sábado, 23 de janeiro de 2010

Harley-Davidson Registra Prejuízo em 2009

A Harley-Davidson Motor Company informou nesta sexta-feira que teve um prejuízo de US$ 218,7 milhões (US$ 0,94 por ação) no quarto trimestre de 2009, contra lucro de US$ 77,8 milhões (US$ 0,34 por ação) um ano antes. Trata-se do primeiro prejuízo trimestral da empresa desde 1993. Em 2009 como um todo, a Harley-Davidson perdeu US$ 55,1 milhões (US$ 0,24 por ação), contra um lucro de US$ 654,7 milhões (US$ 2,79 por ação) em 2008. A receita no trimestre passado caiu 40%, para US$ 764,5 milhões, contra US$ 1,28 bilhão um ano antes. A expectativa dos analistas era de um prejuízo menor no trimestre, de US$ 0,32 por ação, com uma receita de US$ 764 milhões. Segundo a empresa, foram colocadas nas concessionárias no ano passado 223.023 unidades, uma redução de 27%. Para 2010, o número de embarques de motos para as revendedoras deve cair entre 5% e 10%. A Harley-Davidson vem há um ano passando por uma reestruturação, para lidar com a queda na demanda por suas motocicletas, o que envolveu cortes de empregos, fechamento de unidades de produção e a venda ou a descontinuidade de marcas. A previsão é de que os resultados continuem a ser afetados por encargos ligados à reestruturação até 2012. Para este ano, esses encargos devem ficar entre US$ 175 milhões e US$ 195 milhões. No mês passado a empresa anunciou que fecharia uma de suas duas fábricas em York, no Estado da Pensilvânia (costa leste) e demitir cerca de metade de seu quadro de 1.950 funcionários no local. Em outubro a Harley informou que venderia a italiana MV Agusta, adquirida em 2008 por cerca de US$ 109 milhões, além de anunciar a descontinuidade e da marca Buell, para se concentrar apenas na marca principal. Fonte: Folha Online

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Por Que Pilotamos?

Em julho de 2009, a Harley-Davidson Motor Company contratou uma empresa de pesquisas para investigar as razões que levam homens e mulheres a pilotar uma motocicleta. Do total do universo de motociclistas entrevistados (quase o mesmo número de homens e mulheres), 77% dos homens e 67% das mulheres disseram gostar de estar por trás de um guidão, porque pilotar uma motocicleta aumenta a sensação de aventura e liberdade em suas vidas.
Além disso, 80% dos homens e das mulheres pesquisados, concordaram que aprender a pilotar uma motocicleta mudou suas vidas.
Agora, uma informação no mínimo interessante sobre as colegas motociclistas: quase metade das mulheres entrevistadas afirmaram adorar a cara de espanto que os motociclistas masculinos mostram, quando se dão conta que aquela máquina estava sendo pilotada por uma garota!
Acho que todos nós concordamos que o resultado da pesquisa, nos Estados Unidos, não será muito diferente se for feita no Brasil.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Harley Tem que Olhar para o Futuro

