quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A H-D do Tsunami no Museu da Harley-Davidson


O Harley-Davidson Museum, em Milwaukee, inaugurou hoje a mostra exibindo a motocicleta HD de Ikuo Yokoyama que atravessou o Oceano Pacífico e foi encontrada numa praia da British Columbia, no Canadá, um ano depois do tsunami que devastou parte da região norte do Japão, em 2011.

A HD FXSTB Softail Night Train 2004, está sendo preservada por solicitação de Yokoyama, que pediu ao Museu da Harley-Davidson que conserve a motocicleta nas condições em que foi encontrada, como um memorial em homenagem às vidas perdidas no desastre.


O Vice-Presidente do Museu, Bill Davidson, disse que estão "honrados em mostrar a motocicleta do sr. Yokoyama. Esta motocicleta tem uma extraordinária história a contar e estamos felizes por poder faze-lo no nosso museu."

A história da sobrevivência e recuperação da motocicleta teve destaque na imprensa internacional, depois de ter sido encontrada numa praia deserta do Canadá.

O trabalho conjunto da HDMC, do revendedor Deeley H-D Canada e da Harley-Davidson do Japão, resultou na identificação de seu proprietário, que havia perdido sua casa e sua família na tragédia do tsunami.
Ikuo Yokoyama agradeceu a oferta da Harley-Davidson em recuperar e retornar a motocicleta ao Japão, afirmando que ficou agradecido pela intenção da fábrica e pelo extraordinário apoio recebido de Harleyros de todo o mundo. Mas preferiu ter a sua Night Train preservada em memória dos seus compatriotas.

National HOG Rally 2012 - Recebí uma Mensagem!!

Pela primeira vez recebi uma mensagem do HOG Brasil, um e-mail sobre o National HOG Rally 2012.


Na mensagem vem o link para o site do evento onde é mostrada a programação e a página onde comprar o ingresso.

Destaco duas partes::


Está bem claro:
1 - Evento destinado apenas aos membros H.O.G.
2 - Para comprar, o interessado deverá digitar o número de associado H.O.G.

Esta mensagem, como disse acima, foi a primeira que eu recebí do HOG Brasil (sou Full Member desde Fevereiro de 2007) e a primeira, por consequência, sobre o National Rally.

Vou assumir que esta é a comunicação oficial e verdadeira.

Daí, fica a pergunta não quer calar: como o concessionário de Florianópolis oferece a venda de ingressos a quem não é proprietário de motocicleta Harley-Davidson ou não é membro do H.O.G.?

Será que a Floripa H-D surtou e tomou a iniciativa de quebrar a regra básica, a cláusula pétrea do HOG, que diz que todo evento HOG é exclusivo para seus membros? Difícil de acreditar, conhecendo a trajetória empresarial do seu proprietário.

Não tive a cortesia de uma resposta ao email que enviei ao concessionário, questionando a venda de ingressos a não-membros do HOG.

É uma pena. Mais uma grande oportunidade de consagrar a comunidade Harleyra é desprezada, pela falha na comunicação e transparência nas atividades da Harley-Davidson no Brasil.

Um evento ansiosamente esperado deixa-se macular por um fato desse, uma heresia para os verdadeiramente apaixonados pela Harley-Davidson, abrindo uma discussão desnecessária e maléfica à imagem da marca, nas redes sociais.

Mas, fiquei satisfeito de qualquer maneira. Agora eu existo para o HOG Brasil. Já é um boa mudança.

A Experiência que os Governos Desprezam


A única maneira de se envelhecer é continuar vivendo. O triste é ficar pelo caminho, morrer jovem, como tantos que se apagam nos desastres de trânsito diários.

Mais triste é ver famílias inteiras dizimadas por deslizamentos de terras em áreas onde moradias não deveriam ser construídas. Mas a experiência é algo que muitos governos, no amplo sentido do termo, inclusive empresários, descartam.

Poucos se arrependem das travessuras que fizeram na juventude e, geralmente, o que mais lastimam é não poder repeti-las.

O mundo está nas mãos dos que têm ainda a coragem de sonhar e viver suas fantasias, cada qual com seu talento, cada qual com seu dom. Precisamos de pessoas que, ao dirigirem prefeituras, estados e o Brasil, tenham sonhos e tratem de torná-los realidade.

Assim, estarão concretizando as esperanças que os moveram até aquela data. A ditadura do relógio nos faz esquecer que o tempo linear é uma abstração recente e insidiosamente deletéria.

Para nós, o tempo escoa uniformemente, como os grãos de areia de uma ampulheta. O vaso superior é o futuro, e, o inferior, o passado que se acumula. A passagem entre os dois, onde a areia colorida escoa rapidamente, é o presente fugaz.

