terça-feira, 5 de julho de 2016

Harley-Davidson Inc. está sendo vendida? Parece que não!

Evolução das ações da HDMC na NYSE
As ações da Harley-Davidson Motor Company cairam 11,5% nas negociações na Bolsa de Valores de New York, descendo a US$48,00 por ação, quando os rumores de um "take-over" não foram corroborados.

Aparentemente os rumores eram só . . . bem, rumores!

Continua tudo como antes no quartel de Abrantes.

Harley-Davidson Inc. está sendo vendida?

Evolução das ações da HDMC na Bolsa de Valores de New York nos últimos anos.
O mercado de ações nos EUA esteve muito agitado na sexta-feira, 1 de julho, com as ações da Harley-Davidson Motor Company experimentando uma movimentação muito grande e uma valorização inédita de 19,8% em um só dia, alimentando as especulações de que a Motor Company estaria sendo comprada pela empresa de private equity KKR & Co.

Não é a primeira vez que estes boatos surgem.

As ações da HDMC estão em queda desde o final de 2014, depois de ter atingido o pico de US$73,00 por ação negociada na Bolsa de Valores de New York em meados daquele ano.

A H-D está enfrentando um grande desafio com a valorização do dólar perante outras moedas e um aumento muito forte na concorrência, que vem atacando o mercado de motocicletas de grande porte com grandes descontos nos preços.

A estratégia da HDMC é aumentar sua participação no mercado internacional, mas tem sofrido com a valorização do dólar.

Ontem foi feriado nacional nos EUA, pelas comemorações do Dia da Independência e o mercado de ações não operou. Vamos ver como as ações da HDMC se comportam quando o mercado abrir hoje, em Wall Street.

sábado, 2 de julho de 2016

Com uma moto e um sonho

Anna Grechishkina
A frase que segue de guia para a ucraniana Anna Grechishkina é a mesma que ficou famosa ao sair da boca de Martin Luther King em 1963: I have a dream [Eu tenho um sonho]. O dele era que todas as pessoas, independentemente de cor, pudessem viver em harmonia. O dela, viajar o mundo em cima de uma moto e conhecer o máximo de lugares e pessoas que conseguisse, além de levar adiante a mensagem de que sonhos podem se tornar realidade. Tudo isso com pouco dinheiro e esperança das pessoas.

Anna - que há três anos está na estrada - afirma que, apesar de todas as diferenças culturais que encontra nos lugares, as pessoas, independentemente da cultura ou religião, estão dispostas a ajudar e fazem o que podem para viverem felizes, com amor e paz em seus países. “Mais do que conhecer os lugares, eu amo conhecer pessoas e mostrar para elas que essa história de que sonhos não se realizam é mentira. Se uma ideia apenas passou pela sua cabeça, isso é uma prova de que ele pode se tornar realidade”, disse a ucraniana, que está de passagem por Curitiba.

Apesar da aparência tímida, Anna, hoje com 36 anos, deixou Kiev, capital da Ucrânia, no dia 27 de julho de 2013, levando apenas US$ 1 mil e a confiança de que conseguiria dar a volta ao mundo com a ajuda e apoio de quem encontrasse pelo caminho. “Até agora, tenho tido sucesso”, brinca.

Ela, que sempre gostou muito de motos e de viajar, buscou apoio das grandes fabricantes de motocicletas para que patrocinassem a viagem. Demorou um pouco, mas conseguiu apoio da KTM, que, ao saber do seu sonho, entregou as chaves de uma moto novinha para pegar a estrada. A moto virou sua companheira e hoje carrega adesivos de todos os países que visitou - de acordo com Anna, já foram cerca de 25, mas o número deve passar de 60 até o fim da aventura.

De Kiev, Anna seguiu para a Rússia, de onde despachou sua moto de navio rumo à Tailândia e levou um susto: a companheira de viagem demoraria três semanas para chegar. Ela já estava com a passagem comprada para Bangkok e sem lugar definido para ficar - ainda mais por três semanas. “Se tem uma coisa que eu aprendi durante essa viagem é que, de uma forma ou de outra, as coisas sempre dão certo”, afirma.

Um amigo que morava em Kiev participou de uma conferência, onde encontrou a princesa da Tailândia. Resolveu então contar a história de Anna, na expectativa de que ela pudesse ajudá-la a encontrar um lugar para ficar. A resposta foi incrível: a princesa ofereceu o próprio palácio como hospedagem. Ao receber a ligação do amigo, a motoqueira jurou que era mentira. “Ela me recebeu, me emprestou um quarto, colocou um segurança para me proteger e contratou até um cozinheiro particular”, conta, rindo. Ela, que visita escolas e hospitais contando suas aventuras na busca de inspirar as pessoas a seguirem seus sonhos, diz que essa é a história preferida das crianças. “Eu digo para elas: se eu consegui conhecer uma princesa, por que o seu sonho é o impossível?”

