo para almoço, assim resolví montar em minha motocicleta e dar uma volta pelas estradas secundárias e comer um sanduíche num lugar que eu havia ouvido falar.


Não estando muita familiarizada com o caminho, perdi a saída para a lanchonete que procurava. Assim, tive que seguir para o próximo cruzamento e fazer uma volta rápida . . . ops, um pouco rápido demais! A roda da frente saiu da pista e entrou na grama, o guidão virou abruptamente e eu deixei a motocicleta fazer o que queria. Eu sabia que não podia domar uma Harley de mais de 300 kg! Por sorte, um jovem que vinha dirigindo pela estrada naquele momento, parou e me ajudou a colocar a moto em pé. E foi suficientemente discreto para regressar para seu carro e seguir sua viagem, sem muitas perguntas.


Aí, a motocicleta não dava partida. Bem, parece que eu tinha mesmo feito uma besteira grande. Não sómente eu deixei minha auto-confiança ultrapassar minhas habilidades mas, agora, estava parada no meio de lugar nenhum, sem ferramentas, com as pedaleiras desalinhadas, um retrovisor solto e a Harley não queira “pegar” (por sorte, nada estava realmente quebrado). Honestamente não sei o que fiz, mas fiquei virando a chave para um lado e para outro, até que o sinal de erro no display sumiu e conseguí dar partida no motor.


Chega de passeio. Chega de lanche. Eu voltei vagarosamente para a escola, com o “rabo entre as pernas”, meu ego arrasado e me culpando por ter sido tão relaxada. Eu sempre fui tão cuidadosa enquanto pilotava, mantendo minha atenção permanentemente no que fazia. Que completa idiota!


Coincidentemente, naquela mesma semana, o presidente do nosso HOG veio falar comigo, para convidar-me oficialmente para o treinamento de Road Captain.

Aí ele disse algo que me fez pensar se ele tinha mais sabedoria do que aparentava. Ele falou, "você é um piloto muito bom, mas não vá além de suas habilidades. Excesso de confiança levará qualquer um a cometer erros, não importa quão experiente seja."

Eu respondí, "pode deixar, eu sei muito bem disso…”


Acho que todos nós já passamos por situações muito parecidas ao ocorrido com a Diana Green.


Eu, com certeza, já passei!


Quando alguém tem excesso de confiança, alguma coisa acontece e pega você de surpresa.” Neil Armstrong, astronauta americano e primeiro homem a pisar na superfície lunar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

RIC - Registro de Identidade Civil

O Estado de Santa Catarina foi escolhido para ser a primeira Unidade da Federação a implantar o RIC - Registro de Identidade Civil.

O gerente do Instituto de Identificação Civil e Criminal de SC, Carlos Augusto Thives de Carvalho, disse em uma entrevista, ontem, que o registro representa a adoção de um número único para cada cidadão brasileiro. Hoje cada estado emite um número para identificar o cidadão, o que pode resultar em até 27 carteiras de identidades para a mesma pessoa, todas válidas.


Carlos Carvalho informou que Santa Catarina deu o passo inicial para adotar a nova identidade, ao se colocar à disposição do governo federal para ser o primeiro estado a emitir o RIC. A nova identificação deverá começar em 2010 e deve estar concluída, para todos os catarinenses, até 2011.

O Governo Federal espera que 150 milhões de pessoas tenham sido recadastrados no RIC, até 2017, neste projeto que contempla um documento único de identificação para todos os brasileiros.

O RIC será a “nova carteira de identidade”, no qual estarão presentes o número do seu RIC, além de todos seus outros documentos (CPF, PIS, CNH, Título de Eleitor, etc).

Semelhante a um cartão de crédito o documento contém um "chip" que armazenará todas as informações a seu respeito, como altura, impressões digitais, etc.
O uso de "chip" para identificação já é bastante comum em cartões de bancos, pois além da praticidade, também conferem mais segurança às transações bancárias.

O RIC foi instituído pela Lei 9.454 de 7 de Abril de 1997 e foi viabilizado através de um investimento de 35 milhões de dólares feito pelo Governo Federal em 2004, na aquisição do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (o AFIS, do inglês Automated Fingerprint Identification System). Este sistema foi repassado ao Ministério da Justiça, que é o responsável pela identificação dos cidadãos, através da Polícia Federal.