Contam-se os minutos que nos restam viver e sacudimos nossa ampulheta para detê-la. Para muitos eventos que se repetem, tristemente, na história das cidades, dos estados e do País é mais tarde do que imaginamos.
Cronus materializa o tempo, pinta nossos cabelos de branco ou os derruba inapelavelmente. Amolece nossos músculos e endurece nossas articulações. Reação: correr mais, produzir mais, aproveitar mais, comprar mais e logo! Relógio e calendário tornam-se fortes fatores de estresse.

Acreditando-se que assim se vive mais, passa-se a viver mais rápido, a correr mais rápido, a produzir mais rápido, a voar mais rápido, e, daí, o culto à competitividade e aos recordes. O resultado é que corremos o risco de morrer mais rápido.

Interessa é o tempo cíclico, com o sol nascendo e se pondo ao fim da tarde. A lua se torna cheia, decresce como minguante, torna-se nova e volta a crescer para tornar-se cheia, e assim continuamente.

A infância antecede a juventude, depois vêm a maturidade e a velhice. Para o homem primitivo, a natureza é um eterno recomeçar, portanto, os ciclos regem a vida.

Certas tribos não conjugam verbos no passado ou no futuro, apenas no eterno presente. Tirando as piadas sobre “a melhor idade”, sabe-se que ela é nicho consumidor dos melhores.

Tanto que, neste 2012, mais de R$ 400 bilhões serão movimentados no consumo dos idosos no varejo brasileiro. Este montante é 45% maior do que há cinco anos e equivale a pouco menos do que o PIB da Hungria em 2011.

Porém, a vida mostra que aprendemos pouco para administrar as dificuldades que a natureza nos impõe. Para alguns, devemos nos conformar e enfrentar, exatamente da mesma forma e com muitas lágrimas, sofrendo exatamente o que passamos ontem e o que viveremos.

Como nos olhos dos moços arde a paixão, espera-se que, brilhando a experiência nos olhos dos nossos provectos governantes, eles apliquem a experiência na solução dos nossos achaques. Então, felizes são os que foram jovens na juventude e sábios na idade madura.

Fonte: Jornal do Comércio

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ducati Cria Subsidiária no Brasil


A Ducati abriu sua subsidiária no Brasil, com a criação da Ducati do Brasil Indústria e Comércio de Motocicletas, Ltda, em São Paulo. A empresa será responsável pela montagem, distribuição  e comercialização das motocicletas da marca no país. O contrato com o antigo importador, Grupo Izzo, foi cancelado.

A decisão da Ducati em expandir suas operações no Brasil é consequência do crescimento positivo de suas vendas no mundo inteiro, nos últimos anos. No último ano fiscal, encerrado em Maio de 2012, a marca italiana informou um aumento recorde de 12% nas vendas e 20% no lucro operacional.

No seu discurso durante o anúncio da criação da subsidiária brasileira, Gabriele Del Torchio, Presidente da Ducati Motor Holding S.p.A.,  disse que “o mercado brasileiro de motocicletas é o mais interessante atualmente e o terceiro maior do mundo.”

“A abertura dessa nova subsidiária e o fato de que nossas motocicletas serão montadas na fábrica de Manaus é evidência do nosso foco no mercado brasileiro. Queremos oferecer aos nossos clientes o melhor dos serviços de vendas e pós-vendas e confirmar a importância estratégica do Brasil para a Ducati,” completou.

Depois de anunciar recentemente a produção do mdelo Monster 795 especificamente para o mercado da Índia, a decisão da Ducati parece ser mais um passo em direção aos mercados emergentes.

Ducati Monster 795
Atualmente a marca Ducati está associado com produtos para o mercado luxo dos países em desenvolvimento, mas a decisão de criar uma linha de montagem no Brasil, em parceria com a Dafra da Amazônia, significa um mudança na política de vendas da marca italiana.

Uma rede de revendedores será criada em todo o território nacional, sobe o comando de Ricardo Susini, Diretor Gerente da Ducati Brasil e de Marco Truzzi, Gerente de Serviços e Pós-Venda.

O Preço do Trânsito Travado


Os congestionamentos das grandes cidades do Brasil não são apenas exasperantes. Avançam cada vez mais sobre o bolso dos proprietários de veículos e sobre o de cada cidadão.

Estudos do professor Marcos Cintra, vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, tiveram a conclusão ainda preliminar de que, só em São Paulo, o trânsito cobra em perdas de recursos e desembolsos mais de R$ 40 bilhões por ano.

Equivale a 95% do orçamento do Município previsto para 2013; ao preço de 1,5 milhão de veículos populares novos (como o Gol); e ao investimento em 80 km de metrô.

Desse total, 75% correspondem ao custo de oportunidade - riquezas que deixam de ser produzidas enquanto as pessoas permanecem bloqueadas dentro do carro. Outros 25% são o que Cintra chama de custo pecuniário.

