sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Brasil? Quem? Onde?


Lendo as notícias das últimas semanas, tenho a impressão de que estamos vivendo num país totalmente destroçado.

Se não, vejamos:
  • A República está acéfala. Até sob o ponto de vista literal, pois é presidida por uma pessoa que tem,  sem qualquer possibilidade de dúvidas, um grave problema cerebral ou mental. Talvez os dois.
  • Vários líderes de grupamento paramilitar e de organizações políticas (MST, CUT, PT e seu presidente de honra) incitam à violência descaradamente, ameaçando com a ação de “exércitos” contra aqueles que apoiam qualquer atitude, ação ou desejo de mudar o que acontece no país, mesmo que isto esteja claramente previsto na Constituição e nas leis vigentes. E nada acontece. Um cara chama outro de viado e é preso por homofobia!
  • Existe um embate político entre a presidente da república (assim mesmo, com minúsculas) e o presidente da câmara de deputados (minúsculas outra vez, de propósito), onde xingamentos são trocados como se fosse uma briga de lavadeiras (com desculpas às lavadeiras!)
  • Os líderes do maior partido de “oposição” – PSDB – parecem comentaristas das rodas de discussão de futebol, normalmente apresentadas nos canais de esportes depois do final da partida, pois só falam sobre o que aconteceu; não participam de nada, só comentam!
  • Os bandidos assumidos – aqueles que não andam de paletó e gravata, nem tem chapa oficial no carro – mesmo presos em presídios de segurança máxima, dão ordens para executar policiais. Dois policiais militares do Rio de Janeiro foram assassinados, quando em serviço numa UPP, a mando de bandidos presos, segundo as próprias palavras do secretário de segurança daquela estado. "O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou na segunda (7) que a morte de dois policiais militares da UPP do Jacarezinho foi ordenada por dois criminosos. Um deles seria conhecido como Lambari e cumpre pena alternativa fora do Estado do Rio. O segundo seria um detento de Bangu 3. O Globo, 8/12/2015"
  • O governador de São Paulo cancela uma ordem de reorganização escolar no estado, lógica e necessária, por que “alunos” invadiram as escolas e exigiram seu cancelamento. O secretário de educação pediu as contas e foi pra praia.
  • Mariana e dezenas de cidades e lugarejos de Minas Gerais e Espírito Santo foram castigadas por uma tragédia ambiental e nada parece acontecer, nem para minimizar os trágicos resultados ou para punir os responsáveis.
  • O senado federal (minúsculas mais uma vez) é presidido por um político que responde a vários processos criminais, mas que parecem ser assuntos corriqueiros, delitos menores, pois nunca tem uma conclusão. E os anos vão passando.
  • A grande maioria dos políticos de todos os níveis, respondem a processos judiciais, em várias esferas, mas continuam tranquilamente exercendo seus mandatos e se candidatando à reeleições, como se fossem as pessoas mais honestas deste mundo.
  • O país está quebrado, o desemprego e a inflação em alta, mas a única coisa que se ouve ou se lê é a vontade dos governos em aumentar os impostos para continuar gastando o que não tem. Ninguém, literalmente, fazendo qualquer trabalho de redução de despesas ou contenção de gastos.
  • Morrem 54.000 pessoas assassinadas por ano no Brasil. Outras 50.000 morrem em acidentes de trânsito. Mas o cidadão honesto não pode portar uma arma para a sua defesa e o maior investimento dos governos no trânsito é a instalação de radares.
O Brasil não tem desastres naturais violentos, tais como furacões destruidores, tsunamis ou terremotos. Não temos guerra em nosso território desde o século 19.

Mas o resultado é como se tivéssemos tudo isto junto, numa mesma ocasião.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Cerol: um grande perigo para os motociclistas


Fim de ano se aproxima e o grande vilão dos motociclistas entra em cena: o cerol utilizado em linhas de pipas.

Para uns uma brincadeira, para outros, uma arma capaz de produzir estragos inimagináveis.
Em contato com a pele, o cerol e seus assemelhados, como a “linha chilena” (versão ainda mais perigosa, que substitui o vidro por pó de alumínio), têm o mesmo poder cortante de uma navalha. 

Somando a dificuldade de fiscalização pelos órgãos públicos com o aumento acentuado da frota de motocicletas nos últimos anos, o resultado é que o número de acidentes com as linhas afiadas - muitos instantaneamente fatais – é cada vez maior. Mas a ameaça das linhas cortantes também se estende a pedestres, ciclistas, paraquedistas, praticantes de voo livre e até pássaros.

 Em fins de semana e época de férias escolares, os acidentes aumentam. Crianças, adolescentes e até muitos marmanjos têm na pipa (também chamadas de raia, quadrado, maranhão, papagaio) uma atividade barata e divertida. Para aumentar a emoção, a criançada pratica uma espécie de "batalha aérea" -- mas aí a brincadeira perde a graça e começa o perigo.


Para vencer disputa, é usado o temido cerol, mistura de cola e vidro moído aplicada à linha. Existem também outros produtos até mais eficientes, como a linha chilena, produto industrializado que é proibido no Brasil, mas pode ser encontrado em lojinhas da periferia, onde também são vendidas pipas prontas.

