domingo, 17 de junho de 2012

Arte em Hidrantes

O Corpo de Bombeiros da cidade de Statesville, no estado de North Carolina, EUA, resolveu sair do lugar comum e trocar a cor dos hidrantes instalados na cidade.

A idéia foi do bombeiro Andy Webster. Estava na época de repintar os 126 hidrantes da cidade e Andy sugeriu ao Chefe dos Bombeiros, Steve Mayes, a proposta de transformar os hidrantes em algo que pudesse chamar a atenção das pessoas de uma forma diferente. Steve Mayes concordou e designou Andy Webster para a missão de encontrar a pintura mais interessante.

Andy começou pintando os hidrantes de formas diferentes, baseados nas cores da bandeira americana, da bandeira do estado, da universidade estadual e assim por diante. As pessoas começaram a telefonar e enviar mensagens para o Corpo de Bombeiros, sugerindo esquemas de cores.


Na principal igreja batista da cidade, os hidrantes foram pintados de cor-de-rosa, em apoio ao movimento de combate ao câncer de mama.

E assim os hidrantes da cidade começaram a tomar uma forma diferente de chamar a atenção.


Um bombeiro aposentado sugeriu que o hidrante na frente de sua casa fosse pintado com as cores da Harley-Davidson e comprou as tintas nas cores adequadas. Andy Webster executou a pintura, como mostra a foto abaixo.

Andy Webster e o hidrante nas cores da HD.
Com isto, Andy resolveu melhorar, ainda mais a idéia. Um artista talentoso, ele começou a pintar outros artigos nos hidrantes, tais como a figura de uma pantera, no hidrante em homenagem ao Carolina Panther's, o time de futebol profissional do estado.

O mais importante, explica Andy, é que estes importantes elementos de combate ao fogo ficam bem visíveis e são notados por todos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Próximos Eventos Oficiais da Harley-Davidson do Brasil

Copiado do blog do Wolfmann:

A HDMC acaba de divulgar as datas para os dois eventos que irão acontecer no segundo semestre.

O primeiro evento faz parte do calendário oficial da matriz: a segunda edição do Rio Harley Days.

Acontecerá de 14 a 16 de setembro na Marina da Glória. Segue o mesmo formato da edição 2011, com mostra do catálogo, test drives em todos os modelos 2012, shows (confirmados a Rock Stock, Skank e Ultrage a Rigor) e os passeios guiados. Mais uma vez está programado um desfile no domingo. A HDMC espera ultrapassar o público da edição 2011 (30.000 pessoas nos três dias).


Haverá preços diferenciados para membros do HOG, que terão direito a levar suas garupas dentro do valor do ingresso.

Inicialmente, o valor do passaporte HOG é R$ 198,00 e do passaporte não HOG R$ 395,00.
O estacionamento seguirá gratuito para HDs e prometem uma melhora no esquema de segurança.


O segundo evento anunciado hoje é o HOG Rallye. Foi divulgado apenas o local e data para os interessados se programarem: o evento acontecerá em Florianopólis, no P12 do Jurerê Internacional nos dias 2 a 4 de novembro.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Possível Novo Motor da Harley-Davidson


No final de 2011 a Harley-Davidson recebeu uma patente para um sistema limitado de arrefecimento a líquido, no cabeçote dos cilindros dos motores V-Twin acima de 1600cc. Um processo similar, mas usando óleo ao invés de água, já está em uso nos motores da XR1200R.

Por que limitado? Por que não mudar de uma vez para uma refrigeração a líquido? A HDMC é muito cuidadosa em não mudar muito a característica de suas motocicletas, por motivos óbvios: os Harleyros são muito apegados à tradição da marca. E um motor com arrefecimento a ar é o que os Harleyros gostam. A patente obtida pela HDMC consegue obter o melhor dos dois mundos, resolvendo o problema sem destruir a característica tão admirada dos motores V-Twin.

Passagem do líquido de arrefecimento, no cabeçote do motor.