Inclui gastos adicionais com queima de combustíveis; com tratamento de doenças respiratórias causadas por gases poluentes; e a alta do frete, pelo excessivo tempo gasto nas entregas. Fora isso, para driblar engarrafamentos, empresas atuam madrugada adentro, o que implica pagar adicional noturno e horas extras.


Os prejuízos não param por aí. Desde 2006, dobraram as tarifas cobradas pelos serviços de estacionamentos. Em 2011, subiram 13% - aponta a agência AutoInforme. E estacionar nas ruas de São Paulo virou uma batalha inglória. Quem acha uma vaga, ou desembolsa R$ 3,00 por hora pela folha do talão da zona azul e/ou é extorquido pelo flanelinha.

O congestionamento médio, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP), diminuiu em São Paulo. No entanto, em junho deste ano, a cidade bateu seu recorde histórico, com filas de 295 km, o que é sinal de que as últimas intervenções no fluxo de veículos não foram eficazes.

O entupimento das veias de trânsito não é um problema local. Em todo o País, há carros demais para ruas e estradas de menos. A frota nacional cresce progressivamente. Era de 29,5 milhões de veículos em 2000, chegou a 71,8 milhões neste ano. São 42,3 milhões de carros a mais em somente 12 anos - aumento de 143%.

Para Sérgio Ejzenberg, ex-diretor da CET-SP, o trânsito não voltará ao que era. Tende a piorar. Apenas investimentos pesados e de longo prazo em transporte de massa, principalmente em metrô, melhorarão a mobilidade urbana e a qualidade de vida do cidadão.

Em Nova York, por exemplo, há 22 mil carros para cada km², enquanto, em São Paulo, são 5 mil. Em Nova York, o metrô suporta as horas de pico, de uma ponta à outra da cidade, em 45 km de linhas para cada milhão de habitantes. São Paulo tem somente 7 km por milhão.

A desculpa de sempre é a de que o Brasil não tem recursos. Ejzenberg discorda: "Veja a nossa carga tributária... O problema é de aplicação". Ele dá exemplos do que considera casos de recursos mal empregados pelos governos municipal, estadual e federal: (1) o túnel em construção entre a Rodovia dos Imigrantes e a Avenida Roberto Marinho e a duplicação da Marginal do Tietê (R$ 6 bilhões); o (2) Rodoanel (R$ 30 bilhões); e (3) o futuro trem-bala (R$ 80 bilhões). "Para decisões estapafúrdias, não falta dinheiro. Querem ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, mas fica tudo parado nas cidades." Com cada bilhão, garante, seria possível fazer ao menos dois quilômetros de metrô. Portanto, com a soma desses projetos, 232 quilômetros.

O rodízio de carros e as restrições aos veículos de carga no perímetro urbano não bastam. Um dos temas recorrentes nas discussões é a adoção do pedágio urbano - eleitoralmente inviável, mas de inegável sucesso em Londres, Milão e Cingapura.
  
Mas, sem um sistema eficiente de transportes de massa, com integração entre metrô e corredores de ônibus por toda a cidade, essa taxação teria efeitos meramente arrecadatórios. 

Fonte: O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Fábrica da BMW Será em Santa Catarina


Foi no segundo andar do Palácio do Planalto, em Brasília, que a BMW comunicou oficialmente, nesta segunda-feira, ao governo brasileiro a opção pela cidade de Araquari, em Santa Catarina, para construção da primeira fábrica da montadora no país. 

Presidente Dilma Rousseff, Governador Raimundo Colombo e Ian Robertson, VP da BMW.
O porta-voz da boa notícia para o Estado foi o vice-presidente e membro do Conselho de Administração da BMW AG, Vendas e Marketing, Ian Robertson.
Serão investidos 200 milhões de euros para a primeira etapa da construção da fábrica. O primeiro modelo a ser produzido será o X1. Outra linha de montagem deve ser construída na ampliação da fábrica, que ainda não tem data para acontecer. Serão produzidos 30 mil carros por ano e devem ser gerados 1 mil empregos diretos.

— A produção seguirá as vendas. Escolhemos o Brasil por ser um forte mercado — explicou Robertson, durante o encontro.

A construção começará em abril de 2013 e deve estar concluída no final do ano seguinte. A produção de veículos está planejada para iniciar entre o final de 2014 e início de 2015.

A empresa confirmou a cidade de Araquari e a BMW vai comprar o terreno. A intenção é que a documentação esteja em ordem até a próxima segunda-feira, dia 1º.




Em função da importância do anúncio, Dilma convocou a presença dos ministros das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

Ian Robertson informou ao governo um plano detalhado sobre como será o procedimento de instalação da fábrica e os reflexos positivos para a economia brasileira, como a geração de empregos em SC.

Coube ao governador Raimundo Colombo expor os detalhes dos incentivos fiscais negociados com a montadora alemã para viabilizar a instalação da fábrica.

