quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Rastro da Serpente - Os números

O meu amigo PHD Zuco (João Zucoloto), de Curitiba, subiu o Rastro da Serpente ontem, para recepcionar PHDs de SP, RJ e MG.
Saíram 10 motocicletas de Curitiba até Apiaí e desceram 24 motocicletas na volta para Curitiba.
Segundo o João, eles contaram o número de curvas entre Bocaíuva do Sul e Adrianópolis, que é o trecho da BR-476: 447 curvas em 120 km.
Para aqueles que gostam de número e estatísticas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vendas de Motocicletas Continuam em Queda

Continuam as quedas nos volumes de vendas de motocicletas em todo o mundo. Os dois maiores mercados (produtor e consumidor), Japão e Estados Unidos, apresentaram números declinantes no primeiro semestre de 2009. A produção japonesa caiu de 593.384 unidades Jan/Junho de 2008 para sómente 360.981 motocicletas em igual período de 2009. A redução de 39,2% representa a continuidade da tendência observada desde 2007. Surpreendentemente, a maior queda foi observada na categoria de 51 a 125 cilindradas, que teve uma redução de 63,1%, seguida das motos de 250 cc (redução de 33%). Nos Estados Unidos, a venda de motocicletas também caiu muito, em relação a 2008. A produção total foi de 212.130 motocicletas de Janeiro a Junho de 2009, uma diminuição de 46%, comparados ao mesmo período de 2008. Na Europa, a BMW Motorrad reportou vendas menores em 2009, comparadas com o mesmo período de 2008. O redução percentual, entretanto, foi bem menor, com queda de 18%, num total de 18.200 motocicletas vendidas. No Brasil, a tendência se confirma. De Janeiro a Julho de 2009 foram vendidas 854.750 unidades, contra 1.184.830 em 2008 ou uma redução de 27,8%. A Harley-Davidson® vendeu 1.734 motocicletas em 2009, uma queda de 43%. O carro-chefe de vendas das H-Ds, no Brasil, continuam sendo a Sportster 883 e a Dyna, que representam 47% das vendas. Fontes: Japanese Automobile Manufacturers Association, Motorcycle Industry Council, BMW Motorrad, Abraciclo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Uma "marina" para motocicletas?

Muitos de nós, que moramos em apartamentos, temos dificuldades para cuidar de nossas máquinas da maneira como gostaríamos. Eu, que vivi em casas a maior parte da minha vida, sinto muita falta de ter um espaço para lavar minhas motocicletas, uma tarefa que é um verdadeiro prazer, para mim. Por outro lado, muitos motociclistas usam muito pouco suas "companheiras" por motivos vários. Com isto a moto fica parada durante muito tempo, numa mesma posição de pneus, o que é desaconselhável. Uma empresa de Porto Alegre teve a idéia de criar uma "marina" para motocicletas. A proposta é disponibilizar um espaço, onde a sua motocicleta ficará guardada, com vigilância, trancada, coberta com uma capa e com cobertura de seguro. Semanalmente a moto é ligada e movida de posição, para não "marcar" os pneus. A firma se dispõe ainda de cuidar da limpeza da motocicleta, embelezamento e manutenção preventiva como troca de fluídos, lubrificação, etc. Com isto, sua máquina estará sempre pronta para ser usada, sempre que o clima e seu tempo livre permitirem. Achei a idéia muito boa. A empresa é a G&G Motogarage.

Acidente Grave

Um dos blogs que eu acompanho é o do Wolfmann, harleyro do Rio de Janeiro.
Gosto muito de suas postagens, sempre escritas com isenção e bem direcionadas ao verdadeiro espírito Harley.
No último sábado, num passeio do HOG do Rio de Janeiro, sua esposa Silvana, também uma harleyra, sofreu um acidente muito grave, devido à má condução de um caminhoneiro.
Vejam o relato do acidente, feito pelo próprio Wolfmann, em seu blog no domingo:
"Ontem no passeio de sábado tivemos um grave acidente, infelizmente a acidentada é a minha esposa. Companheira fiel, querida e muito amada por mim e por todos os amigos do HOG RJ.
Um motorista de caminhão imprudente jogou-a junto com a FX dela em um mureta fazendo com que a moto a catapultasse e ela acabasse sendo arrastada por alguns metros pelas rodas traseiras do caminhão baú de três eixos.
O caminhão passou por cima da motocicleta e deve ter acionado os freios, por isso não passou por sobre o corpo da minha esposa.
O resultado do grave acidente é um quadro instável hemodinamicamente falando, duas fraturas expostas já estabilizadas e uma fratura na clavícula que ainda não pode ser tratada cirurgicamente exatamente por conta do grave quadro hemodinâmico.
O que posso dizer é pouco diante da solidariedade que todos vem oferecendo, colegas médicos indo ao Hospital em Petropólis para se informar e o meu maior agradecimento ao amigo Paul, que vinha bem atrás, mas chegou logo em seguida ao acidente e como médico em Petropólis conseguiu um rápido resgate da minha esposa: em menos de quinze minutos três ambulâncias, sendo uma com uti móvel, chegaram para fazer o atendimento a ela.
Também não posso deixar de agradecer ao Zé Roberto, gerente da loja HD RJ, que rapidamente conseguiu movimentar toda a chefia de cirurgia das diversas especialidades que eram necessárias agilizando ainda mais o socorro a ela.
Amigos, todos aqueles que estão se manifestando, que lá estiveram, que souberam e telefonaram, muito obrigado por todo o carinho que estão cercando nosso lar abalado.
Hoje, domingo, eu a vi no CTI, seu quadro é grave, mas ela vem lutando para melhorar e superar o trauma. A recuperação será difícil e muito lenta por conta do punho esquerdo que foi muito judiado, mas tenho fé em Deus, em uma força maior, que não será esse o fim da estória dela conosco!"`
Hoje, pela manhã, tivemos uma atualização da recuperação da Silvana.
É o próprio Wolfmann que nos conta:
"Silvana vem apresentando sensíveis melhoras no quadro clínico, demonstrando uma grande recuperação. Ontem a noite, após a visita das 19h30 que foi feita pelos meus dois filhos mais velhos que estão acompanhando tudo em Petropólis, o boletim dos médicos informava uma sensível melhora no quadro cliníco, dispensando uma droga chamada NORADRENALINA que era responsável por manter o equilíbrio hemodinânico dela. O quadro respiratório também apresentava melhoras, com diminuição da necessidade da ventilação forçada dos pulmões demonstrando uma recuperação excelente.
Hoje de manhã, conversei com o Paul, médico que prestou os primeiros atendimentos junto comigo no momento do acidente e que vem acompanhando o caso mais de perto por trabalhar em Petropólis, e ele já atualizou a situação dizendo que ela se encontra estável, sem uso da NORA e com melhor resposta ainda no quadro pulmonar, demonstrando muita esperança em que possa ser desentubada nos próximos dias.
Eu estou me ocupando do nosso caçulinha, que vem sentindo a tristeza geral, mas ainda não se manifestou em perguntar pela Silvana e por isso ainda não disse a ele que a mãe vai demorar a voltar para casa (medo de traumatizar o menino ou apenas pura covardia de não saber como amparar ainda mais a ele que é tão ligado a mãe), e por isso tudo fica mais difícil ir atualizando a todos.
O que posso dizer é: após a postagem nos Fóruns que participo e que conhecem pessoalmente a Silvana e aqui no Blog, a corrente ficou ainda maior e com certeza isso chegou nela pois vem conseguindo tirar forças de onde não tenho idéia.
Foi um acidente muito feio e quando a vi ontem no hospital após a cirurgia, no horário permitido a visitas, fiquei muito acabado, mas hoje estou esperançoso e confortado pelos amigos que vem dando o seu apoio da melhor forma possível.
Amigos, é impossível passar para vocês o sentimento de alívio após as ultimas 24 horas, onde ela vem crescendo na recuperação, se livrando de medicamentos poderosos e com várias contra-indicações em tempo muito curto.
Ela hoje depende do respirador para um conforto maior pois parece que o quadro asmático está superado e os drenos nos pulmões já mostram muito pouca secreção a ser expelida. Os níveis do respirador estão praticamente em níveis de pressão amosférica indicando que se ela não tivesse sofrido as fraturas nas costelas e a contusão pulmonar, provavelmente estaria respirando sozinha, mas isso ainda deve ser muito doloroso e por isso está mantido o entubamento.
Os médicos demonstram muito carinho e por ela e todos no hospital se mostram surpresos com o número de pessoas e médicos interessados pelo estado dela, assim como pelo entra e sai de HDs do estacionamento. Espero que muito rapidamente ela possa estar fora do CTI.
Muito obrigado pela corrente positiva, pelas orações e agora o tempo parece conspirar a nosso favor e não contra nós como foi no início. Tentarei manter atualizado o quadro dela."
Tenho certeza que a Silvana está presente em nossos pensamentos, quando estivermos fazendo nossas orações.

sábado, 8 de agosto de 2009

Pilotando à Noite

Eu não gosto de pilotar à noite. Procuro sempre planejar minhas viagens ou passeios de forma a estar na estrada durante a luz do dia. Como a parte da manhã é a melhor para mim, prefiro levantar bem cedo e começar o trecho ao nascer do dia, do que esticar o dia até ficar escuro. Afinal, pilotar à noite é muito diferente, pelos seguintes motivos: Visibilidade Reduzida Você vê muito menos, o que leva a ter menos informações sobre o que ocorre ao seu redor. Seu campo de visão fica reduzido à parte da estrada iluminada pelos faróis. Além disso, sua visão periférica, profundidade e reconhecimento de cores ficam prejudicados depois que escurece. A percepção diminui e o tempo necessário para uma reação, aumenta. Luzes Em estradas sem iluminação pública (a maioria, no Brasil), use sempre o farol alto, baixando-o ao cruzar com outros veículos. As luzes baixas devem ser usadas em áreas urbanas, sob chuva ou nevoeiro e quando ultrapassando outro veículo. Sempre pilote de forma a ser capaz de parar dentro da área de visão (iluminada por seus faróis). A maioria dos faróis de motocicletas de grande porte (touring) iluminam até 150 metros, com os faróis altos. Com farol baixo, o alcance é de cerca de 50 metros. Dependendo da velocidade, você só tem entre 1,5 e 2 segundos para reagir com segurança. Portanto, é fundamental que esteja pilotando na velocidade adequada ao trecho. É importante lembra-se que os faróis de qualquer veículo são projetados para iluminar à frente, portanto não iluminam ao redor, o que aumenta o risco em casos de estrada sinuosa. Descendo uma estrada que passa por picos e vales, sua visão será muito reduzida ao atingir a parte mais baixa do trecho, praticamente eliminando sua visão da parte ascendente. Se você estiver utilizando os freios, a parte da estrada à sua frente, iluminada, estará ainda mais reduzida, já que o garfo dianteiro abaixará, diminuindo a eficiencia dos faróis. Ofuscamento A luz alta de outros veículos, vindo em direção oposta, pode ofuscá-lo, momentâneamente, por cerca de até 2 segundos. Assim, a 70 km/h, você terá percorrido mais de 350 metros sem estar exergando direito. Para evitar o ofuscamento, procure olhar para a faixa pintada na beirada da estrada (junto ao acostamento). Fadiga Noturna Outro grande adversidade na pilotagem noturna, é a fadiga, causada pelo esforço adicional exigido. O sinais de fadiga são:
  • Dificuldade em se concentrar
  • Frequente piscado dos olhos
  • Olhos “pesados”
  • Dificuldade em lembrar-se dos últimos quilômetros rodados
  • Perder saídas ou não reparar na sinalização
  • Necessidade de esfregar os olhos frequentemente
  • Dificuldade em manter o veículo dentro da faixa de rolamento
  • Aproximar-se demais de outros veículos à frente
  • Sensação de desconforto ou irritação

Se estiver com estes sintomas, procure um local seguro e pare sua motocicleta.

Descanse até que se sinta melhor ou, o que é mais indicado, retome a viagem no dia seguinte.

Balneário Camboriú Bike Week-End - Um Sucesso

O 1º Balneário Camboriú Bike Week-End foi um sucesso, apesar da chuva que caía nos dias que antecederam o evento.
Motociclistas de vários Estados, a maioria pilotando suas Harleys, vieram participar de mais este evento que Santa Catarina oferece.
A motocicleta Harley-Davidson® Sportster® 883R foi sorteada para uma "garupa" de Londrina, PR, que veio ao evento numa BMW!
Vejam as fotos no site da HD Point.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Calibrando os Pneus da Ultra Glide

Numa conversa recente com amigos PHDs que possuem uma Ultra Classic® Electra Glide®, surgiu o comentário sobre a dificuldade de calibrar o pneu traseiro. Imagino que cada um tenho seu próprio sistema, mas o que eu achei mais prático é simplesmente retirar o alforge do lado direito. Fazendo assim, a parte do pneu que fica obstruído pelo alforge fica exposto, permitindo o fácil acesso à válvula de calibragem. Como é costume abastecermos nossas motocicletas antes de sair num passeio ou viagem, faça a calibragem dos pneus antes de colocar suas “tralhas” nos alforges. Lembre-se que pneus calibrados corretamente é um item de segurança importantíssimo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Rastro da Serpente II – A Subida


Seguimos o Rastro da Serpente, para a colocação das placas, em Apiaí, SP. Treze motocicletas (12 Harleys e 1 DragStar) e eu, num Honda (Honda FIT - tinha compromisso profissional em Curitiba na véspera e não dava para ir pilotando . . .). Saímos do Hotel Dunamys às 07:30 de sábado, com muita chuva. O início da BR-476 (Estrada da Ribeira) está triplicada dentro da região metropolitana de Curitiba, ainda que com uma sinalização muito pobre.
Entretanto, quando começa a pista simples, de mão dupla, encontramos um asfalto de boa qualidade, sem buracos ou depressões, com boa sinalização. Os primeiros 122 quilômetros no trecho paranaense (até Adrianópolis), foram tranquilos, apesar da chuva, que exigia uma velocidade média de 45 km/h.

Havia pouco tráfego e os poucos caminhões encontrados não atrapalharam o grupo. Passamos por Bocaiúva do Sul e Tunas do Paraná, sem qualquer problema. Depois de Tunas, fizemos uma pequeno parada (já estávamos há uma hora e quarenta pilotando) para esticar as pernas e comentar sobre a estrada.

Todos concordaram que tinha sido um bom trecho, sem qualquer surpresa. As curvas, apesar de muitas – a estrada É MUITO sinuosa - estão bem construídas e permitem uma pilotagem tranquila, mas com muito atenção! Até Adrianópolis, PR, tudo bem. A partir daí é que a Serpente mostrou o que tinha: o trecho paulista (SP-250) está com o asfalto em piores condições (ainda que com poucos buracos/depressões) e há muitos deslizamentos, com lama na pista.

Com a chuva, a lama vira uma película estremamente escorregadia, o que exigiu muita habilidade por parte dos pilotos.

Ao chegarmos em Apiaí, depois de 4 horas e 15 minutos de viagem, encontramos a cidade lotada de PHDs e APHDs. Muitos vieram de São Paulo e de outras cidades do interior paulista (inclusive de Botucatu), para presenciar a colocação das placas.
   Depois do evento, almoçamos no Turk’s Restaurante (próximo da praça principal), onde saboreamos um excelente bufê. Saímos de Apiaí às 13:30, de retorno para Santa Catarina. O trecho de volta, já sem chuva, foi feito em 3 horas, ainda prejudicados por alguma lama úmida na pista. Os PHDs Chico e MacGyver, que já passaram por alí em outras oportunidades, dizem que o trecho pode ser feito em duas horas e meia, num dia de sol.

De Curitiba até Balneário Camboriú encontramos a rodovia com tráfego intenso, mas sem chuva.
Bom, agora estou ansioso para poder fazer o trecho, outra vez. Só que, desda vez, será com minha Ultra Glide. Veja mais fotos aquí.