Tradução livre do editorial da revista American Rider, edição de fevereiro/2010, escrito por Reg Kittrelle, editor sênior. "A Harley-Davidson® fabrica motocicletas maravilhosas, ícones que fazem eco com o passado em todos os aspectos do projeto. Desde o motor V-twin em 45º, o morcegão das Touring, a mudança de marcha com o calcanhar, onde cada um deles – e muitos mais – tem uma ligação direta com o passado glorioso da marca. Isto é bom e correto e eu gosto da idéia de herança e tradição, mas só até um determinado ponto. Entretanto, venho notando, de maneira clara, que a Harley está evitando (na falta de uma expressão melhor) encarar o futuro. Nos anos recentes, The Motor Company lançou dois significativos melhoramentos de engenharia nos modelos Touring: os freios ABS da Brembo e um novo quadro. Ambos produziram uma imediata melhora e já estavam com anos de atraso. Acredito que estes melhoramentos foram mudanças reativas. Em outras palavras, as coisas estavam indo tão mal, que tiveram que fazer alguma coisa. Uma reação, portanto. A Harley coloca uma grande ênfase no estilo das motocicletas e isto é evidente, pois suas máquinas são obras de arte. O problema, para mim, é que isto vem em detrimento da funcionalidade. Um pequeno exemplo, o pedal de mudança de marcha com o calcanhar. Este é um instrumento arcaico, que vem dos dias quando realmente você necessita dele para mudar as marchas do motor. Hoje, serve apenas para os saudosistas e para congestionar a plataforma esquerda. Outro exemplo ainda mais significante: o velocímetro montado no tanque das Softails e da Road King. Colocar o velocímetro no tanque libera o guidão (arte), mas obriga você a tirar os olhos da estrada para checar a velocidade (funcionabilidade). Além disso, o indicador de setas (direita/esquerda) estão ainda mais abaixo da linha de visão do piloto. O botões de corte do motor/partida, instalados no guidão, também estão necessitando um re-desenho já há muito tempo. A Harley tem um projeto para mudá-lo, já há 2 anos. Com sorte, estarão presentes nos modelos 2011. Há outros itens que precisam uma modernização, mas vocês já entenderam o que quero dizer. Estes itens com design de décadas anteriores ainda existem por uma única razão: são sagrados! Eles foram declarados como intocáveis porque, se forem modificados, aparentemente vão afetar a condição de ícone da marca. O fato de que estes itens estão colocando a marca atrás dos concorrentes parece não merecer uma melhor consideração. Não estou sugerindo que a forma tradicional da Harley seja modificada para um jeito mais “redondo”. A Harley tentou isto na V-Rod, um modelo que não teve muito sucesso. Gosto do desenho da Harley, na maioria das vezes, mas alguns componentes poderiam ser modernizados com respeito à funcionalidade, sem causar uma histeria generalizada entre os puristas da marca. Ford, Chevrolet, Chrysler, todos modificaram seus ícones e os trouxeram para o século 21. A Harley poderia fazer o mesmo. Duas outras áreas necessitam a atenção da Harley: motor e suspensão. A suspensão convencional nos modelos mais pesados, já está chegando ao seu limite. Por melhor que seja o novo quadro das tourings, é mais “duro” e menos complacente. Nos modelos mais antigos, o quadro mais flexível funcionava como parte da suspensão; o novo quadro transfere todos os impactos com buracos e irregularidades da pista, diretamente para a suspensão. Gosto do motor Twin Cam 96. É macio, razoavelmente potente, confiável e tem uma boa quilometragem por litro. Funciona, para mim. Mas eu sempre piloto sózinho. Carregue uma touring com todo a bagagem para 15 dias, mais sua garupa e você vai sofrer nas subidas. A boa notícia é que há uma solução, já na prateleira: o Twin Cam 110, que equipa os modelos CVO. Mais de 50 anos atrás, o então presidente da General Motors, Charles Wilson, supostamente fez este comentário: “O que é bom para a General Motors é bom para o país.” Naquele tempo pode ser que havia uma verdade nisso, mas a arrogância que esta linha de pensamento trás é igual a um câncer que, lentamente, mata o seu hospedeiro. A Harley-Davidson® tem mostrado a mesma arrogância algumas vezes, acreditando que os outros vão sempre seguir suas tendências. Isto, também, pode ter sido verdadeiro no passado." Não concordo, necessáriamente, com tudo que o Reg Kittrelle escreve, mas ele tem razão em criticar os puristas por insistirem na manutenção de certos ícones da marca. Um ponto que considero totalmente relevante − e que não foi mencionado por ele − é o sistema de arrefecimento dos motores Twin Cam, a ar. A maioria dos concorrentes já usam arrefecimento a líquido. Claro que há soluções no mercado, para minimizar este efeito, bastante desagradável no verão. O próprio quadro das Touring, agora, tem um novo direcionamento do escapamento do cilindro traseiro, que amenizou o sofrimento do piloto nos dias quentes e com tráfego congestionado. Eu encontrei algumas adaptações que melhoraram o problema. Uso um pelego, constantemente, e instalei um radiador de óleo. Melhorou muito, mas ainda é um pouco desconfortável nos dias mais quentes.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tamanho é Documento!