O governador e os secretários de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, de Assuntos Internacionais, Alexandre Fernandes e da Fazenda, Nelson Serpa, estavam presentes.

A comitiva catarinense na reunião foi formada, ainda, pelo senador Luiz Henrique da Silveira, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merísio, e pelo presidente da Fiesc, Glauco Côrte.

Araquari, SC, no litoral norte do Estado.
Decisão da BMW tem repercussão internacional

A instalação da fábrica da BMW correu os principais jornais do mundo, incluindo veículos de imprensa sediados na Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália. As matérias são bastante parecidas porque a quantidade de informações a respeito do negócio são limitadas, mas cada um deu um enfoque para a notícia. As redes de televisão americanas Fox News, CBS, NBC e a ABC, que estão entre as maiores do país, ressaltaram os números: investimento de R$ 1 bilhão e geração de 1,5 mil empregos.


Os alemães também deram espaço para a informação. O Automobilwoche aproveitou a ocasião para uma longa matéria analítica sobre a Audi e a BMW. Nos trechos que fala da unidade brasileira, ressalta que o México, que tentou concorrer com o Brasil, foi descartado por causa de risco de desastres naturais como terremoto e furacões, o avanço dos carteis de droga e níveis salariais altos. O texto ressalta que SC se destacou porque tem grande número de trabalhadores qualificados e remunerações menores. O Auto Presse ressalta que a BMW vendeu 15,2 mil unidade na América do Sul no ano passado.

O britânico The Guardian deu espaço para a declaração do governador Raimundo Colombo de que um encontro com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, nesta segunda-feira, trará mais detalhes do projeto. O Financial Times, publicação especializada com sede em Londres, deu uma longa reportagem explicando os detalhes do plano brasileiro para receber R$ 5 bilhões em investimentos do setor automotivo até 2017. A também inglesa Reuters lembra que as negociações para a vinda da montadora alemã começaram em março de 2011.

Para o Business Spectator, da Austrália, a informação mais relevante é de que a fábrica vai produzir sedãs médios. No Canadá, o foco do site da rede de TV CTV é que a linha de montagem vai começar a produzir os primeiros veículos no Brasil no prazo de dois anos.

Fonte: Diário Catarinense

domingo, 21 de outubro de 2012

HOG National Rally 2012 - Florianópolis - Postagem revisada.

Tenho acompanhado a discussão ( e participado, com alguns comentários) sobre este evento, programado para ocorrer em Florianópolis no fim de semana do feriado de 2 de Novembro.

Quando foram divulgados os eventos de 2012 (Rio Harley Days e National Rally), fiquei bastante entusiasmado.

Não poderia participar do Rio Harley Days, por estar com minha viagem aos EUA já programada, passagens compradas, Tri Glide alugado e férias da minha esposa reservadas.

Mas pretendia participar do National Rally, em Floripa. Afinal, moro pertinho e nem preciso gastar com hospedagem.

Porém, quando as primeiras notícias apareceram na Internet, fiquei desanimado.
Primeiro, por não ter recebido nenhum mensagem do HOG Brasil, apesar de ser membro desde 2007 e ter minha carteira válida até 2013.
Depois, pela programação e pelo preço.

Participei de dois eventos do HOG no Brasil. O HOG Rally 15 Anos, realizado em Outubro de 2008 e o National Rally de Abril de 2009, em Campos do Jordão, SP.

O de custo maior foi o National Rally, na dispendiosa cidade paulista. Custou R$580,00, para duas pessoas. Três dias de evento, várias atividades, almoços, jantares, música ao vivo, tudo incluído, menos hospedagem.

O Rally de 2012 custa R$795,00 por pessoa. A conta não fecha.
Um aumento de 174%, para um evento realizado em uma cidade de custo muito inferior a Campos do Jordão, com patrocínio de empresas do porte da Petrobrás, Chevrolet, Bradesco?

A consequência é clara: vários grupos organizando passeios paralelos ao Rally.

Eu já comentei aqui minha opinião sobre o Marketing da Harley-Davidson do Brasil. Parece coisa de amador. E minha opinião vem sendo reforçada pela forma com que fazem a divulgação. Um pouquinho de informação de cada vez. E não me venham falar que é planejado.

A estratégia de divulgação de eventos para Harleyros tem sido a mesma em toda parte. Vejam o Encontro dos PHDs em Blumenau, o de Punta del Este, o de Mendoza e outros, sem falar nos clássicos Bike-week de Daytona ou o Rally de Sturgis.

A forma como a H-D do B vem fazendo está equivocada. Qualquer aluno do primeiro ano de Marketing e Propaganda sabe disso.

Ainda assim, espero ver muitas Harleys em Floripa. No oficial ou no paralelo, o importante é estar presente.

