sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Adeus, amigo!

Aramis Saboia da Silveira. 1928-2015
É sempre muito triste receber a notícia da morte de um amigo querido.

Aramis Saboia da Silveira era mais velho do que eu, mas os 17 anos de diferença nunca foram notados, dado a forma tão igual com que nos relacionamos nestas mais de 3 décadas.

Nossa amizade começou através do nosso hobby comum, o aeromodelismo, no início dos anos 1980. A amizade foi se estreitando cada vez mais ao longo do tempo.

Em 1995 ele estava conosco quando fizemos uma viagem memorável pelos meio-oeste americano, visitando lugares muito importantes para quem ama aviação e aeromodelismo: a sede da AMA (Academy of Model Aeronautics) em Muncie, Indiana; o museu da Força Aérea dos EUA em Dayton, Ohio; o saudoso Aviation Expo em Des Moine, Iowa e, o ápice da viagem, o EAA AirVenture em Oshkosh, Wisconsin.

Aramis com um dos magníficos aeromodelos que construiu.
1990 - União Fluminense de Aeromodelismo, Niterói, RJ.
1995 -  Des Moine, Iowa.
1995 - Oshkosh, Wisconsin
Mesmo durante os 10 anos que vivi fora do Brasil, nosso contato continuava assíduo, com trocas de mensagens e fotografias dos aeromodelos que construíamos.

Depois de meu regresso ao Brasil, morando mais próximo de sua querida Curitiba, nosso contato continuou.

O Aramis foi em engenheiro muito competente, tendo trabalhado em grandes projetos de engenharia, como a ponte Colombo Salles em Florianópolis e a terceira ponte, entre Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo.

Durante a construção da ponte Colombo Salles.
Um veterano da Companhia Paranaense de Energia, Aramis foi escritor e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Era também um excelente artista plástico, com vários quadros e pinturas produzidos.

Este artigo da Gazeta do Povo, de Curitiba, mostra bem a pessoa admirável que foi.

Vá com Deus, querido amigo. Que Deus o tenha em Seu Reino.

11 de Setembro de 2001


Neste dia, o terrorismo islâmico fez o maior ataque contra a maior democracia cristã do mundo.

Este dia nunca será esquecido!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Tem solução? Acho que não.

Rua 1901, esquina com Av. Atlantica, Balneário Camboriú, SC
10/09/2015 às 16:17
O cidadão se preocupa em mandar fazer um adesivo e o coloca no carro, para reclamar das multas de trânsito emitidas na cidade de Itajaí, SC.

Daí, vem para a cidade vizinha, Balneário Camboriú, e comete mais uma infração de trânsito.

Acho que vai faltar espaço no parabrisa traseiro, para colar reclamação contra multas . . .

Comportamento típico da maioria dos brasileiros, não é mesmo?

GPS: Versão 15.09 do Mapa Brasil já disponível


A versão 15.09 do Mapa Brasil, produzido pelo Projeto Tracksource, já está disponível para baixar aqui.

Não esqueça de atualizar os radares, também, no Mapa Radar.

Boas estradas.

Não invista em moto, por favor


Excelente postagem no blog Old Dog Cycles, que me permito reproduzir, aqui:

"Não, eu não fiquei maluco. Esse ainda é um site de motos, e vou continuar insistindo para que mais e mais pessoas venham para esse mundo e realizem seu sonho de andar em duas rodas.
Por outro lado, já disse e repito: moto só é um investimento para sua felicidade. Comprar uma moto pensando na revenda é um exercício de futurologia. A marca pode sair do país, o modelo não cair no gosto do público, pode começar a ser visada pra roubo e por aí vai. E vamos ser sinceros: qualquer moto vai ser vendida com prejuízo. No momento que você tira uma da concessionária, também vão embora uns 20% do valor dela.

Depois tem o seguro (para quem faz), o risco de ficar sem a moto (para quem não faz), licenciamento, DPVAT, manutenção, gasolina. Tudo isso tem seu preço, que vai se somando numa bola de neve que não para de aumentar.

E porque eu estou dizendo isso? Não tem nada a ver com a frugalidade que mencionei em um post anterior, mas por causa de algumas empresas que estão tentando convencer você que comprar um veículo é um investimento.

Meu amigo, investimento é algo que te dá grana. Tesouro direto, fundo de renda fixa, renda variável, participação em algum negócio, e por aí vai. Já moto é um passivo, que não gera renda, e de vez em quando mete a mão no seu bolso para levar um dinheiro embora.

Parte da crise que estamos vivendo agora, tem um pouco a ver com isso. O governo e os bancos deram crédito a torto e a direito para que todo mundo realizasse seus sonhos, mas uma hora a conta chegou, com pessoas vendo uma dívida no cartão de crédito praticamente dobrar a cada seis meses.

E todos esses eletrodomésticos, carros, casas, vieram às custas de um alto nível de endividamento da população. A fonte secou, já que as financeiras tem medo de calote, e o governo se viu em plena recessão precisando pagar a farra dele. Logicamente, tirando ainda mais dinheiro de você. Ou você acha que a possível volta da CPMF e o aumento do Imposto de renda são para pagar a saúde e educação?