Na disputa nos ares, a ideia é cortar a linha da outra pipa. Alheias ao perigo, discute-se livremente em redes sociais qual o melhor método para tornar a linha ainda mais afiada (e perigosa).
Pedestres e quem usa veículos abertos, como bicicletas e motos, estão expostos ao risco de topar com a linha impregnada de cerol (ou cortante, como também é conhecido) atravessada na rua, e não percebê-la a tempo.

Entre as principais vítimas do produto estão os motociclistas, que podem ser surpreendidos até mesmo na estrada. Nela, devido à velocidade, é praticamente impossível perceber que há uma linha no caminho da moto.

Mesmo não havendo estatísticas oficiais a respeito, estudos apontam que, entre os motociclistas, de cada dez lesões, oito atingem a região entre o pescoço e a face. Em sua maior parte, as mortes são causadas pela grande perda de sangue decorrente de cortes profundos nas artérias que passam por essa região.

Para evitar estes e outros riscos, o melhor a fazer é recorrer a dois acessórios disponíveis no mercado, ambos bastante acessíveis. O primeiro, mais comum e eficiente, é a antena anticerol, instalada no guidão, que retém e corta a linha antes que atinja os ocupantes da moto. Desde agosto de 2013, a Resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornou obrigatório o uso deste equipamento para quem trabalha com motofrete ou mototáxi.

Na região da rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo, o item pode ser encontrado por preços que vão de R$ 10 a R$ 80, dependendo do material e do acabamento; entretanto, os balconistas advertem que os modelos muito baratos, feitos de metal mais frágil, também podem ser cortados pelas tais “chilenas”.

A segunda opção é o protetor de pescoço, uma espécie de gola alta e avulsa feita de nylon ou de neoprene, cuja parte frontal possui, internamente, cordões de aço ou tiras de kevlar, que impedem o contato da linha com a pele; algumas variedades incluem a máscaras ou toucas para proteção do vento e da poeira. Nas lojas consultadas, o item sai por R$ 50 a R$ 68, dependendo do modelo.​


Mas segundo especialistas em segurança, as antenas são mais seguras porque evitam que a linha venha de encontro ao corpo do motociclista, mas algumas motos, como as superesportivas, não permitem sua instalação, por causa do desenho do guidão. Por outro lado, a proteção cervical é ineficiente se a moto não possuir a antena e a linha atingir a região abaixo do pescoço; daí a importância de se pilotar sempre usando jaqueta e luvas. Outra desvantagem, é a sensação de calor que o acessório causa, o que é bom no inverno, mas pode ser ruim no verão; o desconforto pode ser amenizado com versões ventiladas do produto.


As áreas de maior risco se concentram no início e final das rodovias, bairros periféricos, e nos arredores de praças, parques e praias. Nesses locais, o motociclista deve ficar ainda mais atento, já que dificilmente é possível enxergar a linha com antecedência, pois ela se funde com a paisagem. No entanto, ao se deparar com essa situação, a última coisa a fazer é frear bruscamente, por causa do risco de colisão com os veículos que vêm atrás. Dessa forma, assim que avistar uma pipa no ar, se possível, o motociclista pode se proteger atrás de um ônibus ou caminhão, mas não muito próximo, para não ser surpreendido por uma freada brusca ou inalar a fumaça desses veículos. Quanto ao garupa, ele só precisa se manter alinhado com o piloto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A retração no mercado de motocicletas deve continuar em 2016


O presidente da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, Marcos Fermanian, disse que vê o mercado de motocicletas no fundo do poço depois de quedas sucessivas na vendas, em 2015.

Comparado com 2014 os resultados deste ano e a projeção para o ano que vem são mesmo conservadoras. Em 2014, foram produzidas 1.517.662 motocicletas, o que já era 9,3% a menos do que o registrado em 2013 (1.673.477). Já as vendas no atacado chegaram a 1.430.393 unidades, 10,2% inferior que no mesmo período de 2013, com 1.592.677. Nas exportações, foram registradas 88.056 motocicletas comercializadas, frente a 105.819, em 2013, queda de 16,8%.

De acordo com a Abraciclo, as vendas no atacado – para as concessionárias – registraram um recuo de 14,9% no acumulado do ano (1.120.680) em relação aos primeiros onze meses  de 2014, quando foram comercializadas 1.316.289 motocicletas.

Para 2016, a Associação espera o mesmo comportamento do mercado consolidado deste ano. A produção deve totalizar 1.280.000 unidades, com 1.220.000 vendas no atacado e 75.000 para exportação.

Balneário Camboriú Harley-Club - Confraternização de Fim de Ano


Os componentes do Balneário Camboriú Harley-Club comemoraram mais um ano, com uma jantar de confraternização no Iate Clube Cabeçudas, em Itajaí.

Foi uma noite muito agradável, onde tiveram oportunidade de rever as atividades de 2015 e discutir os planos para 2016.















terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Harley-Davidson à venda?


É bastante raro ver a Harley-Davidson Motor Company oferecer desconto no preço de suas motocicletas.