Vejo vocês lá.
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Depois de ter publicado esta postagem, hoje pela manhã, fiquei sabendo que o revendedor Harley-Davidson de Florianópolis está oferecendo ingressos para o HOG National Rally 2012, mesmo para quem não é proprietário de uma Harley-Davidson.
A publicação tem como assinatura o nome do proprietário da Floripa H-D. Veja aqui.

Mais uma vez, o conceito em torno da lenda é distorcido no nosso país.

Parece que não explicaram direito o significado de H.O.G.
Então, permito-me a fazê-lo, aqui.

H.O.G. são as iniciais de Harley Owners Group ou Grupo de Proprietários de Harley.
O "O", de H.O.G. quer dizer "Owner". Segundo o Novo Michaelis - Dicionário Ilustrado Inglês-Português, isto quer dizer "proprietário, possuidor, dono s.m."

Vou explicar de novo: tem que ser proprietário de uma Harley-Davidson para participar do H.O.G.

O site oficial do H.O.G., no site da matriz, nos Estados Unidos, diz que os eventos do H.O.G. são exclusivos para seus membros (o destaque é meu).

Em Outubro de 2010, um grupo "inventou" um evento em Petrópolis, RJ, que chamou de HOG Unificado. Já com a Harley-Davidson do Brasil operando, o evento não tinha qualquer legitimidade, exatamente por não cumprir os requisitos para ser do H.O.G. - não constava no calendário e era aberto a não-proprietários.

Agora, temos mais uma versão do HOG genérico, com um revendedor autorizado oferecendo participação num evento exclusivo para proprietários da Harley-Davidson, a pessoas que não cumprem este requisito fundamental.

Espero, sinceramente, que esta iniciativa não tenha tido o aval da Harley-Davidson do Brasil e que a Floripa H-D tenha cometido um erro sem malícia. E que suspenda, imediatamente, a venda de ingressos para não-proprietários de motocicletas Harley-Davidson, devolvendo o dinheiro e cancelando a inscrição para aqueles que já o fizeram.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pilotando o Harley-Davidson Tri Glide Ultra Classic 2012


Sempre olhei os triciclos tradicionais que vemos no Brasil, com certa restrição. Primeiro, pelo tamanho. Depois, pela posição da roda dianteira. No conjunto, não conseguia ver atrativos no veículo.

Mas ao participar do Daytona Bike Week por vários anos, pela proximidade com minha casa em Ocala, Flórida, observei vários triciclos construídos a partir de uma motocicleta convencional e sempre achei que deveriam ser gostosos de pilotar. Os modelos que me atraiam mais eram aqueles convertidos da Honda Gold Wing.

Depois pude observar os triciclos convertidos a partir de modelos da Harley-Davidson, que começaram a rodar pelas estradas americanas em grande número, a partir dos anos 1990.

Quando a Harley-Davidson anunciou o lançamento do Tri Glide Ultra Classic em Julho de 2008, meu interesse aumentou exponencialmente.

Assim, resolvemos que a nossa viagem de férias de 2012 seria realizada em um Tri Glide. Percorremos 6.200 km por oito estados do noroeste dos Estados Unidos, cruzando as Montanhas Rochosas por duas vezes (sentido leste-oeste e vice-versa). O relato detalhado da viagem está postado no blog, a partir de 10/9.

Desenvolvido pela Lehman Trikes, o Tri Glide é baseado no quadro da Ultra Classic Electra Glide e muito similar em vários componentes.
É equipado com o morcegão desenhado por Willie G. Davidson e tem todos os instrumentos e comandos encontrados na Electra Glide. A única diferença é o botão de acionamento da marcha-à-ré. 

O piloto tem uma posição bem confortável no Tri Glide, que oferece também muito conforto para o garupa. A Rô afirma, inclusive, que é um pouco mais confortável do que a Ultra Glide.


2012 Harley-Davidson Tri Glide Ultra Classic
O modelo que pilotei vem equipado com um parabrisa mais alto, que oferece boa proteção . O espaço de bagagem é bem generoso, com um bagageiro com capacidade de 126 litros, além do Tour-Pak com capacidade para 64 litros. Isto representa um aumento de 48%, se comparado com a Ultra Glide.

O motor é um V-Twin de 103 polegadas cúbicas (1.688 cc), transmissão com 6 marchas e torque de 13,8 m kgf a 3.500 rpm.

O tanque de combustível é de 6 galões (22,7 litros) e o peso em ordem de marcha é de 540 kg ou 127 kg mais pesado do que a Ultra Glide.