Desde o dia que entrei na Marinha, no início de 1964 (ah, que saudades . . .), até completar 50 anos, o tamanho das minhas calças sempre foi 34 (na medida dos EUA*) ou 44, no Brasil. Quando fiz 50, minha roupa cresceu uma medida e fui para os 36, lá nos States, e 46 aquí. Tudo bem, ninguém consegue ter o mesmo porte físico a vida toda. Quando completei 60, um processo de crescimento dos músculos abdominais (eu sou um otimista . . .) obrigou-me a mudar outra vez. Só que desta vez a coisa ficou complicada. O tamanho ideal é 37 nos Estados Unidos ou 47 no Brasil. Só que não existem calças nessas medidas. Nos Estados Unidos até que se encontra, apesar de muito raro. Aquí, simplesmente não há. Tive que tornar-me cliente costumeiro do Moretto, um alfaiate que tem um atelier na rua 901, aquí em Balneário Camboriú. Ele (ou suas ajudantes) ajustam as calças e bermudas que compro. O mesmo problema tem várias pessoas por serem muito altas ou baixas. Da mesma forma que os automóveis tem regulagem nos bancos, muitos inclusive em duas dimensões, as motocicletas também deveriam ter. Já resolveria parte do problema. Está bem, eu sei que alguns modelos de BMW tem esta facilidade, mas estamos falando de MOTOCICLETAS, aquí, ou seja de Harley-Davidson®. Bom, pelo menos lá nos Estados Unidos há uma solução, para qual você não tem que vender sua casa e empenhar seus filhos, para pagá-la. Chama-se Harley-Davidson® FIT SHOP. Nas concessionárias que participam do programa, você pode ajustar a motocicleta dos seus sonhos, de forma a combinar com sua estatura. Ajustes no banco (já bem comum, no Brasil, mas usando fabricantes nacionais), nos amortecedores, na suspensão e na posição ou modelo de guidão. No site da Harley, tem alguns exemplos reais de clientes com problema de altura e a solução encontrada. A que mais gostei foi de uma jovem senhora, que queria pilotar uma Road King, como a do seu marido. Só que ela tem 1,54m de altura e comprimento dos braços proporcionais à altura. Vale a pena ver a solução encontrada pela concessionária que a atendeu e ver o clip mostrando ela e o marido, pilotando suas Road Kings, juntos. Neste caso, além de troca do banco, foram trocados ou ajustados os amortecedores traseiros, a suspensão dianteira e o guidão. Ainda no site da Harley, encontramos os 5 sinais que indicam a necessidade de modificar sua H-D®.
  1. Calcanhar: não ter os calcanhares posicionados firmemente no solo, quando sua motocicleta estiver parada, constitue um risco de segurança e prejudica sua confiança como piloto. Abaixe a altura do banco e a suspensão, para um melhor controle.
  2. Joelhos: seus joelhos não podem ficar muito alto nem suas pernas posicionadas em posição desconfortável. Isto provocará um esforço demasiado em seus joelhos, quadril, pés e costas. Aumente o conforto com comandos avançados ou um banco que leve seu corpo mais para trás.
  3. Mãos: diâmetro impróprio nas manoplas pode causar fadiga nas mãos e punhos. Use manoplas que permitam um controle firme e confortável.
  4. Braços: seus braços devem ficar ligeiramente curvados, quando estiver pilotando, sem necessidade de manter os ombros para frente. Isto vai causar fadiga nos ombros, pescoço, braços e na parte baixa da coluna. Um banco que coloque seu corpo mais próximo do guidão ou um outro estilo de guidão podem ajudar.
  5. Coluna vertebral: Desconforto na parte baixa de suas costas é um indicador de que sua motocicleta não está ajustada para seu corpo. Pode ser o banco, a posição dos comandos de pé, o guidão ou uma combinação dos três.
É, realmente, uma pena que não tenhamos um programa semelhante, aquí no Brasil. Bom, na realidade é uma pena que não tenhamos concessionárias à altura deste nome, aquí na Terra Brasilis. (*) O uniforme da Marinha dos Estados Unidos e o da Marinha Mercante do Brasil são quase idênticos. Por isso, muitos oficiais (inclusive eu, é claro) costumavam comprar seus uniformes nas cantinas das Bases Navais Americanas ou nas lojas que vendem artigos militares. Eram de melhor qualidade e bem mais baratas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hipocrisia, seu nome é Brasil

