terça-feira, 22 de junho de 2021

Habilitado para voar drones/aeromodelos nos EUA

 

Eu sou associado da COBRA-Confederação Brasileira de Aeromodelismo desde 1959, quando a entidade foi criada com o nome de ABA-Associação Brasileira de Aeromodelismo.

Desde 1983 sou também membro da AMA-Academy of Model Aeronautics, o equivalente americano da COBRA (se bem que muito mais antigo - a AMA foi criada em 1936) e representante dos EUA junto à FAI-Fedération Aéronautique Internationale.

Com o advento dos drones, o aeromodelismo tem sido submetido a uma série de regras e regulamentos que tornam nosso hobby/esporte muito complicado. Como faço aeromodelismo desde criança, não vou deixar de faze-lo agora. Por isto, tenho que me adequar às regras.

A FAA-Federal Aviation Administration, o orgão máximo do governo dos EUA na administração do espaço aéreo, criou uma legislação recente onde obriga os aeromodelistas e operadores de drones (infelizmente incorporando o aeromodelismo como drone) a obter um Certificado que demonstre que o operador do Veículo Aéreo Não Tripulado (UAV na sigla em inglês) está devidamente qualificado, em termos de segurança de voo.

Há várias formas de se submeter à prova e obter o certificado. Uma delas é através da AMA. Foi o que fiz.

Hoje recebi meu certificado. É como uma CNH para aeromodelos. Você tem que estar em posse do seu certificado (serve a forma digital) e mostrá-lo às autoridades competentes, inclusive à polícia, se for solicitado.

A legislação brasileira é muito semelhante, ainda que não se exija um Certificado. Ainda.

Saiba mais aqui:

  • MCA 56-2 AERONAVES NÃO TRIPULADAS PARA USO RECREATIVO – AEROMODELOS, Manual do Comando da Aeronáutica, aprovado pela PORTARIA DECEA Nº113/DGCEA, DE 25 DE MAIO DE 2020 e que entrou em vigor em 1 de julho de 2020.
  • Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC-E nº 94, aprovada pela Resolução nº 419 de 2 de maio de 2017.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Privado versus Estatal: a comparação que enoja

Eu sou absolutamente contra o Estado gigantesco, como é o Estado Brasileiro. Centenas de anos já demonstraram, sem a menor dúvida, que não funciona.

Mas podemos nos concentrar nos últimos 50 anos. Vamos diretamente ao caso em pauta: comunicações.

Nos últimos séculos os homens se comunicam com palavras, escritas ou faladas. E até a invenção do celular e da Internet, os Correios eram seu maior veículo.

Nos anos 1960, lembro bem, os Correios e Telégrafos eram extremamente inconfiáveis (para usar a técnica jornalística cambeta, que inventou a "dispiora"). Você enviava uma carta e Deus sabia lá quando chegaria ao destino.

Nos anos 1970 o governo federal, aquele dos "anos de chumbo", resolveu dar um jeito no negócio. Resultado: a ECT (criada em 1969) tornou-se uma das mais eficientes do mundo, reconhecida oficialmente pela União Postal Universal (fundada na Suíça em 1874 e parte das Nações Unidas).

Entre 1995 e 2005 eu morei no exterior. Costumava mandar presentes e outras coisas para minha família no Brasil, usando U.S.Postal Services e os Correios. Normalmente chegava no destino em até 10 dias. Ás vezes, em apenas 5 dias (recorde!).

Daí veio o ano 2003 e o início do desmonte das empresas estatais brasileiras, convertidas em "puxadinho" dos amigos do rei. Os Correios da era digital voltaram aos primórdios do correio a cavalo ou, quem sabe, dos sinais de fumaça.

Eu compro regularmente do exterior peças e componentes para o meu hobby, aeromodelismo. Via de regra de empresas na China e nos Estados Unidos.

Desde o início de 2020 comecei a registrar, em uma planilha, o tempo entre o despacho da mercadoria e a entrega na minha casa.

Quem já importou pela Internet sabe que o código de rastreamento é composto de duas letras, nove dígitos e duas outras letras, que indicam o país de origem (BR= Brasil, US=Estados Unidos, HK=Hong Kong, CN=China, etc.). 