Os primeiros dias

Chegamos na Apol’s Harley-Davidson de Alexandria, Minnesota, por volta das 15:00 horas, vindos do Aeroporto Internacional Minneapolis-St. Paul. O Tri Glide já estava preparado, com tanques cheios, à nossa espera. Tratava-se de um modelo 2012, já com mais de 12.000 km rodados. Portanto, totalmente amaciado.
O revendedor H-D de Alexandria, Minnesota.
Entretanto, depois de assinar os documentos (registro, contrato de locação, seguro, etc.), fomos colocados (eu e a Rô) na sala de estar do revendedor, para assistir o vídeo  produzido pela Harley-Davidson e que nos dá as informações básicas sobre a pilotagem do Tri Glide. Depois, tivemos que assinar uma declaração de que havíamos assistido e compreendido o conteúdo do vídeo. Estes procedimentos são importantes e esperados, já que o revendedor ou a Harley-Davidson não tem como se assegurar de que o locatário do veículo está capacitado a conduzir o Tri Glide. Afinal, no Brasil a CNH é a mesma para um piloto de CG 125 ou para outro que vai pilotar uma pesada touring com motor de 1800 cilindradas.



Cumpridas as formalidades, o Assistente Técnico da revenda nos encaminhou para o pátio e nos explicou todos os comandos do Tri Glide, com ênfase no freio de estacionamento e no acionamento da marcha-à-ré. Em seguida, convidou-me a subir na motocicleta e dar uma volta pelo estacionamento, para que eu pudesse sentir as diferenças entre o Tri Glide e a Ultra Glide.


Eu tinha duas preocupações, provenientes das muitas vezes em que assistí o vídeo produzido pela H-D e outros que encontrei no YouTube: não colocar os pés no chão (perigo de ser esmagado pela roda trazeira) e concientizar-me da largura do Tri Glide, em especial ao parar nas bombas de gasolina, para reabastecimento. Havia, inclusive, pedido à Rô que me alertasse desses dois pontos. A Rô, como bem sabem aqueles que a conhecem, é uma excelente co-piloto, além de exímia fotógrafa.  Muito me ajuda durante nossas viagens, em vários aspectos, seja de motocicleta ou de carro.



Mas não tive dificuldade em ajustar o meu cérebro para isso. Adaptei-me imediatamente ao Tri Glide. Saímos da revenda e fomos dar umas voltas na cidade, para nos acostumar. Alexandria é uma cidade pequena, mas como quase todas as cidades americanas que conheço, com ruas largas, bem pavimentadas/sinalizadas e com habitantes que seguem as regras de trânsito. A transição foi tranquila.

No dia seguinte, 11 de Setembro, demos início à nossa viagem de 17 dias e 3800 milhas.

Nas Rodovias

Nos primeiros dois dias e 870 km rodados, pegamos muito vento lateral. Ainda que tenha sido desagradável, foi muito conveniente para testarmos como o Tri Glide se comporta nesta situação. A conclusão é que foi aprovado com louvor.

Os efeitos provenientes de vento lateral, com rajadas, é bastante sentido numa motocicleta e aumentados ao ultrapassarmos uma carreta. Com o Tri Glide, tais efeitos são bastante minimizados, dando-nos uma tranquilidade maior, na pilotagem.

Pilotar o Tri Glide em rodovias é muito agradável. O amortecedor de direção ajuda a manter o veículo alinhado na estrada e o controle automático de aceleração (cruise control) é muito eficiente. O motor de 1700 cc manteve a velocidade de cruzeiro ( 75 milhas/hora ou 120 km/h), sem redução nas ondulações do terreno.
Paisagem típica das pradarias americanas. Ao fundo, as Montanhas Rochosas.
O ponto negativo nestes primeiros dias foi o consumo. Explico: abastecí o Tri Glide com gasolina de 87 octanas, a mesma que usei nas viagem anteriores que fiz nos Estados Unidos. Entretanto, desde o início de 2012 esta gasolina vem aditada com 10% de etanol, na maioria dos postos. Com isto, o consumo aumentou e conseguimos meros 10,23 km/litro. Muito abaixo do anunciado pela Harley-Davidson, de 20 km/l e autonomia de 391 km. A melhor autonomia que conseguí foi de 210 km, com reserva de 3,8 litros no tanque. Em outras palavras, se rodasse até o combustível acabar, teria feito 250 km, no máximo. Mas temos que considerar que a maior parte da nossa viagem foi feita em altitudes acima dos 2000 metros.

Manobrar o Tri Glide na cidade demonstrou-se ser muito agradável. Depois de me acostumar com o guidão, manobras nas áreas de estacionamento, postos de gasolina e garagens foi tranquila. 

A marcha-à-ré é muito conveniente.
Operada por um motor elétrico, a ré exige que o motor da motocicleta esteja funcionando (para não exaurir a bateria) e a transmissão esteja em neutro. Aí, aciona-se o botão superior, que liga a ré, e usa-se o botão inferior para dar movimento. A pressão neste botão é irrelevante, pois a ré tem uma única velocidade. Depois do pequeno movimento súbito de quebra de inércia, o Tri Glide movimenta-se suavemente. Após alguns usos, fiquei bastante acostumado com sua operação.