Mas, qual é o problema? Muitos tipos de motores refrigerados a ar sofrem com rachadura no cabeçote e empeno no assentamento das válvulas de descarga, que perdem sua capacidade de fechamento correto. Uma das soluções clássicas é operar com uma mistura rica, usando o combustível para refrigerar o motor. Isto reduz a temperatura na câmara de compressão/explosão. Mas com as restrições ambientais impostas aos veículos operados com motores de combustão interna, mistura rica não pode mais ser considerada.

Detalhes do sistema, conforme desenhos da patente obtida pela HDMC.

Uma possível resposta é circundar a válvula de descarga do cilindro com uma passagem onde um líquido arrefecedor possa circular, seja óleo ou água. Usar óleo é o mais fácil, pois todos os motores tem bombas de óleo, mas em situações de altas temperaturas, o óleo pode “cozinhar”, endurecendo e obstruindo a passagem. A água não só reduz mais eficientemente a temperatura como não pode “cozinhar”, como o óleo. Daí a patente da Harley-Davidson, que usa pequenos radiadores e uma bomba elétrica para circular a água.

O objetivo da engenharia não é só encontrar a “melhor solução”, mas dar-nos o que buscamos.

Se nós, Harleyros, queremos o nosso tradicional motor V-Twin refrigerado a ar, mas com as comodidades – inclusive temperaturas mais baixas – acredito que esta solução atende.

Quando teremos estes motores instalados nas Tourings, ainda é uma especulação. 
Mas não tenho dúvida de que virão num futuro bem próximo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Batalha Naval de Riachuelo - Guerra do Paraguai


No dia 11 de junho comemora-se o Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha. A Batalha Naval do Riachuelo é considerada, pelos historiadores, como uma batalha decisiva da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1865-1870) - o maior conflito militar na América do Sul, somente superado em vítimas, no Novo Mundo, pela Guerra Civil Americana (1861-1865).

A importância da vitória nesta Batalha é que, até aquela data, o Paraguai tinha a iniciativa na guerra e ela inverteu a situação, garantiu o bloqueio e o uso pelo Brasil dos rios, que eram as principais artérias do teatro de operações de guerra, e desincentivou possíveis adesões de simpatizantes argentinos e uruguaios à causa paraguaia.

Navio-Aeródromo "São Paulo"- Capitânea da Esquadra Brasileira.
Cenário político do país na ocasião
Logo após sua independência, o Paraguai procurou se manter afastado dos conflitos frequentes que ocorriam na Região do Prata. Quando Francisco Solano López assumiu o poder em 1862, após a morte de seu pai, Carlos Antônio López, passou a exercer uma política externa mais atuante, tentando fazer sua presença sobressair na região.

O Brasil foi o primeiro País a reconhecer a independência do Paraguai. Isso estava de acordo com a política externa do Império de não ser favorável à sua anexação, diversas vezes desejada, pelas Províncias Unidas do Rio da Prata, futura Argentina.

Havia questões de limites entre o Brasil e o Paraguai, mas era improvável que isso levasse a um conflito armado. A intervenção brasileira no Uruguai, em 1864, no entanto, contrariou os planos políticos e as alianças de Solano López. Ele considerou que a invasão do Uruguai, por tropas brasileiras, era um ato de guerra do Brasil contra os interesses do Paraguai e iniciou as hostilidades. Como lhe foi negada a permissão para que seu exército atravessasse território argentino para atacar o Rio Grande do Sul, invadiu a Província de Corrientes, envolvendo a Argentina no conflito.

O Paraguai estava se mobilizando para uma possível guerra desde o início de 1864. López se julgava mais forte e acreditava que teria o apoio do Partido Blanco uruguaio e dos partidários argentinos de Justo José de Urquiza, que exercia o poder na província argentina de Entre Rios. Tal não ocorreu. Sua derrota em Riachuelo acabou com a possibilidade de uma vitória rápida. Seus possíveis aliados não aderiram. Ele, também, superestimou o poder econômico e militar do Paraguai e subestimou o potencial e a disposição do Brasil para a luta.