Segundo as autoridades, um registro único confere mais praticidade na confecção de novos documentos e na identificação dos cidadãos. Com ele, você poderá retirar uma nova via de qualquer documento em qualquer estado da Federação, com a garantia de manter os mesmos dados e também o mesmo número de documento.


Através do número do seu Registro de Identificação Civil, dados e informações referentes a todos os seus documentos podem ser acessados rapidamente, o que também deve agilizar o processo de disponibilização de novos documentos. Ou seja, ao invés de ter que informar seu número de CPF, RG, título de eleitor e tantos outros documentos que existem, apenas uma única sequência numérica dará conta de tudo que é preciso saber acerca de sua identidade civil.


Também faz parte do projeto RIC a implantação de um documento único (e não somente um registro único). Isso significa que não será mais preciso carregar uma série de documentos, mas apenas um deles.

O RIC será feito de policarbonato de alta resistência, semelhante aos de bancos ou de cartões de crédito, com um chip contendo informações civis (número dos documentos) e de seu biótipo (cor de olhos, altura, impressões digitais, etc.).

Para confeccionar o seu RIC, serão coletadas suas impressões digitais através de um escâner (não será mais preciso sujar os dedos!), fotografia e assinatura digitais, além dos dados do biótipo citados acima. No cadastro constarão os números de todos os documentos que você possui e todas estas informações estarão dentro do "chip" presente no novo documento.
Seus antigos documentos de papel ou plástico ainda continuarão a valer normalmente, mesmo após a retirada do Registro Único de Identificação Civil, até porque a retirada do novo documento é facultativa, segundo a Polícia Federal. Ou seja, o novo cadastramento será realizado com todos os brasileiros, mas o novo documento só terão aqueles que desejarem.


Ainda segunda as autoridades, o RIC apresentará mais segurança contra falsificações, pois segundo o Ministério da Justiça, o "chip" evitará fraudes.


Além da segurança presente neste dispositivo, o documento único será confeccionado sob medidas de segurança avançadas, em um documento de seis camadas, com impressão com tintas especiais sobre fundos complexos, além de contar com "marca d’água", o que tornaria a falsificação algo extremamente difícil ou quase impossível.


A principal vantagem do RIC será a praticidade conferida por um registro único, que nos livrará de ter que informar várias sequencias númericas, referentes aos vários documentos que somos obrigados a ter, no dia-a-dia (RG, CNH, Título de Eleitor, PIS, etc.). Com o RIC, sómente este número será informado, em qualquer situação.

Outra vantagem do RIC é a obtenção de segunda via. Quem mora fora do estado de origem e já precisou tirar novas vias de seus documentos, sabe os problemas que estão envolvidos. Como o RIC será federal e concentrado em Brasília, você poderá solicitar a segunda via em qualquer ponto do território brasileiro, inclusive nas embaixadas brasileiras no exterior.

A segurança, entretanto, é um dos pontos altos do RIC. O "chip" e a maneira como o documento será fabricado e emitido garante a autenticidade das informações. Além disso, uma série de códigos e sua fotografia em tamanho menor, no verso, cria mais obstáculos a possíveis falsificadores.

A impressão a laser, num cartão de policarbonato preparado especialmente, evitará que o RIC se desgaste ou se quebre com facilidade. Este tipo de impressão não é possível de ser removido com produtos químicos e, além de ajudar a proteger contra fraudes, garante a durabilidade e a legibilidade do documentos.

Fonte: Departamento da Polícia Federal.

sábado, 21 de novembro de 2009

Mudanças na HD Point

Estou em Canoinhas, SC, onde viemos participar do II Cyclesul Moto Casais, um evento muito bom, organizado pelo Jacson Padilha. Eu havia participado do Moto-Maçã Casais, em Fraiburgo, e gostei muito. Daí a decisão de participar deste evento, também.

Aquí encontramos muitos dos amigos e companheiros que participam desses encontros mais dirigidos para um motociclismo mais familiar, com a participação dos casais.