Eu estava conversando com amigos, discutindo nossas respectivas experiências profissionais. No decorrer da conversa, um dos meus amigos comentou que "o Brasil é o país do faz de conta". E é verdade. Mas não é só o Brasil. Lendo as notícias internacionais, na internet, ví um artigo sobre um policial de Los Angeles, Califórnia, que sofreu um acidente de trânsito e morreu. O policial era um patrulheiro, que fazia seu trabalho pilotando uma Harley-Davidson Road King Police, o mesmo modelo usado pela nossa Polícia Rodoviária Federal e por algumas Polícias Militares. O acidente ocorreu no dia do pagamento. O policial em questão, junto com vários outros, foram ao Centro de Treinamento da Polícia, localizado nos arredores da cidade. Aparentemente existe um bar neste Centro, que serve bebidas alcóolicas. Os policiais costumam ficar lá, bebendo e conversando, até bem tarde. O policial de que trata o artigo, estava lá, até momentos antes de sofrer seu acidente fatal. O artigo diz que o Chefe de Polícia ordenou uma investigação profunda para determinar o volume de alcóol na corrente sanguínea do policial acidentado. Provavelmente farão dele um "bode expiatório". Lá, como aqui, nós sabemos que policiais e patrulheiros bebem e dirigem. Aliás, nós sabemos que policiais, patrulheiros, promotores, juízes, políticos e outras autoridades bebem e dirigem. O ser humano é assim. Quem me conhece sabe que eu quase não consumo bebida alcoólica. E digo quase, porque aprecio um bom vinho e, como bom harleyro, um Jack Daniel's com gelo e água-de-côco, de vez em quando. Mas sou conhecido como aquele cara que, na maioria das vezes, está tomando água sem gás ou água-de-côco, de caixinha. Quando estou dirigindo ou pilotando, minha restrição ao alcoól é ainda maior. Portanto, não estou advogando em causa própria. Mas conheço pessoas, que fazem parte das profissões acima mencionadas, que bebem e dirigem. Conhecí um promotor público, num evento motociclístico, que dizia a todos os que queriam ouvir (incluindo um Inspetor da PRF), que não usava cinto de segurança na cidade, quando dirigia um automóvel. E que toda multa que recebia era cancelada, pois usava seu cargo para que isto acontecesse. Daí o título dessa postagem. A hipocrisia faz parte da natureza humana, mas é exercida em grau elevado no nosso país. As mesmas pessoas que fazem as leis que somos obrigados a acatar e que nos vigiam e punem quando as infrigimos, cometem os mesmos erros e se livram, facilmente, usando seu cargo e sua influência política para isto.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Temperatura Ideal do Lubrificante