Fragata "Independência"
Esquadra brasileira
No início da Guerra da Tríplice Aliança, a Esquadra brasileira dispunha de 45 navios armados. Destes, 33 eram navios de propulsão mista, a vela e a vapor, e 12 dependiam exclusivamente do vento. O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (Arsenal da Corte) passara por uma modernização em meados do século XIX. Diversos dos navios do início da guerra foram projetados e construídos no País. Mais tarde, o Arsenal construiu também navios encouraçados para o teatro de operação no Rio Paraguai.

Os navios brasileiros disponíveis antes dessa guerra eram adequados para operar no mar e não nas condições de águas restritas e pouco profundas que o teatro de operações nos rios Paraná e Paraguai exigia; a possibilidade de encalhar era um perigo sempre presente. Além disso, esses navios, possuíam casco de madeira, o que os tornava muito vulneráveis à artilharia de terra, posicionada nas margens.

Submarino "Tupi"
Esquadra paraguaia
A Esquadra paraguaia possuía 32 navios, incluindo os que eles apresaram do Brasil e da Argentina, dos quais 24 eram navios de propulsão mista a vapor e vela e oito eram navios exclusivamente a vela. Todos os navios de propulsão mista, exceto um deles, eram de madeira, com rodas de pás. Embora todos eles fossem adequados para navegar nos rios, somente o Taquari era um verdadeiro navio de guerra. Os paraguaios desenvolveram, então, a chata com canhão como arma de guerra. Era um barco de fundo chato, sem propulsão, com canhão de seis polegadas de calibre, que era rebocado até o local de utilização, onde ficava fundeado. Transportava apenas a guarnição do canhão, e sua borda ficava próxima da água, deixando à vista um reduzidíssimo alvo. Via-se somente a boca do canhão, acima da superfície da água.

Monitor "Parnaíba", em operação no Rio Paraguai.
Antecedentes da Batalha
Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Governo do Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval presente no teatro de operações. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre. As Forças Navais do Brasil não estavam subordinadas a ele, de acordo com o Tratado da Tríplice Aliança.

A estratégia naval adotada pelos aliados foi o bloqueio. Os rios Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação com o Paraguai. As Forças Navais do Brasil foram organizadas em três Divisões - uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio.
Com o avanço das tropas paraguaias ao longo da margem esquerda do Paraná, Tamandaré resolveu designar seu Chefe do Estado-Maior, o Chefe-de-Divisão (posto que correspondia a Comodoro, em outras Marinhas) Francisco Manoel Barroso da Silva, para comandar a força naval que estava rio acima. Barroso partiu de Montevidéu em 28 de abril de 1865, na Fragata Amazonas, e se juntou à força naval em Bela Vista. A primeira missão de Barroso foi um ataque à Cidade de Corrientes, que estava ocupada pelos paraguaios. O desembarque ocorreu, com bom êxito, em 25 de maio. Não era possível manter a posse dessa cidade na retaguarda das tropas invasoras e foi preciso, logo depois, evacuá-la. Ficou evidente, porém, que a presença da força naval brasileira deixaria o flanco dos invasores sempre muito vulnerável. Era necessário destruí-la, e isso motivou Solano López a planejar a ação que levou à Batalha Naval do Riachuelo.

Corveta "Barroso". Projetado e construído no Brasil, é o navio mais moderno da Esquadra.
A Batalha
A Força Naval Brasileira comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná próximo à Cidade de Corrientes, na noite de 10 para 11 de junho de 1865. O plano paraguaio era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11 de junho, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para Humaitá. Para aumentar o poder de fogo, a força naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. Adicionalmente, a Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi artilhada pelos paraguaios. Havia, também, tropas de infantaria posicionadas para atirar sobre os navios brasileiros que escapassem.

No dia 11 de junho, aproximadamente às 9 horas, a força naval brasileira avistou os navios inimigos descendo o rio e se preparou para o combate. Mezza se atrasara e desistiu de iniciar a batalha com a abordagem. Às 9 horas e 25 minutos, dispararam-se os primeiros tiros de artilharia. A força paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo, onde ficou aguardando.