Por outro lado as ações da companhia na Bolsa de Valores de New York tem sofrido ataques importantes nos últimos tempos, com o valor de mercado reduzido em mais de 25% no ano.

Na última sexta-feira (4/12/2015), as ações tiveram um pico de alta significativo, em virtude das especulações no mercado de que a Motor Company havia sido procurada por um grupo desejoso de assumir o controle acionário da empresa.

A companhia reagiu imediatamente com um comunicado, onde dizia que “a Harley-Davidson tem sido assunto de especulações no mercado anteriormente e é nossa política não comentar sobre isto.”
Mas com as ações amargando uma queda de 28% no seu valor durante 2015, no meio de relatórios trimestrais desapontadores, pode não ser um pecado a HDMC considerar a venda da empresa.

O fluxo monetário da HDMC
A dívida da Harley-Davidson é muito baixa, cerca de 47% do seu valor de mercado, o que pode ser uma atração adicional para alguma empresa querendo assumir o controle da líder no mercado de motocicletas de grande porte.

Do ponto de vista da Motor Company, uma transação deste tipo pode ter seus atrativos. Deixando de ser uma companhia aberta, com ações na bolsa, o fechamento do capital pode resultar numa musculatura bem mais forte, para enfrentar a concorrência das marcas estrangeiras. A Honda, Suzuki e Kawasaki, tem sido privilegiadas com uma taxa de câmbio a seu favor, permitindo descontos significativos no preço de suas motocicletas.

Ainda que mantendo sua liderança inconteste, a Harley-Davidson viu sua participação no mercado cair de 53,5% em 2014, para 50% em 2015. “Todo mundo está tirando um pedaço,” disse o CEO Matt Levatich em uma entrevista no final de outubro.


Junto com a perda de participação veio uma queda no lucro por ação, de 69 centavos de dólar, quando a expectativa era de que seria 79 centavos de dólar por ação no fechamento de terceiro trimestre de 2015.

O volume de vendas também se retraiu, com a Motor Company estimando vender entre 265.000 e 270.000 motocicletas em 2015, uma queda de 4,1% sobre a projeção do início do ano.
O lucro operacional também foi menor, fechando em  16-17%, comparado a 18% no ano anterior.

Para mudar o rumo dos eventos, a HDMC pretende aumentar significativamente sua presença no mercado doméstico e internacional em 2016. Investimentos no desenvolvimento de novos produtos aumentou 35%, em relação aos anos anteriores.


"Temos que aumentar nossa força no mercado, para continuar competitivo,” disse Matt Levatich.

A questão é saber se isto é possível de ser feito em uma empresa de capital aberto ou se será necessário fechar o capital.


Quem viver, verá.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A criança dentro de nós


O curta metragem "The Inner Child" foi produzido com a intenção de concorrer ao prêmio para jovens diretores da Webfilm, mas acabou se tornando um dos melhores comerciais do ano da Harley-Davidson, apesar de que a marca não teve nada a ver a com a produção.

O trabalho do diretor Andres Bruns mostra um homem sentado perto de uma janela, olhando a cidade chuvosa e com uma atitude que mostra frustração, como se fosse prisioneiro do seu presente.

Mas não é isto o que ele queria e a criança que existe dentro dele está lá para lembrá-lo.

Os primeiros sintomas de um enfarto, com sufoco, falta de ar e a sensação de ter atingido o limite de insatisfação com sua vida o remete para uma jornada em busca de infância perdida e da liberdade.

Ele acaba por descobrir o que realmente quer fazer de sua vida pilotando uma Harley-Davidson. Sentindo o vento colar no seu rosto, ele percebe que finalmente pode comandar o seu destino.

O filme termina com a frase: "Seja o que for que há dentro de você, vai estar lá fora."

Veja o vídeo:


Fonte: site Você e sua moto

Serra do Rio do Rastro: a primeira vez a gente nunca esquece

Serra do Rio do Rastro, Bom Jardim da Serra, SC.
Esta foi nossa primeira vez descendo a Serra do Rio do Rastro, pilotando a Belezura, nossa Ultra Glide 2007 verde-oliva e preta.

O vídeo é de autoria do Luiz Mesquita, que fazia o cerra-fila deste pequeno grupo.
A edição é do meu filho, Marcus Roque.


Oito anos! Parece que foi ontem!

Já fizemos a Serra outras vezes, desde então. Já está na hora de fazer mais uma vez, agora com a Pérola Negra.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Que tipo de garupa você é?



  • Garupa GPS: vire à direita, vire à esquerda!
  • Garupa Experiente: aquela que usa as pernas para segurar.
  • Garupa Boneco de Posto: fica se mexendo o tempo todo.
  • Garupa Pica Pau: fica batendo com o capacete no piloto.
  • Garupa Tamanduá: aquela que o piloto não vê a hora de descer, para poder respirar.
  • Garupa Palestrante: fica falando com o piloto o tempo todo.
  • Garupa Concreto: fica com o corpo todo duro, nas curvas.
  • Garupa Síndrome do Pânico: vai bater . . . pára, pára . . . olha o cachorro . . . freeeiiia!
Todas são grandes companheiras de viagem!