Os chineses como a AliExpress e a Banggood criaram um esquema logístico onde enviam sua mercadoria da China para o Brasil com um código que termina em BR. Ou seja, como se fosse uma remessa nacional. Não sei como fazem, mas funciona. Média: 17 dias entre a China e o bairro Santa Felicidade, em Curitiba, onde moro.

Compras dos EUA são normalmente enviadas pelo USPS. Acompanho o movimento através do rastreamento disponível no site do Serviço Postal americano. Leva em média 5 (cinco) dias entre qualquer ponto dos Estados Unidos e o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Do aeroporto de Guarulhos até minha casa, com o extraordinário serviço postal brasileiro, a média tem sido de 56 dias. Isto mesmo! Os Correios levam 56 dias para percorrer os 450 km entre os dois pontos.

Ou seja: as minhas encomendas viajam dentro do Brasil ao ritmo médio de 8 km por dia, sob a responsabilidade da estatal que tem 105.000 empregados.

E, além disto, tem os famigerados R$15 reais que cobram pela entrega postal. Quer dizer, você contrata o serviço postal, paga a tarifa postal e ainda tem que pagar um extra para que seja entregue no destino. Só no Brasil, mesmo!

Mas o motivo da postagem é uma comparação simples, com um fato que ocorreu ontem, 14 de junho do Ano do Nosso Senhor de 2021.

Comprei um celular no site Americanas.com, às 10:40 da manhã. Às 17:15 foi entregue na minha casa. A Americanas.com não usa os Correios. 

Usa transportadora privada.

Sem mais comentários! 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Fesbrachurras 2021 - mais um evento de sucesso do Asas do Vale

 

No feriado de Corpus Christi o Clube de Modelismo Asas do Vale realizou o Fesbrachurras 2021.

O evento foi uma tentativa exitosa de reunir aeromodelistas brasileiros em um evento de médio porte, atividade que foi suspensa desde que se instalou a pandemia no mundo. De março de 2020 para cá muitos eventos importantes deixaram de ser realizados.

O Asas do Vale, sob a direção do presidente Rafael Scharf, idealizou este encontro, limitado no número de participantes e sem abertura ao público. Inicialmente previsto para abril, foi realizado neste fim de semana, com muito sucesso.

O evento foi um encontro com um único objetivo: colocar as aeronaves rádio-controladas no ar, num ambiente de camaradagem, com respeito aos protocolos sanitários recomendados.

Missão cumprida!

Aeromodelistas de vários estados compareceram (confirmados por mim: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina, é claro).

As atividades começaram logo cedo na sexta-feira, dia 4 de junho, com mais de 100 pessoas participando. No sábado, até onde consegui apurar, cerca de 200 pilotos e acompanhantes estavam no Asas do Vale, que tem excelentes instalações em mais de 140.000 m² de área própria.

Na noite de sexta-feira tivemos a apresentação da equipe e dos veículos da All Crazy  Vandico Aero, momento em que foi confirmada a realização do 35º FESBRAER no fim de semana prolongado do feriado de Tiradentes em 2022: de 21 a 24 de abril.



No sábado foi servido o churrasco que deu nome ao encontro, muito bem preparado e saboroso.

Espero que que Fesbrachurras se transforme em um evento anual no Asas do Vale.










































Tivemos algumas quedas, também, que foram registradas com muita serenidade! Afinal, isto faz parte do aeromodelismo, como bem sabemos.


Fiz um vídeo dos dois dias em que participei do evento. Espero que gostem.





domingo, 6 de junho de 2021

35º Fesbraer confirmado para Abril 2022

 


Durante a realização do Fesbrachurras 2021, ocorrido neste feriado e fim de semana de Corpus Christi, o presidente do Clube de Modelismo Asas do Vale, Rafael Scharp, confirmou a data da realização do próximo Festival Internacional de Modelismo – Fesbraer, edição número 35, para os dias 21, 22, 23 e 24 de abril de 2022.

O 35º Fesbraer estava planejado para 2020, mas teve que ser adiado devido à pandemia do Covid-19. 

Posteriormente foi reprogramado para abril de 2021 e teve que ser adiado mais uma vez, pelo mesmo motivo.

Agora, está confirmado para 2022 e será, nas palavras do Rafael Scharf, o melhor e o mais completo Fesbraer de todos os tempos.

Os pilotos já inscritos estão confirmadas e não haverá necessidade de nova inscrição.

Estaremos lá, com certeza!

Veja como foi o 34º Fesbraer aqui.