Após suspender, a força naval brasileira desceu o rio, em perseguição, e avistou os navios inimigos parados nas proximidades da foz do Riachuelo. Desconhecendo que a margem estava artilhada, Barroso deteve sua capitânia, a Fragata Amazonas, para cortar possível fuga dos paraguaios. Com sua manobra inesperada, alguns dos navios de sua força retrocederam, e o Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sofrendo o fogo concentrado do inimigo e, logo após, encalhou propositadamente, para não afundar.

Corrigindo sua manobra, Barroso, com a Amazonas, assumiu a vanguarda e efetuou a passagem, combatendo a artilharia da margem, os navios e a chatas, sob a fuzilaria das tropas que atiravam das barrancas. Completou-se assim, aproximadamente às 12 horas, a primeira fase da Batalha. Até então, o resultado era altamente insatisfatório para o Brasil: o Belmonte fora de ação, o Jequitinhonha encalhado para sempre e o Parnaíba, com avaria no leme, sendo abordado e dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros, como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte.

Então, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo. Tirando vantagem do porte da Amazonas, ele usou seu navio para abalroar e inutilizar navios paraguaios e vencer a Batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.

Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, Barão do Amazonas.
Antes do pôr-do-sol de 11 de junho, a vitória era brasileira. A Esquadra paraguaia fora praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior, inclusive os encouraçados que encomendara na Europa. Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isto, muito comemorada.

Com a vitória em Riachuelo, com a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, a opinião dos aliados era de que a guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu. O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza inexpugnável para aqueles navios de madeira que venceram a Batalha. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios. Foi nela, que brasileiros de todas as regiões do País foram mobilizados conheceram-se melhor e trabalharam juntos para a defesa da Pátria. Consolidou-se, assim, a nacionalidade.

1930 Henderson “Streamliner”


A Henderson Motorcycle Company foi um fabricante de motocicletas dos EUA que produzia as motos mais velozes do seu tempo. A empresa funcionou de 1912 até 1931, quando fechou devido à crise econômica decorrente da queda nas Bolsas de Valores de 1929.

Durante o tempo em que estava em operação a Henderson fazia parte das “3 Grandes”, juntamente com a Harley-Davidson e com a India Motorcycles.

Fundada em 1911 em Detroit pelos irmãos Willian G. Henderson e Tom W. Henderson, a Henderson lançou seu primeiro modelo comercial em 1912, uma motocicleta com um motors de 4 cilindros e 934 cilindradas. O motor era instalado em linha com o quadro e tinha partida manual. O quadro era bem longo, com uma distância entre eixos que se tranformou na marca registrada da Henderson. Não devia ser muito boa de curva, mas era veloz.

Henderson 1913
Em 1920 a Henderson lançou o Modelo K, com um motor de 1300cc, válvulas laterais e capaz de atingir a velocidade máxima de 128 km/h. Este foi o primeiro motor com lubrificação forçada por bomba instalado em uma motocicleta.

Motor da Henderson Model K, de 1920
Henderson DeLuxe 1927
Em 1930 a Henderson apresentou sua  “Special” KL, que atingiu 187 km/h na primeira rodovia de concreto construída nos EUA, em Illinois.

Henderson "Special" KL, 1930
Henderson KL 1930 "Police"
Também em 1930 a Henderson produziu um dos mais avançados modelos de sua época. A Henderson Streamliner apresentava linhas aerodinâmicas, que influenciou bastante sua outra concorrente, a Victory.



Henderson "Streamliner" 1930
No verão de 1931, preocupados de que a depressão econômica durasse muito tempo, os acionistas decidiram parar a produção e fechar a empresa, o que aconteceu em Setembro daquele ano.

domingo, 10 de junho de 2012

Relógios e Motocicletas

Meu grande amigo e ex-vizinho Robert Gale, de Ocala, Flórida, sabe da minha apreciação por relógios e motocicletas. Não foi por acaso que ele me envio as fotos abaixo, verdadeiras obras de arte feitas com peças de relógios.

Vale a pena apreciar pelo bom gosto e talento do artesão.