O Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran), criou o SINIAV, Sistema de Identificação Automática de Veículos, através
da Resolução 212 de 13 de Novembro de 2006.
Esta resolução determina a “necessidade
de empreender a modernização e a adequação tecnológica dos equipamentos e
procedimentos empregados nas atividades de prevenção, fiscalização e repressão
ao furto e roubo de veículos e cargas.”.
Trata-se de um projeto para colocar chips
eletrônicos em veículos que permitam ser identificados eletronicamente por
antenas dispostas nas cidades. Estas antenas enviarão dados para centrais de
processamento, que poderão verificar a
situação do veículo analisado.
O SINIAV também pode ajudar na melhoria de algumas falhas de gestão
de tráfego. Mesmo em vias de muito volume de tráfego, a proposta é que pelo menos sejam diminuídos os congestionamentos,
com um melhor funcionamento dos semáforos, controlados por demanda e
não por tempo.
Para que seja possível instalar o SINIAV
de maneira efetiva em uma cidade, é necessário utilizar grandes quantidades de
componentes. O mais básico deles é um chip eletrônico que pode ser anexado às
placas dos carros ou então colado no para-brisa. Este chip deve conter uma
série de informações, como número serial do chip, placa, chassi e RENAVAM.
Para realizar a comunicação com as placas
eletrônicas e as centrais de processamento, utilizam-se antenas transmissoras,
capazes de efetuar a leitura em veículos que estejam em velocidades de até 160
Km/h e a gravação em veículos que desempenhem velocidades de até 80 Km/h. O
alcance das antenas deve ser de pelo
menos cinco metros. Centenas de antenas necessitam ser instaladas nas grandes
cidades, para que o sistema funcione.
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Modelo de antena, alimentada por placa solar. |
Cada DETRAN estadual deve ser equipado
com uma central de recepção de informações. Enviadas pelas antenas, os dados
serão sincronizados com centrais nacionais para que, sempre que houver
necessidade, sejam emitidos alertas sobre roubos, furtos e problemas com
cargas.
Radares para detectar avanço de semáforo
ou velocidade acima do permitido continuarão a existir, mas a fiscalização
eletrônica permitirá a identificação de veículos reportados como roubado, com
impostos atrasados, multas sem pagamento ou problemas com licenciamento. Ao
passar por uma antena de fiscalização, os dados do veículo são enviados às
polícias rodoviárias ou militares, permitindo a rápida localização do veículo.
Apesar de não serem tão eficientes quanto
equipamentos de rastreamento por GPS, as antenas do SINIAV podem fornecer dados
essenciais para que os responsáveis pela busca possam efetuar triangulações e
localizar o veículo desejado.
O sistema já existe em vários países
desenvolvidos, utilizados por empresas privadas no rastreamento de veículos particulares
e de carga.
Seis anos depois de criado, não existem
muitos avanços na instalação do sistema.
A
portaria 570 de 27 de Junho de2011 do Denatran estabelece as regras e
requisitos mínimos para a certificação e homologação dos chips a serem utilizados
pelo SINIAV. Segundo o Denatran, objetivo é que em 2014 a grande maioria dos
veículos em circulação já estejam equipados com este dispositivo.
Conhecendo a morosidade na implementação de
qualquer projeto de melhoria na infraestrutura do país, não acredito que isto
vá acontecer em um prazo tão curto.
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