Mas não é só de realeza que vive uma aventureira como Anna. Da Tailândia seguiu para Malásia, Singapura e depois Austrália. Chegou na América pelos Estados Unidos e guiou a moto de costa a costa. Seguiu para o México e depois para os países da América Central. Chegou à América do Sul pela Colômbia, passando pelo Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina, onde visitou o Ushuaia. Depois, foi para o Uruguai, Paraguai e enfim, ao Brasil. Em quase todos esses lugares Anna se hospedou na casa de amigos, amigos de amigos ou pessoas que conheceu durante a viagem. Ela conta que precisou ficar em hotéis em apenas 10% do tempo.

E o dinheiro?
Uma das perguntas que mais recebe é: “Como você banca tudo isso?”. Anna conta que não é fácil conseguir dinheiro, mas que a internet facilitou as coisas, já que escreve alguns artigos para revistas de motociclistas e recebe um pequeno pagamento pelo aluguel do apartamento que tem na Ucrânia. “Conto muito com os amigos, que sempre conseguem um lugar em que eu possa ficar e isso ajuda muito”, conta.

Uma das pessoas que conheceu enquanto dava uma palestra para crianças no Uruguai foi a sobrinha de Alfredo Mill, uruguaio que vive em Curitiba e está recebendo a ucraniana na cidade. “Ela era professora e me falou que tinha um tio que poderia me receber aqui. É incrível, passei no máximo uma hora com uma pessoa e ela já garantiu que eu teria um lugar pra ficar”, diz.

Alfredo diz que adora receber estrangeiros e fez questão de receber Anna e conhecer a sua história. “Esse mundo não tem mais fronteiras. Quer coisa melhor do que conhecer gente de todo o canto?”, diz ele.

Anna conta que tem um roteiro, mas que se sentir confortável em algum lugar, acaba ficando mais do que tinha planejado. Por isso mesmo que a viagem, que deveria durar dois anos, já passou dos três. E ainda deve continuar por mais um ou dois. Depois de Curitiba, ela vai para São Paulo, Rio de Janeiro e continuar a volta ao mundo na África do Sul. A motoqueira conta que quer voltar à Ucrânia, mas deve continuar viajando. “Depois preciso refazer todo este caminho para rever os amigos que fiz”, brinca.


De alguma forma, Anna, que tem a famosa frase “I have a dream” tatuada no braço, tornou o seu sonho e o de Luther King realidade. Ao seguir cruzando fronteiras em sua moto, ela conseguiu realizar o sonho de conhecer o mundo e empoderar pessoas para que acreditem nos seus próprios desejos. Além disso, sem querer, conseguiu provar que o velho sonho do pastor americano não está morto - muito longe disso. Enquanto houver pessoas dispostas a receber e ajudar as outras como fizeram com Anna, será possível continuar vivendo esse sonho. E, um dia, quem sabe, ele se torne realidade para todos.

Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Médico e o Monstro - Versão sobre 4 rodas . . .


Qualquer semelhança com o que se vê nas ruas e estradas, não é coincidência!
E pensar que este desenho já tem 66 anos . . .

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Vikings chegam na América: de novo!

Draken Harald Harfagre, passando por geleiras na Groenlândia.
Quase 500 anos antes do nascimento de Cristovão Colombo, um grupo de marinheiros deixou sua terra natal, no norte da Europa, em busca do Mundo Novo.

Atravessando os tempestuosos mares do Atlantico Norte, os nórdicos avistaram terra, baixaram âncora e pisaram no solo americano. Meio milênio antes da “descoberta” da América pelo navegante genovês!

O líder da expedição foi Leif Eriksson, convertido ao cristianismo pelo rei norueguês Olaf I Tryggvason e com a missão de divulgar a nova religião para o ocidente. Sua mãe, convertida por ele, construiu a primeira igreja cristã da Groenlândia.

O barco viking de Eriksson tinha uma tripulação de 35 homens e chegou nas costas da América, numa área que se acredita ser a Ilha de Baffin, no norte do Canadá. O grupo passou um inverno inteiro na região, regressando para a Groenlândia na primavera.

Leif Eriksson sucedeu seu pai, Erik O Vermelho, como chefe tribal dos noruegueses que habitavam a Groenlândia e nunca mais retornou à América. Mas muitos dos seus conterrâneos o fizeram, conforme registros históricos encontrados datados dos séculos 12 e 13.

Estátua de Leif Eriksson em Reykjavik, Islândia.
No início do verão de 2016 no hemisfério norte, o “Draken Harald Harfagre”, o maior barco viking já construído, chegou em Newfoundland, Canadá, depois de ter navegado quase dois meses depois de sua partida da Noruega.