Botão de acionamento da marcha-à-ré.
Para evitar queima do motor ou superaquecimento da bateria, a ré é equipada com um fusível reversível, que desarma se a ré for acionada com o freio de estacionamento aplicado (aconteceu comigo, uma vez) ou se o aclive for muito forte. Se desarmar, a única coisa que temos que fazer é abrir a tampa lateral direita, atrás do motor, e rearmar o fusível.

Nesta altura da viagem, já podíamos elogiar algumas características do Tri Glide.  Em primeiro lugar o generoso espaço de bagagem. Isto foi importante, pois levávamos roupa para inverno, que ocupam muito espaço. Apesar de estarmos no último mês do verão no hemisfério norte (equivalente a Março, para o Brasil), estamos a alguns milhares de metros acima do nível do mar. As temperaturas variavam, em média, de zero graus Celsius ao amanhecer, até 28 graus à tarde.  Rodar a 120 km/hora em temperaturas bem baixa podem causar hipotermia, com resultados perigosos. Mas estávamos bem equipados e o frio não foi um problema na viagem. Ademais, com umidade relativa do ar muito baixa (entre 20% e 35%, durante todo o percurso), a sensação términa era bastante suportável.


O espaço para bagagem é 48% maior no Tri Glide, comparado com a Ultra Glide (190 litros x 128 litros).
O manual recomenda um peso máximo de 80 lbs ou 36 kg de bagagem.
Nos poucos dias em que encontramos temperaturas mais elevadas (uns dois dias de 30-32 graus), notamos que o motor aquecia bastante. Mas bastava abrir a ventilação dos pés nos “fairings” e direcionar as ventarolas do morcegão e o calor do motor era dissipado, sem problema.

Na opinião da Rô, o motor do Tri Glide esquenta menos que a Ultra Limited 2012 que pilotamos no ano passado. Não observei o desligamento do pistão traseiro, mas não estivemos em nenhum congestionamento.

Nos dias seguintes mudei o combustível, passando a usar gasolina de 91 octanas, sem etanol. O consumo melhorou gradativamente, atingindo 11,6 km/litro no primeiro dial, diminuindo o consumo até atingir 15 km/litro, o melhor resultado. Muito longe do anunciado pelo fabricante, entretanto.

As estradas com curvas

Nossa primeira grande prova foi enfrentada no dia 18/9, quando fomos de Missoula, Montana até Clarkston, Washington, através do Clearwater National Forest. Situado nas Montanhas Rochosas, a estrada US 12 está traçada sobre o antigo caminho de tropeiros e caçadores de pele, descoberto pelos desbravadores Meriwether Lewis e William Clark, em 1805. Seguindo o curso do Clearwater River, são 160 quilômetros de estradas sinuosas, com curvas bem marcantes.


Trecho da US 12 na Clearwater National Forest, ao longo do Rio Clearwater.
A névoa é formada pela fumaça de três incêndios florestais.
Durante todo o trajeto pela US 12, mantive meu padrão de pilotagem, que é obedecer os limites de velocidade máxima. Da mesma forma que eu não excedo o limite, procuro manter a motocicleta na velocidade máxima permitida, de forma a ter uma marcha consistente durante os trechos. Na US 12, o limite varia entre 55 mph e 65 mph (entre 80 e 100 km/h). Em algumas curvas mais acentuadas, a velocidade máxima reduz para 45 mph (70 km/h).

Executei todas as curvas dentro do limite recomendado e o Tri Glide comportou-se extremamente bem.

Nos primeiros quilômetros, senti certa dificuldade nas curvas mais fortes, mas logo descobri a razão. Eu estava usando só um braço para pilotar. Explico: usava o braço para empurrar o guidão, com a outra mão só apoiada na manopla. Logo descobri que a maneira correta é utilizar os dois braços em alavanca, ou seja, um braço empurra o guidão e o outro puxa. Com isto, o esforço necessário para fazer a curva é extremamente diminuído. Claro, quando mais acentuada for a curva e/ou maior a velocidade, um maior esforço é necessário.

A aproximação das curvas deve seguir o mesmo preceito que utilizamos ao pilotar uma motocicleta: uma ligeira redução antes da curva e fazê-la em aceleração. A resposta do Tri Glide à redução da aceleração, para ajustagem de velocidade nas curvas é bem positiva. Diminuímos a pressão no acelerador e a velocidade e pressão no guidão diminuem bastante. Não passei nenhum susto.