Alguns desses amigos e companheiros me fizeram perguntas sobre o que estava acontecendo com a HD Point.

Para respondê-los, temos que voltar ao início de 2007, quando fui convidado para um churrasco no Hotel Fischer, em Balneário Camboriú. Lá, conhecí meu anfitrião, o Ricardo Maccori, um harleyro de mais de 30 anos de experiência, com cerca de 11 anos de carreira no Exército Brasileiro, como oficial do 2o. Batalhão de Guardas, em S.Paulo.

O Maccori foi para a reserva no posto de Capitão, tendo uma tremenda experiência como motociclista de escolta de vários Presidentes da República.

Neste churrasco estavam alguns amigos de estrada, que haviam ido, juntos, ao Encontro Internacional de Punta del Este, no Uruguai.

A idéia do churrasco era discutir as necessidades que nós, proprietários de Harley-Davidson no litoral catarinense (municípios de Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí), tínhamos.

Ainda que fôssemos um grupo pequeno, este grupo estava crescendo, com vários motociclistas fazendo a transição de motos japonesas para as Harleys.

Naquela ocasião, estávamos órfãos, no que diz respeito à manutenção de nossas máquinas. Não havia uma oficina especializada na marca, há menos de 60 quilômetros de distância.
O Maccori se propos a abrir uma oficina, onde o espírito de camaradagem e de ajuda mútua fôsse o tema principal.

Eu ponderei que a oficina poderia ser um pouco mais do que isto: um verdadeiro ponto de encontro de Harleys. Até sugerí o nome, que inicialmente foi HD Meeting Point e, depois, simplificado para HD Point.

E assim nasceu a HD Point.

Quase 3 anos e alguns sócios depois, a HD Point tem sua presença firmemente ancorada na comunidade Harley de Santa Catarina, sendo conhecida por toda a região Sul e Sudeste.

Entretanto, no final de Setembro, começamos a ouvir notícias sobre mudanças de rumo. Vontade de expandir, aumentar as atividades, procurar desafios maiores, com a mudança da loja/oficina para um imóvel maior, com ênfase nas atividades sociais e de lazer dos clientes.

A proposta do Adilson Altrão e do Ivens Branco, os outros dois sócios da HD Point, nesta direção, não tiveram eco na vontade do Maccori de manter a idéia original, ou seja, o espírito de uma "old garage".

A cisão era inevitável. Em meados de Outubro o Maccori informou aos seus sócios a decisão de sair, o que foi concretizado no início de Novembro.

Assim, temos uma HD Point sem o Maccori.

Já circula a notícia da inauguração da nova HD Point, em novo endereço, para o dia 12 de Dezembro.

Como amigo de todos os envolvidos e, particularmente, do meu camarada Capitão MacCori, fico com sentimentos mesclados. 

De um lado, contente em ver a HD Point procurando crescer para suprir nossas necessidades, como proprietários de motocicletas Harley-Davidson, com instalações maiores, com mais acessórios e peças e uma área de lazer e entretenimento maior.

Por outro lado, fica difícil pensar na HD Point sem a presença marcante do Maccori que, tenho certeza, será sentida pelos muitos amigos que tem.

O futuro nos dirá o que vai acontecer com a HD Point.

O Altrão e o Ivens tem uma oportunidade e uma responsabilidade de peso em suas mãos. Vamos torcer para que dê certo, pois nós, proprietários de Harley-Davidson do litoral, precisamos de um atendimento à altura de nossas motocicletas.

Esperamos, também, que o Maccori não tenha decidido tomar uma aposentadoria antecipada. Ele é ainda muito jovem para isto e queremos tê-lo na nossa comunidade como uma participação atuante, que é sua marca registrada.

A nova HD Point, a ser inaugurada dia 12 de Dezembro, fica situada na Rua Pernambuco 18, uma esquina da Av. do Estado, no acesso principal de Balneário Camboriú. Os telefones e site na internet continuam os mesmos.

sábado, 31 de outubro de 2009

Home Sweet Home

Depois de 23 dias on the road, estou de volta à casa.
Foram algumas semanas muito agradáveis.

Passei uns dias com meu filho e família, em Niterói e depois fui para os Estados Unidos, especificamente na Flórida.