Esta é uma informação que não consta em nenhum "Manual do Proprietário" das motocicletas Harley-Davidson®. Já fiz muita pesquisa na internet sobre o tema, obtendo recomendações de especialistas e mecânicos. Mas só agora lí uma resposta oficial da própria fábrica. A pergunta foi: "Qual é a temperatura ideal de operação do óleo lubrificante, tanto para os motores XL como para os Twin Cam? Qual a temperatura máxima para cada tipo de motor?" A resposta dos engenheiros da Harley-Davidson®, foi: "A temperatura recomendada para os dois tipos de motor é, na realidade, dependente da temperatura ambiente e da maneira como se está pilotando. A temperatura do óleo lubrificante, no tanque de óleo, deve estar entre 220º F e 250ºF (entre 104ºC e 121ºC), durante a operação normal do motor. Isto permite que qualquer partícula dágua que entre no óleo, durante o processo de combustão, seja vaporizada e expurgado pelo sistema, através dos respiradores. No caso de temperatura ambiente elevada, o óleo no sistema pode operar com segurança em temperaturas até 300ºF (ou 148ºC), nos períodos de marcha lenta ou de altas velocidades em rodovias. Os óleos produzidos pela Harley-Davidson® (não disponíveis no Brasil), foram especialmente formulados para realçar suas proprieades anti-oxidantes e minimizar o risco de oxidação, acima de 250º F (ou 121ºC). A reserva de alcalinidade dos óleos H-D® também foram aumentadas para minimizar qualquer formação de ácidos que possa ocorrer com temperaturas elevadas do óleo lubrificante." Não temos indicação da temperatura do óleo lubrificante no painel das nossas Harleys. Assim, um bom investimento em acessórios é a instalação de uma tampa do tanque de óleo lubrificante, com termômetro. Básicamente existem dois tipos, disponíveis no catálogo da Harley. Um é o analógico. Modelo 62896-00B, para Softail (US$29.95) O outro é digital e indica, também, o nível de óleo no tanque. Modelo 63004-09, para Touring (US$139.95) O modelo analógico está disponível para todas as famílias de motocicletas. O modelo digital está disponível para as Softail e Touring, sómente. Fonte: Revista American Rider, edição de Fevereiro de 2010 e Catálogo da Harley-Davidson®.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Este Obscuro Objeto do Desejo

Meu objeto de desejo não é obscuro e nada tem a ver com o clássico do cinema de 1977, dirigido pelo gênio francês Luis Buñuel. Muito pelo contrário.
Tenho certeza que, um dia, me faltarão pernas fortes o suficiente para segurar os 500 kg ou mais, do peso da minha Ultra Glide (com bagagem). Ainda que procure manter-me em boas condições físicas com 3 sessões semanais na academia (com acompanhamento de uma personal trainer) e passeios quase diários de bicicleta, sei que vai chegar o dia em que uma motocicleta desse porte será muita coisa para mim.
Como não pretendo abrir mão das muitas vantagens que uma Ultra Glide oferece, a alternativa é pensar num triciclo, baseado na sua mecânica.
Aí, é claro, o Tri Glide Ultra Classic ou FLHTCUTG da Harley-Davidson® é a óbvia escolha.

Equipado com um potente motor OHV Twin Cam de 1.800 cilindradas, produzindo 70 HP no eixo traseiro e com caixa de mudança de seis marchas (e uma, elétrica, à ré, opcional, mas indispensável), o Tri Glide transformou-se no meu objeto de desejo. Para um futuro ainda bem distante, espero. Detalhe do botão da marcha-à-ré, no guidão.

É claro que o mercado está cheio de triciclos e que há incontáveis opções para escolher. Mas o triciclo clássico, que vemos nas estradas com sua roda dianteira querendo chegar mais cedo no destino, não é minha praia.