Quando chegamos em Kooskia, Idaho, 200 km depois, fizemos uma parada para abastecimento, lanche e avaliação da experiência. A conclusão foi que o Tri Glide comporta-se muito bem nas curvas, o esforço no guidão não é exagerado e a sensação de pilotagem é boa. Claro, perde-se toda a beleza das curvas feitas numa motocicleta, com o conjunto piloto/máquina inclinando-se para executar a manobra. Mas, não se pode ter o melhor de dois mundos. A Rô relatou que sua posição, como garupa, foi confortável e sem inconveniente durante as curvas.
1600 m acima do nível do mar.
No sexta-feira 21/9 e no sábado 22/9, fizemos a prova de fogo de pilotagem em curvas.
Tornamos a cruzar as Montanhas Rochosas, desta vez no sentido oeste-leste.
Saimos de Idaho Falls, Idaho até Thermopolis, Wyoming, através do Grand Teton National Park e do Soshone National Park, na sexta. No sábado fomos de Thermopolis até Sundance, Wyoming, através da Bighorn National Forest.


Aguardando autorização de passagem, num trecho em obras nas Montanhas Rochosas.
Temperatura de 6° Celsius.

2900 m acima do nível do mar. Estava frio . . .

As estradas percorridas foram a US 26 e a US 16, ambas com suas subidas e descidas em angulos pronunciados de aclive e declive (entre 7% e 10%) e curvas muito mais acentuadas do que aquelas que percorremos na Clearwater National Forest.

Nos dois trechos de montanhas (140 km e 100 km, respectivamente - variação de altitude de 1400 m a 3000 m), o Tri Glide foi testado mais rigorosamente. Além das curvas bem pronunciadas, tivemos que pilotar em aclives e declives onde o gerenciamente das marchas era muito importante. Com isto, minhas mãos eram duplamente solicitadas, tanto para exercer a pressão no guidão para fazer as curvas, como acionando a embreagem e ajustando a aceleração. Esta é a grande diferença entre pilotar um Tri Glide e uma motocicleta convencional.


Nos declives, cuidei ainda de usar as marchas mais baixas, aproveitando o torque do motor V-Twin, evitando o aquecimento demasiado dos freios e sua perda de eficiência.

Conclusão

O consumo de combustível, medíocre nos primeiros dias, melhorou bastante no decorrer da viagem. Isto foi o resultado da troca da gasolina utilizada (87 octanas com 10% de etanol x 91 octanas, sem álcool) e do melhor gerenciamento do acelerador e das marchas. O melhor resultado foi de 15 km/l, o que é bastante bom num motor de 1700cc, com mais arrasto aerodinâmico e operando sempre acima dos 1400m de altitude. Tenho certeza que ao nível do mar o consumo seria bem melhor.

O Tri Glide não vem equipado com freios ABS. Não tive nenhuma situação em que pudesse testar a necessidade de ABS. É fundamental a utilização dos freios dianteiros e traseiros, nas frenagens. Pesando 127 kg a mais, com dois adultos e bagagem para 3 semanas, os freios tem que parar uma massa respeitável.
Não fiquei bem impressionando com a eficácia dos freios traseiros. Como o Tri Glide já estava com cerca de 12.000 km rodados, no início da viagem, não sei qual tinha sido a última revisão feita e como estavam as pastilhas de freio nas rodas traseiras.

O uso do freio de estacionamento é recomendável em condições gerais e necessário em caso de estacionamento em declives. No plano, a marcha engatada em primeira é suficiente para manter o trike na posição. Leva algum tempo até nos acostumarmos com esta manobra adicional, ao dar partida no Tri Glide. Depois, vira rotina.

O controle da marcha-à-ré é bem posicionado e sua utilização é muito conveniente. Realmente uma necessidade e a decisão da Harley-Davidson de colocá-la como equipamento original foi excelente.

Para os iniciantes na pilotagem de motocicletas de grande porte, as dificuldades de adaptação serão as mesmas, tanto no Tri Glide como numa touring.

Para os pilotos intermediários, já com alguma experiência, a adaptação será um pouco mais lenta, requerendo uma concentração maior do piloto, durante os primeiros dias na estrada.

Para os pilotos experientes, acredito que a transição será rápida e tranquila. Para aqueles que gostam de pilotar em velocidade, o Tri Glide pode dar alguns sustos. Mas, convenhamos, velocidade e motocicleta touring não combinam, não é mesmo?

O preço básico sugerido para o modelo 2013, nos Estados Unidos, é de US$31.000,00. Isto representa US$9.200 a mais do que uma Ultra Classic Electra Glide ou US$6.600 menos que uma CVO Ultra Glide.


Pilotar o Harley-Davidson Tri Glide Ultra Classic 2012 durante 17 dias e 6200 km foi uma experiência muito boa. Se eu ainda morasse nos Estados Unidos e fosse trocar minha Ultra Glide, com certeza compraria um Tri Glide.

No Brasil vai depender muito de quando estará disponível e a qual preço será oferecido ao mercado. Se a Harley-Davidson trouxer os Tri Glides no mesmo nível de preço das CVOs, eu procuraria outra alternativa, como converter minha Ultra Glide 2007 importando um kit da Lehman Trikes, por exemplo.