Enquanto isso, esses juros altos e impostos nunca voltam pra você. Seu FGTS rende menos que a inflação, se tornando um investimento pior que a poupança. Seu banco cobra 6% em um empréstimo pessoal, 10% no cartão de crédito, mas chora em te dar 0,8% ao mês em uma aplicação, sendo que é o seu dinheiro que ele está usando para emprestar e ganhar esses juros altos.

Mas eu entendo porque todo esse frenesi em consumir. Nós sempre fomos carentes de tudo, graças a uma longa reserva de mercado, onde não entrava nenhum carro, moto ou eletrônico moderno por aqui. Quando a porta abriu, quem podia começou a aproveitar tudo do bom e do melhor.

E quanto o crédito se tornou disponível, aí sim todo mundo podia aproveitar, mesmo tendo que pagar o dobro que um americano pagaria pelo mesmo produto, com juros até 10x maiores, e ainda por cima ganhando bem menos que eles.

Nós éramos como aquela criança que nunca pôde tomar Coca-Cola em casa, e que resolve beber uma de dois litros quando chega na festa de um amiguinho para matar a vontade. Viramos tudo de uma vez até ficarmos com dor de cabeça.

Felizmente, muitos brasileiros acordaram. Passaram a optar por comprar produtos de real valor agregado, e não apenas o famoso “pagar caro para ostentar”. Começaram a juntar um pouco antes de comprar, ao invés de entrar em um plano sem entrada, mas com juros altíssimos.

Quando um gringo conhecido meu viu o valor da carga de impostos sobre os produtos, e também o lucro quase imoral de algumas categorias, o que ele me disse nunca mais saiu da cabeça:
“Nós ganhamos bem mais e pagamos bem menos em quase todos os produtos, sem falar na saúde e educação que são de graça. No Brasil, vocês não vivem com o salário, sobrevivem.“

Então, por favor, não caia nessa lábia de marketing que algumas empresas estão vendendo: veículo não é investimento. Nenhum bem de consumo é.

 Se você pode comprar uma moto, compre. Mas não se enforque, endivide ou comprometa sua renda porque uma celebridade disse que é a hora de investir. Mesmo que ela seja uma global de decote, ou um galã de novela."

Exemplo típico de propaganda enganosa:


Taxistas x Uber

Motoristas de UBER em São Paulo
Tenho acompanhado no noticiário a briga dos taxistas contra os usuários do UBER, o aplicativo que permite o uso de automóveis particulares para deslocamento urbano.

Sem entrar no mérito da questão, acho interessante o debate.

Temos uma atividade privada, expontânea, sem controle do Estado, onde a opção é sómente sua.

Do outro lado, uma atividade controlada pelo Estado, regulamentada, fechada, como se fosse um cartório.

Qual das duas optar? Pela simples questão da interferência do Estado, sou 100% a favor do UBER.

Por que o Estado tem que se meter em tudo o que fazemos, no Brasil?

Por que temos que pedir permissão ao Estado para quase tudo o que queremos fazer?

Veja o resultado da atividade Estatal e compare com a atividade privada: saúde, segurança, educação, só para mencionar os principais.

O Estado é perdulário. O Estado é corrupto. O Estado é ineficiente. O Estado é incompetente.

Se o lógico fosse todos só usarem os taxis para seu deslocamento individual, porquê temos vários tipos de táxis? Em São Paulo, por exemplo, temos táxi comum, rádio táxi, especial e luxo!




Por que não pode ter o UBER, também?

Os brasileiros reclamam da interferência, incompetência, ineficiência e corrupção do Estado. Mas todo mundo gosta de ter um cartório para chamar de seu, não é mesmo?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tem coisas que o dinheiro não compra . . .

 

Assim começou a postagem do Davidson Botelho em sua linha do tempo, hoje, no Facebook.

Ele se referia ao fato de ter sido recepcionado no Museu da Harley-Davidson, em Milwaukee, por Bill Davidson, neto de um dos fundadores da Motor Company e vice-presidente do museu.

Bill Davidson recebendo uma lembrança do HOG Salvador Chapter.
O Davidson Botelho está à sua esquerda.
Davidson Botelho é um dos donos da revenda Bahia Harley-Davidson, em Salvador, e ele e um grupo estão fazendo uma viagem muito interessante por vários locais dos EUA que exercem uma atração genuína aos harleyros: Rota 66, Destilaria Jack Daniel's, Nashville, Memphis, entre outros.

Eu e a Rô visitamos o Museu em 2010, quando fizemos a travessia costa-a-costa (New York a Los Angeles).

O Davidson Botelho foi um dos companheiros de viagem e foi muito engraçado chegarmos a Milwaukee e fazer a brincadeira de que estávamos na casa de sua família.

A brincadeira ficou ainda mais interessante pelo fato de que o Harley Engers (HT Moto Turismo) é quem estava nos liderando na viagem, organizada pela sua agência.

Tínhamos, então, o Harley e o Davidson visitando a Harley-Davidson!

Fotos do grupo com Bill Davidson, na frente do Museu
Realmente, Davidson Botelho, estas são coisas que o dinheiro não compra.