O barco saiu do porto norueguês de Haugesund no dia 26 de abril e chegou em Saint Antony, Newfoundland, Canadá, no dia 1º de junho, com escalas em Reykjavik, Islândia e Qaqortoq, Groenlândia.

O barco viking navegou pelo Rio São Lourenço, tendo chegado a Montreal em 19 de junho. Neste fim de semana passou pela região das Mil Ilhas, no rio São Lourenço, e entrou no Lago Ontário, estando prevista sua chegada a Toronto na sexta-feira, 1º de Julho.

O Draken Harald Harfagre (Dragon Harald Fairhair, em inglês) vai participar do grande encontro de navios veleiros, neste fim de semana (Tall Ships Challenge GreatLakes 2016 Festival). Depois continuará navegando nos Grandes Lagos e deve escalar em New York em Setembro.

O Draken Harald Harfagre não é uma réplica de um navio histórico. É um moderno navio viking, construído baseado em plantas e desenhos de barcos do século X. A construção começou em março de 2010 e foi lançado em julho de 2012. O seu idealizador e construtor é o empresário norueguês Sigurd Aase e o comandante do barco é o Capitão de Longo Curso Björn Ahlander , um experiente marinheiro sueco.

Sigurd Aase, empresário norueguês que idealizou e construiu o Draken Harald Harfagre
Capitão de Longo Curso Björn Ahlander, comandante do Draken Harald Harfagre
O barco é um “'25-sesse” (25 pares de remos) – em outras palavras é equipado com 50 remos, cada remo operado por dois tripulantes. Navegando sob vela, a barco necessita uma tripulação de 30 pessoas. 

Totalmente construído com madeira de carvalho norueguês, tem 35 metros de comprimento, 8 metros de boca e um deslocamentos de 95 toneladas. Sua única vela tem uma área de 260 m² .




A tripulação do barco viking é composta de voluntários, originários de vários países: EUA, Canadá, Inglaterra, Espanha, Suécia e Noruega, entre outros.

A tripulação do Draken Harald Harfagre.
Velejando a 14 nós!
Nas palavras do Comandante Ahlander, "navegar em um barco como o Draken é uma grande oportunidade para adquirir novos conhecimentos; enquanto se aprende e se redescobre antigas técnicas, cria-se e inventa-se novas tecnologias marinheiras."

Concordo plenamente!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Que saco... é pra pôr o lixo?


Vinte e sete anos depois do lançamento do programa Lixo Que Não É Lixo, o curitibano será convidado a reforçar o hábito de separar os resíduos que produz. Um sistema de sacos de cores diferentes será distribuído aos moradores da cidade para que eles façam a separação do material orgânico dos recicláveis dentro de casa e, assim, ajudem o poder público a aumentar o reaproveitamento do lixo da cidade. A novidade foi anunciada na quinta-feira (23) pela prefeitura, que divulgou como será o novo sistema de gestão de resíduos da cidade.


Outra mudança é que o curitibano também poderá virar uma espécie de “ajudante” de gari no futuro. Tudo isso deve começar a ser implantado após uma licitação para escolher a empresa que vai cuidar dos resíduos da cidade, a ser realizada ainda em 2016. A ideia é que cada cidadão ajude a reduzir os custos do município com o lixo, uma despesa que sempre aumenta e cujo custo acaba sendo repassado ao contribuinte por meio da taxa de lixo, cobrada junto com o IPTU. No ano passado, a prefeitura arrecadou R$ 95,3 milhões com a taxa de lixo e gastou mais do que o dobro para fazer a gestão dos resíduos.

A empresa que vencer a licitação da coleta e transporte de lixo em Curitiba deverá fornecer para os moradores sacos plásticos coloridos para que os resíduos sejam separados. O pacote para materiais recicláveis (plástico, vidro, metal, papel e papelão) será azul em um tom transparente, que permita ver o conteúdo, e o do lixo orgânico (restos de comida) será preto.

Uma das novidades do sistema será o MBT, sigla em inglês para Tratamento Mecânico e Biológico. Também chamado de biossecagem, será um sistema de separação do lixo recolhido. Braços mecânicos com imãs “puxam” os materiais metálicos. A água – que faz o resíduo ficar pesado – também será retirada. Parte do material que pode ser queimada como combustível, será enviada para fornos de indústrias de cimento. Aquilo que tiver potencial de reciclagem será retirado. O que sobrar será compactado, para ocupar menos espaço, e enviado ao aterro sanitário. O método pretende reduzir pela metade a quantidade de resíduos que são enterrados.

Fonte: Gazeta do Povo

O fim da lâmpada incandescente no Brasil


Leio no jornal que a última lâmpada incandescente ainda em existência deixará de ser produzida, importada e comercializada no Brasil a partir desta quinta-feira, dia 30 de junho de 2016.