O que me atrai são os triciclos montados a partir de um quadro normal de motocicleta.
A Harley-Davidson® vinha estudando este mercado há mais de 15 anos e concluiu que poderia encontrar, aí, um nicho de mercado atraente.
Analisando os muitos empreendedores que fazem modificações nas motocicletas H-D®, transformando-as em triciclos, o pessoal de Milwaukee começou a procurar alguém que pudesse ajudar neste projeto.
A escolha caiu em John Lehman, que vem produzindo kits de transformação para triciclos, há mais de 20 anos. O pessoal da Harley conversou como êle e perguntou se ele estaria interessado neste projeto. Será que macaco gosta de banana?
Básicamente o que ocorre é o seguinte: a Harley manda a parte frontal de uma Ultra Glide para a fábrica do Lehman em Spearfish, South Dakota (a apenas 32 km de Sturgis), com o motor e a caixa de mudança padrão, de seis marchas, mas com uma embreagem reforçada (que equipa as motocicletas policiais), além de um quadro reforçado, para aguentar o peso adicional. Pilotar uma motocicleta em estradas não requer muito esforço, além do trabalho de contra-esterçar nas curvas. Com um triciclo, a história é outra e o piloto trabalha muito com o guidão, especialmente nas estradas sinuosas. Tem que estar com a musculatura em dia! Para diminuir este esforço adicional, os garfos do Tri Glide foram alterados, com um comprimento 5 cm maior e um ângulo de cáster de 32º, reduzindo o trail para 10 cm, o que melhorou muito a ciclística do Tri Glide. Em outras palavras, quando o Tri Glide está na estrada, a 120 km/h, o piloto pode reclinar-se e quase tirar uma soneca.

As rodas traseiras são de 15 polegadas, com pneus 205/65 mm. Para estacionamento, o Tri Glide vem equipado com um freio de mão.

A altura do solo é de sómente 12 cm, portanto não é um veículo para estradas em mal estado de conservação.

Além do tour-pack tradicional de toda Electra Classic, a própria cobertura do eixo e da tração gerou um porta-malas generoso, com volume duas vezes superior ao do tour-pack, substituindo, com sobra, os alforges.

A distância entre eixos é de 169,3 cm e o comprimento total é de 2,69 m, com uma largura (contando os pára-lamas) de 1,40 m. Definitivamente não é uma motocicleta para passar no corredor entre carros parados no engarrafamento!

Ao pilotar um triciclo como este, o piloto deve seguir religiosamente os limites de velocidade das vias e os avisos tipo “diminua velocidade”, “cuidado – curva perigosa”, etc.

Descer serras não é problema para o Tri Glide, que vem equipado com 4 freios a disco, sem necessidade de ABS.

Enquanto minha capacidade física continua em ordem e capaz de operar minha Ultra Glide, nenhuma outro motocicleta, ou triciclo, vai substituí-la. Mas se eu chegar naquela fase da vida em que o físico precisa de uma ajuda, com certeza o Tri Glide da Harley-Davidson® estará no topo da lista.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Monster Bikes

Pensando em trocar sua motocicleta por outra mais potente?
Talvez deva considerar algum dos modelos fabricados por Boss Hoss Cycles, nos Estados Unidos.
Veja alguns exemplos:
Modelo BHC-3 ZZ4

Motor V-8 refrigerado a líquido, 5,7 litros, 355 HP. Transmissão semi-automática de 2 velocidades. Comprimento total 2,7 m, peso vazio (sem combustível) 503 kg. Tanque de 32 litros.

Modelo BHC-3-LSMotor V-8 refrigerado a líquido, 6,2 litros, 445 HP. Transmissão semi-automática de 2 velocidades. Comprimento total 2,7 m, peso vazio (sem combustível), 484 kg. Tanque de 32 litros. Modelo BHC-9 ZZ4 Motor V-8 refrigerado a líquido, 5,7 litros, 355 HP. Transmissão semi-automática de 3 velocidades, com marcha-à-ré. Comprimento total 3,45 m, peso vazio (sem combustível) 680 kg. Tanque de 32 litros.

Outras motocicletas construídas pela Boss Hoss Cycles: