Eu sempre gostei de New York. Desde os filmes que assisti na minha adolescência, continuando pelas dezenas de vezes que visitei a cidade.
A primeira vez estará para sempre na minha lembrança: um gélida manhã de janeiro de 1967, quando meu navio atracou no cais de Brooklyn, debaixo de muita neve.
O ícone acima é internacionalmente conhecido e bem representa o sentimento que as pessoas tem sobre New York.
Foi criado por Milton Glaser, 87 anos, um dos mais famosos desenhistas gráficos dos EUA, em 1977.
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Milton Glaser no seu estúdio na Rua32 Leste, onde trabalha desde 1965. |
Num artigo publicado por John Leland, publicado no New York Times deste fim de semana, me fez reviver as 4 décadas de passagens por esta cidade icônica, que tanto representa os Estados Unidos, sem mostrar realmente o que são os Estados Unidos.
No artigo, o jornalista menciona que Milton Glaser ainda está preocupado com a cidade onde nasceu e sempre viveu: "Esta cidade, disse ele, está em uma crise causada por seu próprio sucesso. Se eu tivesse de desenhar um sucessor para o logotipo do coração, explicou, gostaria de uma maior sensação de justiça an cidade, seja o que for isso."
Quando criou o logotipo icônico, "a cidade esta ficando muito sombria," diz Glaser. Segundo ele havia muitos crimes e problemas econômicos graves. As pessoas estava deixando a cidade e havia uma sensação de qua a vida lá não iria melhorar.
Sobre o logotipo, Glaser diz que o conceito foi uma reação a uma sensação de decadência da cidade. Se New York era uma bagunça que não merecia amor, isso só a tornava o tipo de lugar que um certo tipo de nova-iorquino diria, com orgulho, amar.
O logotipo é uma junção de uma palavra (I = Eu), um símbolo (o coração) e as iniciais de um lugar (NY). Acontecem, então, três atos de transformação. A pessoa tem que usar um pouco o cérebro para traduzir o logotipo, mas quando o faz é óbvio, todos entendem.
O logotipo foi esboçado numa folha de papel, dentro de um táxi. Este original está em exposição no Museu de Arte Moderna (MoMA) de New York. Milton Glaser recebeu US$2000 pelo trabalho que gera cerca de US$ 1 milhão por ano para o Estado de Nova York em taxas para o uso da marca.
Eu vi a cidade sair da quase falência e uma taxa de criminalidade elevada, para retomar sua posição de cidade mais famosa do mundo, onde as pessoas podem caminhar com segurança em qualquer hora do dia.
Talvez a população do Rio de Janeiro possa aprender algo com esta experiência, se tiverem a coragem para isto.
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