A mais recente consequência da Portaria Interministerial 1007 de 2010, lâmpadas com potência inferior a 40W ficam proibidas de serem vendidas no Brasil. As lâmpadas de potência maior já haviam sido retiradas do comércio, desde 2012 (acima de 150W), 2013 (entre 60W e 100W) e 2014 (entre 40W e 60W).

Desta forma, somente lâmpadas fluorescentes (CFL), conhecidas como lâmpadas econômicas, e as de LED (diodo emissor de luz) podem ser utilizadas no Brasil. Outras lâmpadas, para uso específico (decoração, iluminação pública, etc) podem ser comercializadas, dentro dos parâmetros definidos.

A lâmpada incandescente, como a conhecemos, foi inventada pelo empreendedor americano Thomas Alva Edison em 1878 e patenteada em 1880.

A patente da lâmpada incandescente
Sua primeira demonstração pública foi na cidade de Menlo Park, New Jersey, na semana de Natal de 1879.


A primeira utilização comercial da lâmpada incandescente foi no S/S Columbia, em 1980.

S/S Columbia, primeira aplicação comercial das lampadas incandescentes.

O Imperador Dom Pedro II, que era muito amigo de Thomas Edison, trouxe a lâmpada incandescente para o Brasil.

A cidade de Campos (hoje, Campos dos Goytacazes), no Rio de Janeiro, foi a primeira cidade a ter luz elétrica nas ruas, em virtude da presença de uma usina termoelétrica, desde 1883. Rio Claro, em São Paulo, foi a segunda cidade a ter luz elétrica nas ruas, também em razão da presença de uma termoelétrica. A cidade do Rio de Janeiro somente implantou o serviço de luz elétrica nas ruas no ano de 1904 e São Paulo em 1905.

Outras cidades, como Juiz de Fora, MG e  Curitiba, PR implantaram o serviço de iluminação pública elétrica bem antes que o Rio de Janeiro e São Paulo. Mas a implantação da luz elétrica nas ruas não substituiu totalmente os lampiões a gás – estes foram sendo substituídos aos poucos e conviveram com a luz elétrica durante muitas décadas.

Outras invenções de Thomas Alva Edison, utilizadas até hoje:
  1. Estrada de ferro eletromagnética - Apesar de relativamente pouco utilizadas no Brasil, as estradas de ferros eletromagnéticas surgem como alternativa eficaz e limpa para a mobilidade urbana e também para o trânsito entre cidades, estados e países em várias partes do mundo. Em 13 de maio de 1880, Thomas Edison fazia o primeiro teste de sua estrada de ferro elétrica em Menlo Park, nos Estados Unidos. O eletromagnetismo é a força que move os trens-balas existentes no mundo.
  2. Câmera cinematográfica - As filmadoras modernas registram e reproduzem imagens com áudio e vídeo em alta definição e apresentam dezenas de funções diferentes para garantir a qualidade do material produzido. Mas voltando na árvore genealógica das câmeras mais modernas da atualidade está a câmera cinematográfica de Edison. Ele inventou ainda uma tela para exibir as imagens que capturava em sequência e, quando reproduzidas de forma rápida, davam a impressão de movimento — se pensarmos que os filmes digitais estão aí há muito tempo, dá para dizer que a ideia básica de Edison perdurou durante um longo período na indústria cinematográfica.
  3. Bateria de carro elétrico - Thomas Edison poderia tranquilamente ser chamado de “homem-eletricidade”, pois a base de suas invenções era a energia elétrica. Outra prova disso foi a concepção de baterias de níquel-ferro que ele desenvolvia no início do século 20 e que serviam para prover energia a alguns veículos da época. Em 1901, ele apresentou a bateria de níquel-ferro e ela era mais eficiente do que as de ácido de chumbo usadas até então. Suas vantagens eram tanto ecológicas quanto de desempenho, pois causavam menos impacto ambiental e levavam menos tempo para serem recarregadas.
  4. Fonógrafo - Se você pode escutar músicas saindo dos alto-falantes dos mais modernos sistemas de som, saiba que o bisavô de tudo isso é o fonógrafo. Este aparelho, que lembra muito uma vitrola antiga, foi criado em 1877 para gravar e reproduzir sons por meio de um cilindro, o primeiro do gênero registrado pela humanidade.
  5. Microfone de carbono - Há uma dúvida sobre quem realmente inventou o telefone, se Graham Bell ou Antonio Meucci, mas uma coisa é certa: foi o microfone de carbono inventado entre 1877 e 1878 por Thomas Edison que deu mais eficiência ao projeto. O dispositivo contava com um sistema capaz de converter som em um sinal elétrico, permitindo que a voz fosse transmitida a longas distâncias. Então, até mesmo o captador de áudio do smartphone moderno que você usa hoje tem como ancestral o microfone de carbono de Thomas Edison.