Lá, visitei meus, agora, ex-colegas nos escritórios de Jacksonville e de Miami, com quem trabalhei nos últimos 20 anos (10 deles na terra do Tio Sam).

Passei alguns dias em Ocala, que considero minha "home away from home" e onde tenho grandes amigos, que foram meus vizinhos durantes os meus anos de expatriado.

A cidade continua muito bonita e o condomínio, onde morei, está cada vez melhor. Agora, na entrada do condomínio tem 2 grandes supermercados ( Winnie Dixie e Publix), uma grande drogaria (Walgreens), além das pequenas lojas que sempre acompanham estas âncoras.

Toda a região da SR 200 (State Road 200, que cruza a cidade de NE para SW) está bem urbanizada e, como sempre, com 3 faixas de rolamento em cada direção e velocidade máxima de 50 milhas/hora (80 km/h). Uma tremenda diferença para as nossas avenidas, normalmente com limitações bem mais reduzidas, de 50 ou 60 km/h.

Outro detalhe interessante, que mostra as diferenças entre nossos mundos: outro posto dos Bombeiros foi construído próximo ao condomínio. Por causa disso, o prêmio dos seguros residenciais foram reduzidos em quase 40%.

A cidade de Ocala é umas das "All American Cities", um programa de avaliação da qualidade de vida das cidades americanas, que reconhece as comunidades que oferecem excelência nos serviços prestados aos seus cidadãos. O tempo médio de atendimento de emergência (polícia, bombeiros, ambulância), no Condado de Marion (o equivalente a um município), onde está localizada a cidade de Ocala, é de 3 minutos. Isto mesmo, não foi erro de digitação, três minutos desde que uma pessoa chama o 911 (número de emergência) e a chegada de um veículo no local. Qualquer local. Em qualquer parte do Condado.

Mas, pela primeira vez desde que conheço os Estados Unidos (e conheço desde 1967), ví os meus amigos americanos preocupados com a situação econômica do país. Preocupações que são normais no nosso mundo "em desenvolvimento", como aposentadoria, atendimento médico e plano de saúde e desemprego, são, hoje, assunto das conversas diárias.

Um dos meus maiores amigos e ex-vizinho lá, é um Oficial de Polícia aposentado, de uma cidade da região de Detroit. Ele me mostrou um artigo na revista Time, sobre o que está acontecendo na cidade que era conhecida como a Capital Mundial do Automóvel. De uma população de 2 milhões de pessoas, nos anos 60, a cidade tem hoje cerca de 900 mil habitantes, dos quais 30% desempregados. Os impostos recolhidos pela municipalidade já não é suficiente para cobrir o custo dos serviços básicos, como educação, recolhimento de lixo e segurança pública. 70% dos homicídios não são solucionados. Os funcionários públicos estão se desdobrando para atender a todos, com um quadro de funcionários reduzido, pela baixa arrecadação.

Interessante, que ainda à pouco eu ví um artigo na Veja.com, sobre a violência no Rio de Janeiro. Aquí, no nosso país e numa das maiores cidades da nação, 96% dos homicídios não são solucionados.

Enfim, minha estadia na Flórida foi muito agradável, pelo carinho manifestado pelos meus ex-colegas de trabalho, ao se despedirem de mim em função da minha recente aposentadoria.

Foi ótimo rever meus amigos, curtir a cidade onde passeis anos memoráveis, com visitas a quase todas as revendas Harley-Davidson da região central-norte da Flórida.

Com certeza voltarei no próximo ano.

sábado, 10 de outubro de 2009

Férias ou Aposentadoria?

Estou em Niterói, na casa do meu filho, curtindo a família e o neto.

O Kiko (meu neto), que não nega a linhagem, adora motocicleta e aviões. Espero que tenha o mesmo gosta por navios . . .mas isto vamos ver mais tarde. Com isto, tenho me divertido muito com êle, que fica muito mais agarrado comigo, nesta visita.

Eu continuo surpreendido com a facilidade com que ele interage comigo, ainda que tenha alguma dificuldade em se comunicar. É que ele ainda usa, algumas vezes, aquele idioma alienígena que só as crianças sabem falar.

