sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Miles City, MT a Cody, WY

Saímos de Miles City por volta das 09:00 horas.
Na noite anterior jantamos no Montana Rib & Chop House, um excelente restaurante. Começamos com um Jack Daniel's Manhattan, seguido de costeleta de porco e batata assada, terminando com um Raspberry Cheesecake. Serviço completo!

A estadia foi no Super 8 Miles City, que não recomendo para ninguém. Não havia conseguido vaga no Best Western, a cadeia de hotéis que temos usado desde a viagem de 2011, pelos Montes Apalaches.

Um café da manhã muito espartano e iniciamos nosso trecho de hoje, quando deixaremos as planícies e chegaremos aos pés das Montanhas Rochosas.

O primeiro trecho foi de 215 km até o Monumento à Batalha de Little Big Horn, próximo a Crow Agency, Montana. Continuamos pela I-94 West, depois a MT 47 e a I-90 East.

O monumento foi erguido no sítio onde foi travada a Batalha de Little Big Horn, entre o Sétimo Regimento de Cavalaria, sob o comando do Coronel George Custer, e os índios Sioux, sob a liderança dos Chefes Touro Sentado e Cavalo Doido. O regimento, com cerca de 700 soldados, enfrentou cerca de 1500 guerreiros da Nação Sioux.

Nesta batalha, cinco companhias do Sétimo Regimento foram aniquiladas, com a morte do Coronel Custer, seus dois irmãos e um cunhado (oficiais do regimento) e a perda total de 268 militares.

George Amstrong Custer, com o uniforme de General de Brigada, durante a Guerra Civil
A batalha é um episódio importante para todos os estudiosos de história e estratégia militar. Os índios Sioux conseguiram dividir as tropas de Custer, isolando-os e fazendo os ataques em ondas seguidas, tanto a pé como a cavalo. Segundo relatos obtidos com os guerreiros Sioux, Custer e seus soldados lutaram até o último homem, sem qualquer intenção de render-se.

O local da batalha é um campo santo para os índios e um lugar de honra para o povo americano, por representar um dos momentos mais importantes da expansão dos Estados Unidos para o oeste.







 Percorremos todo o campo de batalha, lendo as várias placas explicativas colocadas nos pontos principais. Existe uma lápide colocada em cada ponto onde o corpo de um soldado foi achado, depois da batalha.

O H-D Tri Glide é uma máquina muito prazerosa de pilotar.
De lá seguimos pela I-90 West até Billings, Montana, onde paramos para visitar a revenda Harley-Davidson local.

Esta revenda havia recebido duas unidades do Tri Glide modelo 2013, incluíndo um com o novo esquema de cores em dois tons. Muito bonita.


2013 Harley-Davidson Tri Glide Ultra Classic

Saímos de Billings em direção sul pela MT 72, US 212 e WY 120.
Aos poucos a paisagem mudava das planícies sem fim para formações montanhosas, com as Rocky Mountains já ao longe.




Chegamos em Cody City por volta das 17:30, depois de percorrer 496 km, com temperaturas variando entre 8°C e 29°C , sem ventos laterais, mas com a umidade relativa ainda muito baixa (22%).

A Tri Glide continua sendo uma motocicleta muito gostosa de pilotar, depois de 1.500 km percorridos. O consumo melhorou, depois que passei a usar gasolina Premium de 91 octanas, sem etanol. A média aumentou para 11,58 km/litro. Ainda baixo, comparado com minha Ultra Glide que faz em média 16 km/l.

A viagem tem sido muito interessante, ainda mais que estamos rodando por regiões dos Estados Unidos que eu não conhecia. O povo é muito hospitaleiro e educado. Em todos os lugares que paramos sempre alguém vem falar conosco. Em Miles City conheci um ex-Fuzileiro Naval que reconheceu a bandeira do Brasil e veio falar comigo. Ele serviu na Comissão Militar Mixta Brasil-USA nos anos 1980, tendo feito treinamento conjunto com os Fuzileiros Navais do Brasil.

No Wyoming, um senhor aposentado da Whirpool também nos abordou, perguntando de onde éramos. Ao mencionar Santa Catarina ele falou que conhecia Joinville, onde havia ido várias vezes na fábrica da Embraco.



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