Ele gosta de pilotar a moto que ganhou de presente do outro avô (a propósito, também Comandante da Marinha, aposentado/na reserva), no seu segundo aniversário. O interessante é que só faz isto devidamente equipado e com seu capacete. É de pequeno que as noções de segurança são alicerçadas.

Para mim, ainda parece que estou de férias. Não sentí, ainda, que estou de "pijama". Vamos ver quando "cai a ficha"!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu tenho Harley e daí?

Algumas razões para ter uma Harley (segundo o João Luiz Zucoloto e com a minha total concordância):
  • Elas não são uma imitação de nada, mas sim, elas próprias.
  • Existem milhares de acessórios disponíveis, para que você possa fazer a sua Harley exclusivamente sua.
  • Mesmo uma Harley velha, tem um bom aspecto. Aliás, não existe uma Harley "velha". Existem Harleys antigas . . .
  • Todo mundo reconhece uma Harley.
  •  Você não pode ouvir músicas sobre Suzukis,Hondas ou BMWs. Já Harleys . . . 
  • Você pode fingir que é um Hell's Angel no fim-de-semana, e então voltar à sua vida real nos dias úteis sem ir para a cadeia.
  • Uma velha Harley em um depósito vale mais do que uma Honda nova.
  • Quando você diz que está indo limpar a moto, o seu cônjuge sempre saberá onde você está, e não tem que se preocupar.
  • Ela pode fazer com que você sorria, mesmo num mau dia.
  • Mantêm policiais perguntando-se se você é um Hell's Angel ou quem será sob as roupas?
  • Mesmo uma pequena Harley é uma grande moto.
  • Você não tem que se vestir como um JASPION para andar de Harley.
  • Você pode usar uma touca Harley e não fica ridículo. Alguém vai perguntar: Onde comprou?
  • Contrariamente às motos esportivas, você não precisa visitar seu ortopedista após andar de Harley durante mais de 20 minutos.
  • Você nunca precisará sair e comprar um vibrador.
  • Você sempre tem alguma coisa para falar com os outros pilotos Harley.
  • Você sempre pode encontrar uma peça para qualquer parte Harley, não importa quantos anos ela tenha.
  • Elas têm apenas um carburador para ajustar. As mais recentes, nem isso.
  • Elas estão sempre em grande estilo.
  • Harleiros têm sempre alguma coisa para falar em festas.
  • Você pode pilotar outras motos em Daytona ou Sturgis, mas, para quê?
  • Mulheres que pilotam Harleys, têm olhar sexy, confiante e independente.
  • Limpar sua moto é um ato de amor, não uma obrigação.
  • Harleiros tem uma vida sexual melhor. VERDADE! ( desculpe aí!, mas mentiroso também tem – ih ih ih).
  • Harleiros são reconhecidos mundialmente. Basta você usar uma touca ou camiseta em qualquer lugar do mundo e alguém vai se aproximar e conversar com você sobre a sua moto.
  • As pessoas podem argumentar interminavelmente sobre as vantagens técnicas e a ergonomia das outras motocicletas, mas quando tudo foi dito, o Harleiro sobe na sua moto e sai com um sorriso.
  • Harleiro sempre têm uma coisa útil para emprestar a alguém.
  • Harleiro aprende a dizer "não" cedo, para as pessoas que pedem a moto emprestada. Esta habilidade é útil quando se lida com vendedores e crianças.
  • Harleiros sempre viram as cabeças das pessoas, ao passar por uma da cidade.
  • Você nunca está solitário. Uma família instantânea surge quando você compra uma Harley.
  • Harleiros não têm de se preocupar com as suas motos se tornando obsoletas pelo modelo do próximo ano.
  • O Casamento dá mais certo quando você tem uma Harley, porque o marido estará demasiado preocupado com a moto para se preocupar com outras mulheres. E a mulher sempre saberá quando ele não está em casa... Ele estará na garagem, limpando ou polindo.
  • Quando alguém pergunta "O que você pilota?”. Você não tem de explicar o que é uma GSR783ATF-I. Você simplesmente diz: “Uma Harley”.
  • Quando as pessoas perguntam "Será que não existe uma lista de espera?", Você pode dizer-lhes "Sim, eu esperei 33 anos e nove motos japonesas".
  • Harleys não precisa de vendedores.Elas se vendem.
  • Harleys antigas mantem as rodovias devidamente lubrificadas.
  • Você sempre sabe onde os carros com alarmes estão, no seu bairro.
  • Se alguém não virar a cabeça, quando você passar, você sabe que ele ainda está com inveja.
  • Harley faz estórias!!! as outras você troca de ano.
  • Quer viver, ande de moto. Quer conviver, ande de Harley.
  • Uma Harley com o paralama amassado,um tanque riscado ou uma pedaleira soldada não é defeito,  são cicatrizes.
  • Harley é Harley. As outras . . .bom, as outras são cloners ou genéricas.
  • Tem gente que diz que esta ou aquela marca são melhores do que a Harley e onde é que eles se encontram??? Nas festas das Harley's!!!
  • Você conhece alguem com uma tatuagem de marca de motocicleta, que não seja Harley?
  • Policial Rodoviário pára as Harleys nas estradas...só para perguntar se você é amigo de siclano ou fulano!
  • O escapamento do motor de uma Harley produz som. As outras, só barulho.
  • Tem gente adulta que diz até hoje: "quando eu crescer, vou comprar uma Harley!"

Bom chega por hoje!!! Que vou andar de Harley, que me fortalece o corpo e alegra minha alma!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Só um lembrete do Quintana . . .

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira . . .
Quando se vê, já terminou o ano . . .
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais."

Mário Quintana

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Turbilhão de Emoções II - O Relato

Aposentar-me foi, realmente, um evento marcante na minha vida.
Desde os 17 anos (quando entrei na Marinha, como Aspirante)  até anteontem, dia 30/9 (quando me aposentei), nunca parei de trabalhar ou de ter uma atividade remunerada e com responsabilidade.

Ainda como aluno numa escola militar, eu recebia um soldo e tinha a responsabilidade equivalente, que era severamente cobrada por meus superiores e professores/instrutores.

Durante o tempo como militar e como Oficial da Marinha Mercante, sempre trabalhei com uma carga de responsabilidade acima do equivalente cronológico. Explico: quando me formei, nos Anos Dourados da década de 1960, o Brasil estava em pleno desenvolvimento, com crescimento de dois dígitos (é, já tivemos uma época assim . . . ).

O Poder Marítimo Brasileiro cresceu exponencialmente e nosso país tornou-se um dos líderes, tanto na construção naval (chegamos a ser o 2º maior do mundo) como no tamanho da frota.

A Escola não conseguia formar Oficiais em número e tempo necessários para atender a demanda que os novos navios traziam. Daí, minha geração teve uma carreira muito rápida, chegando a postos de chefia e comando muito jovens, ainda. Isto nos exigiu uma maturidade precoce, dada a responsabilidade que assumimos.

Depois, quando deixei o mar e vim para terra, comecei já em cargos de gerência e de diretoria, outra vez carregados de muita responsabilidade.

Por isso, ao conscientizar-me de que ia me aposentar, tive uma sensação de perda. Ainda que a decisão tenha sido tomada com bastante antecipação, foi necessário muito controle emocional para conduzir o processo com tranquilidade.

Começamos a preparar o plano de transição ainda em Abril, com os colegas que iriam assumir minhas responsabilidades nomeados em Maio. Demos continuidade ao plano, que foi cumprido em sua integridade, dentro dos prazos determinados. O fato destes colegas serem, também, bons amigos facilitou muito a transição, é claro.

No final de Agosto, as atividades da companhia na Região Sul já estavam sendo conduzidas pela equipe de gerentes que assumiriam o comando total da Região, a partir de 1º de Outubro. Fui, então, iniciando o processo de desaceleração.

Mas bem no meio de Setembro, as coisas começaram a acontecer num rítmo bem intenso. Tudo começou com uma festa surpresa, que a companhia, meus colegas e colaboradores prepararam em minha homenagem. Nesta festa, comemorou-se meus 20 anos na empresa e a minha iminente aposentadoria.
As fotos completas estão aquí.

A partir daí, foi uma corrente de almoços e jantares de homenagem e despedida, além dos preparativos para a passagem efetiva do comando das operações da Hamburg Süd, na Região Sul, para os meus colegas.

Além de ligações telefônicas e mensagens eletrônicas recebidas de, praticamente, todas as partes do mundo, os amigos motociclistas também se juntaram nestas comemorações, como pode ser visto no site da HD Point, de Balneário Camboriú.

Bom, agora oficialmente aposentado, depois de mais de 45 anos entre Marinha do Brasil, Marinha Mercante do Brasil e empresas internacionais de navegação, saí da Ponte de Comando, saudei a Bandeira Brasileira e descí a escada de portaló, pisando terra como um verdadeiro paisano.

Como disse um colega motociclista que aprendí a respeitar e que é um companheiro de Marinha (serviu 10 anos como Fuzileiro Naval), repetindo o que ouviu de seu Comandante, ao passar para a reserva: "Não se desanime tanto com essa porta que está fechando, porque tenho certeza de a porta que vai se abrir te trará outras alegrias, que serão tão importantes quanto as que teve aqui."

Obrigado, Wolfmann. Tais palavras, vindas de um Fuzileiro, tem peso ainda maior.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Turbilhão de Emoções

O título desta postagem, cópia do título de um antigo filme em preto-e-branco, retrata bem o que eu estou passando nestas últimas semanas, razão pela falta de postagens no blog.


Explico: Depois de mais de 45 anos de atividade profissional (incluíndo meu tempo de serviço na Marinha do Brasil e na Marinha Mercante Brasileira) e 20 anos de serviço no Grupo Hamburg Süd, estou entrando no universo dos aposentados . . .

Muitas homenagens recebidas (ainda bem, UFA!), contatos com amigos e colegas de muitos anos, no Brasil e no exterior, onde vivi/trabalhei por 10 anos, muitos almoços/jantares de despedida, os dias passam como vendavais.

A data oficial é amanhã, dia 30/09. Depois conto como foi esta maratona . . .

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Radares em frente aos postos da Polícia Rodoviária Federal

Recebí este alerta de um amigo: A Imprensa ainda não noticiou... As Polícias Rodoviária Federal e Estadual estão implantando RADARES EM FRENTE AOS SEUS POSTOS EM RODOVIAS. Muitos de nós não passam em frente aos postos na velocidade permitida (na maioria o limite é de 40 km/h), e só saberemos que fomos multados quando a multa chegar em casa. Segundo o que pude apurar, os radares ainda não estão funcionando nas rodovias de Santa Catarina, mas serão ativados dentro de pouco tempo. Recomenda-se cautela e redução de velocidade, ao passar em frente aos postos.

sábado, 12 de setembro de 2009

Gramado, pela Rota do Sol

O PHD Zuco (João Luiz), de Curitiba, sugeriu passarmos o feriadão de 7 de Setembro em Gramado.


A proposta agradou em cheio, especialmente por ser feriado também no dia 8, em Curitiba. Assim os curitibamos poderiam curtir mais tempo na serra gaúcha.

Nós, de Balnéario Camboriú, tivemos que extender o feriado, por conta própria.
Começamos por procurar acomodações e, outra vez por sugestão do Zucoloto, o Hotel Sítio Quero-Quero de Gramado foi o escolhido.

Bem localizado, próximo da Av. das Hortência e praticamente ao lado do Museu do Automóvel Hollywood. As cabanas são muito confortáveis, com lareira e calefação e um café-da-manhã de primeira classe.


Combinamos que sairíamos de Balneário Camboriú no sábado, dia 5/9. O pessoal de Curitiba já desceu a serra na sexta-feira e, à noite, nos encontramos na Sanduicheria da Ilha, na Av.Atlantica, para jantarmos e combinarmos os detalhes da viagem.

Tínhamos no grupo duas Ultra Glides, uma Road King, uma Softail Deluxe e uma Heritage. Aconteceu que o André Zaldana, filho do Julio e da Daura, veio de Belo Horizonte de avião, deixando sua Fat Boy nas Minas Gerais. O jeito foi utilizar a Virago 1100 do Júlio, que ainda estava na garage. Com uma Virago no grupo, tivemos que rever o planejamento de paradas para reabastecimento, dada a menor autonomia da Virago em relação às Harleys. Nenhum trabalho, já que meu GPS nos ajuda rapidamente nesta tarefa.

Como carro de apoio ia o sr. Mário e a Dona Neide, pais da Silvana e sogros do Adão.
O outro objetivo da viagem, além da ida específica a Gramado via Rota do Sol, era aproveitarmos bastante o passeio e conhecer a Rota do Sol. Daí não havia uma programação rígida de tempo dispendido em cada parada. Ficávamos o tempo que queríamos. Sem estresse.

Já no jantar da Sanduicheria da Ilha, observou-se que o grupo era bem homogêneo e que a viagem seria muito agradável.

Do grupo de PHDs de Balneário, só fomos eu/Rô e o Sergio Colodel/Márcia. Alguns outros PHDs também planejavam participar mas tiveram problemas de encontrar hospedagem em Gramado. Outros, já tinham compromissos com outras viagem. 

Praticamente toda a turma viajou, tendo um grupo ido para São Paulo, outro para Londrina e vários em outras viagens das mais variadas. Deixamos Balneário Camboriú livre para os visitantes . . .

O pessoal de Curitiba ficou hospedado no Hotel Gumz, em Balneário, hotel do nosso amigo PHD Pimentel, muito bem localizado entre a Av.Atlantica e a Av.Brasil.

De lá, depois do café-da-manhã, saímos por volta das 07:30 de sábado.
O dia estava muito bonito, com sol e temperatura muito agradável.
Na BR-101, até o pedágio de Palhoça (o último na direção sul), o trânsito estava tranquilo.

Depois, começam os trechos ainda em obra de duplicação, intercalados com aqueles já concluídos.

Como o volume de tráfego (especialmente caminhões) não era muito grande, não tivemos dificuldades em manter uma velocidade média razoável.

Fizemos a primeira parada para reabastecimento no posto BR na altura da SC-437, no acesso a Imbituba. A velocidade média do trecho foi de 81 km/hora. O segundo trecho foi até Araranguá, onde chegamos às 11:15, com uma velocidade média de 76 km/h. Muitas obras, constantes desvios na pista. Reabastecimento rápido e seguimos para Sombrio, SC, onde paramos para fazer um lanche, por volta do meio-dia. Depois de reabastecer as motocicletas mais uma vez, continuamos pela BR-101 até Terra de Areia, RS, onde tomamos o acesso para a Rota do Sol (RS-453) e subimos a serra, passando pelo Parque Estadual de Aratinga, de paisagens belíssimas.

Paramos no Posto Charrua, no topo de serra, para outro reabastecimento (o último até Gramado). O trecho completo foi de 115 km, com uma velocidade média de deslocamento de 65 km/hora.

Saímos do posto, continuando pela Rota do Sol até o cruzamento com a RS-020, em direção de Canela/Gramado.

Os primeiros 10 quilômetros da RS-020 (cruzamento com a Rota do Sol, em direção a São Francisco de Paula,RS), encontrava-se com o asfalto em más condições.

O interessante é que os buracos não estavam por todo o asfalto: eram areas relativamente pequenas de 20 a 50 metros, intercaladas por trechos de 100/200 metros de boa qualidade.

A impressão que tivemos é que tenha ocorrido infiltramento de água na base da estrada, danificando a cobertura asfáltica.

Por sorte a paisagem era muito bonita e o volume de veículos bem baixo. Assim mesmo conseguimos manter uma velocidade média de 74 km/hora. Chegamos no estacionamos no hotel às 16:06, depois de percorridos 517 quilômetros.

Apesar dos problemas encontrados ainda na BR-101 (trecho Palhoça, SC até Terra de Areia, RS) em consequência das obras de duplicação, a viagem foi muito prazeirosa. A paisagem da serra, no trecho entre a BR-101 e Gramado, é espetacular. Só por isso já valeria a viagem.

Pontos altos da viagem: Hotel Sítio Quero-Quero - excelentes acomodações, ótimo antendimento.
Restaurante St.Gallen
Restaurante Cantina di Capo

Mais fotos da viagem aqui.
Mapa da viagem aqui.